quinta-feira, setembro 18, 2014

Prisão de Alberto Yousseff é ridícula

A pena de 4 anos de prisão aplicada a Alberto Yousseff é ridícula.
Se o condenado causou prejuízo ao erário ou a outrem, diga-se o valor e que Yousseff pague o que deve com multas, inclusive fiança do tamanho de suas “economias”.
Coloque-se o rapaz para cumprir serviços humanitários.
Esse tipo de prisão só serve para alimentar notícias para agradar fulano e desagradar ciclano.
É mais um para lotar cadeias já abarrotadas de presos rebeldes.
Passa a eleição, solta o homem e ninguém fala mais isso. Essa é a justiça.
E mais. Atrás de todo corrupto tem um beneficiário a dar-lhe guarida. Cadê a pena aos mantenedores do status quo do doleiro parasita?

sábado, setembro 13, 2014

Marina Silva, a coitadinha!

Frustrado com fracasso do seu franco favorito Aécio Neves, o PIG decide agora se condoer por Marina.

A súbita defesa orquestrada por alguns setores da imprensa é hilária.

Vamos ao raciocínio.

Será que a ex PT, ex PV, quase Rede, atual PSB e futura Rede pensou em aplauso unânime ao seu discurso dúbio e inconsistente? Será que Marina imaginou que seu palavreado prolixo iria encantar tanto, a ponto de calar quem pensa sério sobre os rumos do País?

Esse mesmo PIG que acusa o PT de judiar de Marina, já estampou manchetes horripilantes do PT e nem por isso o partido se fez de coitado.

Passagens bem vivas na memória.

Na campanha passada, a mulher do Serra fez o que fez na Baixada Fluminense. Espalhou aos quatro cantos que a Dilma era aborteira e que eleita, mandaria matar indefesas criancinhas.

Em 2006 foi terrível. O PIG humilhou, pisoteou no PT por conta da vingativa e teatral revelação de Roberto Jefferson que culminou na condenação de petistas históricos. Maldita Ação Penal 470, política e arbitrária.

A trajetória do Lula para chegar ao poder foi traumática. Se eleito, o metalúrgico iria pintar de vermelho a bandeira do Brasil; apartamentos com mais de dois quartos seriam invadidos pelos sem teto; sem chance nos negócios, o empresariado sairia em massa do país; os comunistas autoritários tomariam assento no poder...

Os petistas de verdade encararam de cabeça erguida as mentiras e o terrorismo da mídia. Lula, sempre forte e convicto da sua missão dizia “vamos vencer com a verdade, vamos vencer sem medo, vamos vencer na paz.”

O PIG não saiu em defesa das mentiras e difamações ao PT. Como sempre, silenciou ao sabor dos interesses de meia dúzia de endinheirados.

Lula governou duas vezes e fez a sucessora. E o Brasil após 12 anos de gestão petista? Está aí, cada vez mais esperançoso, soberano e promissor.

E Marina Silva?

Usa cabeça minha filha. Vá à luta e convença os brasileiros das tuas boas intenções e do círculo que a apóia. Larga da opinião mutante e se assuma enquanto é tempo.

Não se faça de tadinha e indefesa, incapaz de segurar críticas e pressões inerentes ao embate político-eleitoral. 

 Não é perfil recomendável para quem aspira a presidência da República.

terça-feira, setembro 09, 2014

Marina joga fora o pouco de lucidez que lhe resta

Dois teóricos da sociologia política - Ralph Miliband e Nicos Poulantzas – travaram altos debates sobre a natureza do Estado na concepção marxista.

Uma famosa polêmica entre ambos, diz respeito à negação da presença do Estado apregoada por Marx na sociedade capitalista.

“Como argumentar uma sociedade sem a mão do Estado, se quem discute sua ausência é a mesma pessoa que se beneficia dos seus interesses?”

Captei o exemplo do meu baú de memórias para falar de Marina Silva.

Marina caiu de paraquedas na campanha presidencial.

Esperta, tem se mostrado capaz de responder quaisquer questionamentos, mesmo que a mudar de idéia da noite para o dia.

Se por conta própria ou aconselhada por marqueteiros, Marina insiste na aparência da boa novidade na corrida eleitoral. A candidata se desvincula do fazer tradicional da política e reinventa formas de governar com pessoas e não com partidos.

“Como argumentar um governo sem a presença de partidos, se quem discute sua ausência é a mesma pessoa que se beneficia dos seus interesses?”

Marina é candidata do e de interesse do PSB e vice versa.

Ao negar os partidos como estruturas legítimas do Estado, Marina joga fora o pouco de lucidez que lhe resta.

Veja, o mal do século

Cada vez mais me convenço que a iniciativa da Veja em publicar a matéria “explosiva” do último final de semana, foi com a intenção de jogar merda no ventilador e apostar no “salve-se quem puder”.

“Nós não chegaremos lá, mas vocês vão se estrebuchar”. Mais ou menos assim.

Ora pois.

Aécio, o candidato queridinho da mídia grandona em agonia, sem chances de chegar lá. O projeto dos tucanos de “direitizar” o país desmorona dia pós dia.

Recurso de última hora.

Levantar a bandeira da baixaria nacional.

Há algo de muito errado no ar

Pode uma revista, uma única revista, do dia para a noite fazer uma longa matéria com alto teor destrutivo e de efeito devastador na vida das pessoas?
Porque somente a Veja teve o privilégio em saber do teor das investigações do Paulo R Costa e de citar nomes de supostos envolvidos?
Não seriam os envolvidos os primeiros a saber das denúncias para se defender?
Uma única revista é assim tão poderosa para causar alvoroço a ponto de interferir nas eleições?
O que está errado, muito errado nessa história é o mal que a Veja faz à democracia.
Entenda-se por Veja, golpe de tucano inconformado com a previsível derrota.

segunda-feira, setembro 01, 2014

Quem tem juízo não vota em Marina Silva

É evidente em Marina Silva a capacidade de sair pela tangente nas contradições. Basta um emaranhado de palavreado divinatório e tudo está explicado. Será?
Se na vida a coisa não funciona assim, imagine na presidência da República. Será que MS pensa em levar no bico os 513 deputados e os 81 senadores?
Faz parte do dia-a-dia do chefe da nação a negociação com outros poderes. No presidencialismo de coalizão – que é como funciona o sistema político no Brasil – os poderes legislativos interferem diretamente nas decisões do executivo.
Aí é que mora o perigo.
MS “viaja” ao acenar com um modelo que privilegia mais pessoas que partidos. Será que Serra do PSDB ou Suplicy do PT abandonariam acordos de suas bancadas para dar-lhe guarida?
Se com disposição ao diálogo um presidente come o pão que o diabo amassa em razão de conflitos trazidos por interesses difusos, imagine ao não respeitar hierarquia e o jeito do vizinho organizar a casa.
É golpe na certa.

No meio do caminho tinha um avião. Tinha um avião no meio do caminho

Cansa ver tanta notícia desabonadora dos adversários da Dilma e nada lhes ser imputado.

A começar pelo uso indevido de dinheiro público na construção do aeroporto em terreno da família Neves em Cláudio-MG. Da mesma forma que o escândalo veio à tona, sumiu e ninguém mais comenta. Aécio Neves – com a cara de pau peculiar - continua faceiro a falar em moralidade. Diz até que quer acabar com a corrupção do país.

Mais recente, o caso do avião usado pelo PSB durante a campanha eleitoral. Marina Silva desconhece a procedência da aeronave e o próprio partido encontra dificuldades para explicar a aquisição. Aliás, se instada a dar esclarecimentos, a candidata dirá que “no meio do caminho tinha um avião, tinha um avião no meio do caminho.”

Ah... se fosse com o PT! CPI da Aviação, impugnação da candidatura da Dilma e extradição do Lula.

Por aí.