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terça-feira, setembro 09, 2014

Marina joga fora o pouco de lucidez que lhe resta

Dois teóricos da sociologia política - Ralph Miliband e Nicos Poulantzas – travaram altos debates sobre a natureza do Estado na concepção marxista.

Uma famosa polêmica entre ambos, diz respeito à negação da presença do Estado apregoada por Marx na sociedade capitalista.

“Como argumentar uma sociedade sem a mão do Estado, se quem discute sua ausência é a mesma pessoa que se beneficia dos seus interesses?”

Captei o exemplo do meu baú de memórias para falar de Marina Silva.

Marina caiu de paraquedas na campanha presidencial.

Esperta, tem se mostrado capaz de responder quaisquer questionamentos, mesmo que a mudar de idéia da noite para o dia.

Se por conta própria ou aconselhada por marqueteiros, Marina insiste na aparência da boa novidade na corrida eleitoral. A candidata se desvincula do fazer tradicional da política e reinventa formas de governar com pessoas e não com partidos.

“Como argumentar um governo sem a presença de partidos, se quem discute sua ausência é a mesma pessoa que se beneficia dos seus interesses?”

Marina é candidata do e de interesse do PSB e vice versa.

Ao negar os partidos como estruturas legítimas do Estado, Marina joga fora o pouco de lucidez que lhe resta.

segunda-feira, setembro 01, 2014

Quem tem juízo não vota em Marina Silva

É evidente em Marina Silva a capacidade de sair pela tangente nas contradições. Basta um emaranhado de palavreado divinatório e tudo está explicado. Será?
Se na vida a coisa não funciona assim, imagine na presidência da República. Será que MS pensa em levar no bico os 513 deputados e os 81 senadores?
Faz parte do dia-a-dia do chefe da nação a negociação com outros poderes. No presidencialismo de coalizão – que é como funciona o sistema político no Brasil – os poderes legislativos interferem diretamente nas decisões do executivo.
Aí é que mora o perigo.
MS “viaja” ao acenar com um modelo que privilegia mais pessoas que partidos. Será que Serra do PSDB ou Suplicy do PT abandonariam acordos de suas bancadas para dar-lhe guarida?
Se com disposição ao diálogo um presidente come o pão que o diabo amassa em razão de conflitos trazidos por interesses difusos, imagine ao não respeitar hierarquia e o jeito do vizinho organizar a casa.
É golpe na certa.

No meio do caminho tinha um avião. Tinha um avião no meio do caminho

Cansa ver tanta notícia desabonadora dos adversários da Dilma e nada lhes ser imputado.

A começar pelo uso indevido de dinheiro público na construção do aeroporto em terreno da família Neves em Cláudio-MG. Da mesma forma que o escândalo veio à tona, sumiu e ninguém mais comenta. Aécio Neves – com a cara de pau peculiar - continua faceiro a falar em moralidade. Diz até que quer acabar com a corrupção do país.

Mais recente, o caso do avião usado pelo PSB durante a campanha eleitoral. Marina Silva desconhece a procedência da aeronave e o próprio partido encontra dificuldades para explicar a aquisição. Aliás, se instada a dar esclarecimentos, a candidata dirá que “no meio do caminho tinha um avião, tinha um avião no meio do caminho.”

Ah... se fosse com o PT! CPI da Aviação, impugnação da candidatura da Dilma e extradição do Lula.

Por aí.

domingo, agosto 31, 2014

Marina Silva: Uma falácia perigosa

É evidente em Marina Silva a capacidade de sair pela tangente nas contradições. Basta um emaranhado de palavreado divinatório e tudo está explicado. Será?

Se na vida a coisa não funciona assim, imagine na presidência da República. Será que MS pensa em levar no bico os 513 deputados e os 81 senadores?

Faz parte do dia-a-dia do chefe da nação a negociação com outros poderes. No presidencialismo de coalizão – que é como funciona o sistema político no Brasil – os poderes legislativos interferem diretamente nas decisões do executivo.

Aí é que mora o perigo.

MS “viaja” ao acenar com um modelo que privilegia mais pessoas que partidos. Será que Serra do PSDB ou Suplicy do PT abandonariam acordos de suas bancadas para dar-lhe guarida?

Se com disposição ao diálogo um presidente come o pão que o diabo amassa em razão de conflitos trazidos por interesses difusos, imagine ao não respeitar hierarquia e o jeito do vizinho organizar a casa.

É golpe na certa.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Marina ambientalista. Vice defensor do transgênico.

Em 2008, Marina Silva pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente no governo Lula.
O motivo da demissão do governo petista foi a dificuldade em prosseguir com a agenda ambiental e a insuficiente 'sustentação política' para as questões do setor.
Durante sua administração no Meio Ambiente, Marina acabou perdendo a luta histórica contra os transgênicos. Interesses econômicos se contrapunham aos objetivos da pasta.

Em 2014, Marina assume o lugar do candidato a presidente Eduardo Campos morto em acidente aéreo.

O vice da Marina passa a ser Beto Albuquerque, político gaúcho da mesma legenda, o PSB.

Há tempos Albuquerque é ligado ao agronegócio. Pelo menos nas duas últimas eleições, empresas ligadas ao setor foram suas principais doadoras.
Como deputado federal, o recente vice de Marina foi defensor número um no Congresso da Medida Provisória que liberou o plantio de soja transgênica na safra de 2004/2005.

E agora, José?

segunda-feira, agosto 18, 2014

Dilma, Aécio e Marina Silva. Fico com a primeira

A morte de Eduardo Campos, sem dúvida, altera o ritmo e expectativas eleitorais com a entrada da Marina Silva na concorrência.

A nova candidata à presidente da República é um nome conhecido do povo brasileiro. Seu discurso identificado com a causa ambiental é simpático e inofensivo. Não causa polêmica. Até quem usa chuveiro elétrico todos os dias não se incomoda com a falta de luz, caso esta venha a depender da construção de novas hidrelétricas.

Ambientalistas sofrem arrepios frente a projetos interferentes à água, florestas e peixinhos.

Marina é a negação da política. A Rede Sustentabilidade, expressão pomposa da agremiação, foi meticulosamente escolhida para afastar o fantasma dos partidos desgastados pela democracia que os criou.

O PSB a dar-lhe abrigo é transitório. É apenas uma sigla para legalizar a condição de vice e agora titular do cargo.

Predestinação messiânica.
A predestinação de Marina será capaz de salvar o Brasil da sanha do capital especulativo, da subalternidade às nações ditas desenvolvidas, da proteção ao país das espionagens atrevidas.
Marina está predestinada a respeitar até o fim dos seus dias a laicidade do estado brasileiro.

Que venha o Apocalipse.

sábado, fevereiro 16, 2013

Marina Silva: partido novo, velhas práticas


Nasce um partido falacioso  e confuso.  Faz-se esta referência  à recente agremiação partidária chamada de Rede Sustentabilidade encabeçada por Marina Silva, candidata que amealhou 20 milhões de votos na última eleição presidencial, na época filiada ao PV. O começo da militância política foi no PT.
A relutância em acreditar na boa fé da Rede é eivada de questionamentos.
Como acreditar num partido que diz nascer com o objetivo de estabelecer novas formas de relações na política, mas que admite alianças da forma tradicional vigente no sistema?  Como levar a sério um partido que  diz que o foco não é só eleição, mas que admite de cara  lançar candidatura em 2014?
Não se coloca em dúvida a intenção do partido da Marina em debater um mundo melhor  para as pessoas.  Mas, se legalmente criado, o objetivo é participar de disputas eleitorais, sim. Se contrário, que se fortaleçam os  movimentos  organizados  ou fóruns permanentes de luta por alguma causa,  Quem cria partido é porque busca o poder ou sonha com ele. O resto é balela.
Cai também por terra o discurso da novidade, Ora, se já existe sinal de candidatura à vista, se já há predisposição de diálogo para formação de alianças, então tudo é igual, tal como está. O fato de o partido  rejeitar rótulo de esquerda ou de direita é cópia do discurso do  PSD do Kassab.  Quer postura mais tradicional?
Vamos à desmistificação.  Até prova ao contrário, no ambiente político funciona assim: o sujeito é ficha suja  mas pode amealhar votos. E nenhum candidato seria louco a ponto de desprezá-lo.  E não se fala mais nisso.

domingo, dezembro 16, 2012

Dilma e Lula continuam em alta

Se a eleição presidencial fosse hoje, Dilma e Lula venceriam com folga no primeiro turno, aponta pesquisa Datafolha. Na sondagem do instituto, deixariam para trás Aécio, Marina Silva e até  Joaquim Barbosa, data vênia: neoconservador da direita.
As últimas notícias dão conta de que Lula é corrupto, infiel e que o filho dele é rico por milagre. Só falta o PIG dizer que a fortuna da família está depositada numa conta na Suiça em nome da dona Marisa.
As “revelações bombásticas” inventadas pela direitona e alimentadas pela mídia conservadora só servem para aumentar a popularidade dos ícones petistas.      

terça-feira, novembro 20, 2012

Coletivo de Mulheres avalia resultado das eleições



O resultado das eleições de 2012 mostram aumento no número de prefeitos e vereadores eleitos do PT no Paraná em comparação ao ano de 2008, o que significa fortalecimento político da legenda. No entanto, esse avanço não significou aumento da presença das mulheres nesses espaços de poder.

A desigualdade persistente de gênero remete a reflexões.
Porque as mulheres recuaram eleitoralmente mesmo com a aplicação da política de cotas?  O quadro abaixo mostra os números das eleições.
As urnas já mostraram que o eleitorado não discrimina as mulheres. Ao contrário, a população tem uma visão positiva da participação feminina na política. A prova mais cabal disso, é que nas eleições de 2010 havia 9 candidatos à Presidência - 7 homens e 2 mulheres - e o resultado do primeiro turno mostrou que 67% dos votos foram para duas mulheres, Dilma Rousseff e Marina Silva. Se a população vota em mulher para a Presidência da República, por que não votaria em mulheres candidatas a vereadoras e prefeitas?
O problema não está no eleitorado, nem tampouco nas mulheres. Para reverter o insatisfatório resultado feminino das urnas, é preciso exercitar a democracia dentro de casa. São os homens que ainda controlam os principais cargos dentro do partido e nos espaços públicos de poder. Controlam também os recursos financeiros e o processo de escolha de candidatos.
O partido precisa criar mecanismos internos de inclusão feminina para que se possa superar a baixa participação de gênero e perspectiva de equidade nos espaços de poder.
Ao se fazer jus à contribuição das mulheres ao fortalecimento de partido, todo empenho é bem vindo na promoção de Cursos de Formação, na participação paritária de homens e mulheres em todos os cargos de representação partidária e na irrestrita democratização interna.
O PT foi o primeiro partido do Brasil a mudar seu estatuto para que 50% de seus cargos de direção sejam ocupados por mulheres, o que é um avanço nas relações políticas de gênero. No entanto, é preciso investir na qualificação das mulheres, prepará-las para os desafios, sob pena das mulheres tornarem-se uma grande quantidade de laranjas, usadas somente para cumprir cota.


      DESEMPENHO ELEITORAL DO PT NO PARANÁ
2008
2012
Total
Prefeito
Prefeita
Total
Prefeitos
Prefeita
32
28
04
41
38
03
100%
87%
13%
100%
93%
7%
Total
Vice (H)
Vice (M)
Total
Vice (H)
Vice (M)
32
27
05
49
42
07
100%
84%
16%
100%
86%
14%
Total
Vereador
Vereadora
Total
Vereador
Vereadora
288
243
45
349
304
45
100%
84%
16%
100%
87%
13%

1 ) Prefeitos: Apesar do aumento de 28%, diminuiu o percentual de mulheres de 12% para 7%.
2)  Vices: O percentual de vices aumentou 53%,  porém o percentual de mulheres diminuiu de 16% para 14%.
3) Vereadores: O crescimento foi de 21%.  Embora o número de vereadoras eleitas seja o mesmo em 2008 e 2012, houve uma diminuição de 3%,  haja vista o aumento do número de homens eleitos.