domingo, novembro 23, 2025

JMB FOI EMBORA

Navegando deste ontem, sábado e domingo quase que full time, penso (logo existo).

Impressiona o número de pessoas saídas do armário após a tornezeleira rompida do JMB  e seu novo endereço imposto.

Gente até então anônima, ou melhor, quieta no seu canto, agora se exibe no melhor dos discursos anti mito mandando-o ao diabo que o carregue ...

Reconhecimento tardio da omissão diante dos absurdos praticados pelo detento quando este desgovernou o país?  

Oportunismo conjuntural, a observar que nas redes a unanimidade é JMB na cadeia,  sim? 

Nesse mundão de olhos grudados na telinha, a pergunta crucial que fica é: 

"Como os hoje atiradores de pedra ao JMB se posicionam para a escalada Lula 4?"

sexta-feira, fevereiro 14, 2025

TRUMP, EU, VOCÊ E O BRASIL

O planeta assiste um tanto assustado, ao mesmo tempo incrédulo, as ameaças de Trump a economia mundial, a geopolítica, aos costumes, a arte, a educação... às vezes dá impressão que esse homem é um enviado do diabo direto pra terra para desestabilizar o que resta da paz.

Dinheiro, riqueza, poder e território. É o que fomenta a avidez  desse senhor. Pior. Rodeado de ricaços robotizados que ora impõem medidas e infuenciam os rumos do imperialismo.

Pergunta-se:

1) A prudência até então tida como estratégia para lidar com o autoritárismo lá de cima é o caminho? 

2) Os Brics terão poder de barganha necessário para conter a sanha do Trump?

3) Até quando a humanidade irá suportar um homem de aparência nefasta, a espalhar diariamente desgraças e separatismos?

4) Onde iremos parar? Muitas indagações diante do que se vê. E o mandato do homem tá  só começando...

quinta-feira, janeiro 30, 2025

Verso solto. Frase além.

 De vez em quando me arrasto

Nas minhas pernas cansadas

Do medo tento e me afasto

De rotas amarguradas.

 

sábado, janeiro 25, 2025

Mulheres na contramão

Um olhar atento na recente história de lutas dos movimentos de mulheres, constata-se, com inúmeros questionamentos, que muita coisa mudou. Há oito anos - em tempos de Temer e Inelegível -  em titubeio constante.

Porque oito se ambos permaneceram seis anos no poder?

Porque estes dois anos do governo Lula  mostram que as mulheres, mesmo que a ocupar espaços e empoderadas em cargos de relevância, se ridicularizam em disputas vazias de egos inflados. 

Ministérios e secretarias transversais, donde as mulheres deveriam se assemelhar e se unir na defesa de pautas humanitárias, se distanciam do bom combate coletivo. 

Hora de rever conceitos e formas de luta. 

Lembrar das conferências verticalizadas, marchas históricas, bicicletadas da CUT no 8 de março... Huum! Dá saudade.

Mas o retorno destas agendas ajuda reconstruir a luta pelas demandas atuais? E quais seriam estas demandas?

Cadê o protagonismo das mulheres em defesa da democracia tão violentada como nunca se viu? Cadê a indignação das mulheres frente o sofrimento das mães palestinas a ver seus filhos a morrendo a míngua?

Cadê a iniciativa das mulheres em denunciar misogenia, rascismo, violência, hoje a correrem soltas na web?

Prá pensar.

Recorrer as costumeiras formas de luta? Talvez não.  As massas hoje se informam por meio de cliques bem pagos e de alcance inquestionável no mundão virtual.

Fazer o quê? 

Aprimorar conhecimentos, principalmente os voltados à modernidade comunicacional, estudar, sair da sala do ar condicionado e dialogar com a vizinha sobre a dupla jornada... aliás...hoje muitas mulheres estão a trabalhar no transporte de aplicativo. 

"Mulheres unidas, jamais serão vencidas"... Este mote não morre. 

quinta-feira, janeiro 16, 2025

COM PIX, SEM PIX TAXADO. POUCO IMPORTA

No emaranhado das notícias prevaleceu um entendimento, diga -se de passagem, amargo: ao mesmo tempo em que perdemos, empoderamos um aloprado deputado de primeiro mandato chamado Nikolas. Quem diria!

Uso o verbo na segunda pessoa do plural porque estamos boquiabertos no mesmo barco.

Vamos lá.

A princípio - não sei se por aplausos, expectativas, reticências -  esperançamo-nos com a nomeação do Sidônio na Comunicação. Um homem de bagagem inquestionável no convencimento dos feitos e falas.

Aliás, o apelo coletivo por mudanças na área ecoou até em Marte. 

Haddad lá, Lula acolá, Sidônio cá e nós aqui a chorar pitangas.

Eis que uma avalanche passa por cima do PT velho de guerra, a destruir coisas simples ao nosso ver, que senão implantar uma medida segura ao cidadão e mecanismos de controle aprimorados. 

De repente - parece filme de ficção - uma multidão anônima, quer virtual, quer de carne e osso - se engalfinha contra as mudanças do PIX, a expressar revolta contra o Governo. 

E agora José?

Assistir de camarote os desdobramentos?

Confiar na expertise do Sidônio?

Criticar, se calar, se frustrar diante de tamanha encruzilhada?

A realidade é assustadora. Hoje é o PIX. Amanhã, quem sabe?

As esquerdas estão nas mãos da direita extremada rica, sem pudor, antenada em modernidades que até Deus duvida.

E nós?

Um partido cujo ideal repercutiu no eco do auto-falante, no fax do sindicato, na voz do artista rebelde.

Muitos dessa tribo continuam ativos nas hostes petistas a influenciar e palpitar no cotidiano governamental. 

Diante de tantas mudanças no jeito das pessoas de se comunicarem com o mundo, estaríamos nós dotados de ousadia, da clareza necessária para se contrapor a guerra virtual?

Que semente estamos a plantar para vislumbrar um PT dinâmico, conectado na rapidez das informações?

Lembrei do Pedro Rossseff. 

O Sidônio não faz milagre.

Lula não é eterno.

Eu e você também não. 

domingo, novembro 10, 2024

*AINDA ESTOU AQUI*

Sim. O Brasil tem histórias. Umas, contadas em livros; outras, roteirizadas nas telas. 

As histórias interpretadas ao sabor da arte tomam outra dimensão. 

Elas mexem com a alma de quem as assistem ao serem revividas por duas atrizes de magnitude ímpar: as Fernandas Torres e Montenegro.

"Ainda estou aqui" impressiona. 

O filme termina após mais de duas horas de duração. Ao redor, olhos marejados continuam fixos na telona como se faltasse tempo prá respirar..

Ninguém se levanta. No enredo, medo e perseverança dialogam com a pureza das crianças num ambiente politico persecutório.

O Pimpão viveu um pouco de tudo.

Vale a pena. 

Só não esqueça de levar o lenço.

segunda-feira, outubro 28, 2024

Pessimismo? Não. Realismo

O mito e seu desempenho minguado nestas eleições não deve significar alento para as esquerdas.

O resultado indica avanço inquestionável de um campo chamado de direita, que ora nos aguenta por mero interesse conjuntural. 

Vide cargos ocupados no governo Lula.

Em 2026 o bicho vai pegar.

A midiazona doravante será  abastecida por polpudos repasses de grana advindos dos  PCCs, das milícias, em plena luz do dia. 

E a companha orquestrada para aniquilar lideranças petistas inundará os portais de notícias  dioturnamente. 

O começo. 

A gradativa desconstrução do Lula carimbando-o como idoso incapaz de dar conta do cotidiano presidencial. 

E sem Lula o PT está frito. Alguém duvida?

Sirlei