Domingo a gente estará junto. Enquanto o mais novo assa a carne, faço a maionese - aquela de uma gema crua e duas cozidas - mais óleo e mexida circular no prato fundo até dar ponto. Lição da velha Mirandolina.
sábado, maio 11, 2013
Mãe
Curti pouco minha mãe. Quis o destino que ela fosse morar no céu bem cedo com meu pai. No trajeto, várias mães cruzaram minha vida. Uma delas, minha vó que me criou desde pequenininha. Hoje tenho o amor dos meus dois filhos, nora, neto agregado.
quarta-feira, maio 08, 2013
Na política, tombo a gente nunca esquece
Na reunião realizada ontem para organizar a Audiência Pública do Conselho Municipal da Mulher, a Rosani pautou e questionou a exigência de pertencimento a uma sociedade civil organizada para integrar o conselho. Ou seja, exclui-se os movimentos como a Marcha das Mulheres, Marcha das Vadias, Forum Popular de Mulheres, porque estas organizações não possuem CNPJ.
Estas considerações fizeram-me voltar o tempo, mais precisamente em 1996/97, época em que um grupo de sonhadores desvairados acreditava na democratização da comunicação via Canal Comunitário de TV cabo. Pura ousadia e uma experiência inesquecível.
O aprendizado maior do período, ironicamente deu-se no campo político. A formação de chapas para disputar o segundo mandato da coordenação do canal foi trágica. Senão vejamos.
Um lado defendia a programação composta de material produzido pelas entidades formadoras do Canal: Grupo Dignidade, Senge, Sindijus, Bancários, CUT, Acnap, APP, entre outras. Outro, insistia na produção de programas elaborado por terceiros, que “por coincidência” eram os mesmos que participavam das reuniões da executiva com direito a voz, mas não voto.
Após esgotadas as possiblidades de consenso, estas concepções influenciaram sobremaneira na formação das chapas.
Assembleia da eleição
Aí o bicho pegou. Dezenas de pessoas dizendo-se representantes de entidades civis - criadas a toque de caixa e portadoras do CGC provisório (atual CNPJ) – invadiram literalmente a plenária. Uma surpresa e tanto. Este público novato aplaudia e aprovava todas as propostas da corrente defensora da terceirização da programação da emissora. Ideias contrárias eram seguidas de vaia e conturbação.
Dada a interpretação dúbia e omissão de normas estatutárias, a executiva havia decidido pela filiação de novas entidades no mesmo dia da eleição, bem como o direito ao voto destas entidades na escolha da nova coordenação do Canal.
As normas do estatuto foram jogadas no lixo. Eles venceram. Gustavo Erwin(Red) da CUT, Luiz Henrique Herrman da APP e eu da CUT saímos do Senge antes da assembleia acabar e não mais voltamos ao canal. Até hoje.
Estas considerações fizeram-me voltar o tempo, mais precisamente em 1996/97, época em que um grupo de sonhadores desvairados acreditava na democratização da comunicação via Canal Comunitário de TV cabo. Pura ousadia e uma experiência inesquecível.
O aprendizado maior do período, ironicamente deu-se no campo político. A formação de chapas para disputar o segundo mandato da coordenação do canal foi trágica. Senão vejamos.
Um lado defendia a programação composta de material produzido pelas entidades formadoras do Canal: Grupo Dignidade, Senge, Sindijus, Bancários, CUT, Acnap, APP, entre outras. Outro, insistia na produção de programas elaborado por terceiros, que “por coincidência” eram os mesmos que participavam das reuniões da executiva com direito a voz, mas não voto.
Após esgotadas as possiblidades de consenso, estas concepções influenciaram sobremaneira na formação das chapas.
Assembleia da eleição
Aí o bicho pegou. Dezenas de pessoas dizendo-se representantes de entidades civis - criadas a toque de caixa e portadoras do CGC provisório (atual CNPJ) – invadiram literalmente a plenária. Uma surpresa e tanto. Este público novato aplaudia e aprovava todas as propostas da corrente defensora da terceirização da programação da emissora. Ideias contrárias eram seguidas de vaia e conturbação.
Dada a interpretação dúbia e omissão de normas estatutárias, a executiva havia decidido pela filiação de novas entidades no mesmo dia da eleição, bem como o direito ao voto destas entidades na escolha da nova coordenação do Canal.
As normas do estatuto foram jogadas no lixo. Eles venceram. Gustavo Erwin(Red) da CUT, Luiz Henrique Herrman da APP e eu da CUT saímos do Senge antes da assembleia acabar e não mais voltamos ao canal. Até hoje.
domingo, maio 05, 2013
Aécio assume candidatura e detona o PT. Será que a estratégia é segura?
Aécio Never diz na Isto É desta semana que vai explorar o viés autoritário do PT na campanha de 2014.
Quem é autoritário? Meia dúzia de caciques que decidem quem será candidato ou o partido que envolve seus filiados nas decisões da legenda?
Quem é autoritário? O partido em que meia dúzia de iluminados decidem o que é bom para o país ou o partido que realiza audiências públicas, conferências neste Brasil afora para ver e ouvir o que povo quer para si?
Quem é autoritário? O partido que coloca debaixo do tapete suas mazelas ou o partido que aprimora cada dia mais os mecanismos de transparência na gestão pública?
Quem é autoritário? Meia dúzia de caciques que decidem quem será candidato ou o partido que envolve seus filiados nas decisões da legenda?
Quem é autoritário? O partido em que meia dúzia de iluminados decidem o que é bom para o país ou o partido que realiza audiências públicas, conferências neste Brasil afora para ver e ouvir o que povo quer para si?
Quem é autoritário? O partido que coloca debaixo do tapete suas mazelas ou o partido que aprimora cada dia mais os mecanismos de transparência na gestão pública?
Aecinho caiu na arapuca.
terça-feira, abril 30, 2013
Ode à indignação
Ao invés de se indignar pela quantidade de impostos pagos, cobre do Estado melhoria nos serviços públicos.
Ao invés de se indignar com o menor infrator, cobre do Estado políticas de proteção.
Ao invés de se indignar com o preço abusivo do pedágio, lembre-se de quem o criou e nunca mais vote nele ou nos políticos indiferentes à questão.
Ao invés de se indignar com o bancário pela demora no atendimento, dirija sua indignação ao banqueiro explorador da mão-de-obra.
Ao invés de se indignar com a bolsa paga à família do presidiário, se revolte com a carência de crianças não merecedoras de castigo decorrente do descaminho dos pais.
Ao invés de se indignar com as mulheres libertas em busca de direitos, lembre-se de que elas, mesmo em luta constante, trabalham muito, ganham menos e sofrem todo tipo de discriminação.
Ao invés de se indignar com o menor infrator, cobre do Estado políticas de proteção.
Ao invés de se indignar com o preço abusivo do pedágio, lembre-se de quem o criou e nunca mais vote nele ou nos políticos indiferentes à questão.
Ao invés de se indignar com o bancário pela demora no atendimento, dirija sua indignação ao banqueiro explorador da mão-de-obra.
Ao invés de se indignar com a bolsa paga à família do presidiário, se revolte com a carência de crianças não merecedoras de castigo decorrente do descaminho dos pais.
Ao invés de se indignar com as mulheres libertas em busca de direitos, lembre-se de que elas, mesmo em luta constante, trabalham muito, ganham menos e sofrem todo tipo de discriminação.
Ao invés de simplesmente se indignar, saia do casulo e vá à luta por um mundo mais fraterno e igual.
terça-feira, abril 23, 2013
Se um vereador propor nome de rua ou título de cidadão honorário, dê um fora nele
O jornal do meio dia como sempre traz notícias de inúmeros problemas de mobilidade, segurança, agenda em obras públicas ... Sintomas típicos das cidades, principalmente as de grande porte.
Gente que invade a pista exclusiva dos ônibus com skates, bicicletas ou simplesmente a usam para caminhada. Gente que invade os ônibus sem pagar a passagem ... Exemplos claros de civilidade comprometida que acontecem na capital em plena luz do dia.
Enquanto isso, nossos vereadores que deveriam estar atentos a essas demandas, marcam sessão e gastam horas e horas para discutir nome de rua e concessão de títulos honorários.
Descarto qualquer tentativa de religiofobia, mas conceder a Silas Malafaia o título de cidadão honorário de Curitiba dá azia. O que esse cidadão fez de relevante para os curitibanos?
Mais azia ainda, é pensar que nobres vereadores recebem seu salário - que é pago por nós cidadãos – para discutir e propor medidas totalmente descoladas do interesse público.
Gente que invade a pista exclusiva dos ônibus com skates, bicicletas ou simplesmente a usam para caminhada. Gente que invade os ônibus sem pagar a passagem ... Exemplos claros de civilidade comprometida que acontecem na capital em plena luz do dia.
Enquanto isso, nossos vereadores que deveriam estar atentos a essas demandas, marcam sessão e gastam horas e horas para discutir nome de rua e concessão de títulos honorários.
Descarto qualquer tentativa de religiofobia, mas conceder a Silas Malafaia o título de cidadão honorário de Curitiba dá azia. O que esse cidadão fez de relevante para os curitibanos?
Mais azia ainda, é pensar que nobres vereadores recebem seu salário - que é pago por nós cidadãos – para discutir e propor medidas totalmente descoladas do interesse público.
sexta-feira, abril 19, 2013
Ex candidato José Serra se filia ao PSC do Feliciano
Sem alarde, o eterno derrotado candidato José Serra se filia ao PSC, partido do religioso Marcos Feliciano, o presidente da comissão mais barulhenta do Congresso Nacional.
O ato de filiação tem um objetivo definido: As eleiçõesde 2014.
De antemão, já estão em curso debates políticos que indicam a candidatura de Serra Presidente e Feliciano Vice. As negociações estão tão avançadas que até o slogan da campanha eles já escolheram: “Aborto? Nem morto.”
Ambos partilham a ideia em criar um ministério específico para recuperação de gays e lésbicas, em substituição ao atual ministério dos Direitos Humanos. O titular da pasta será o próprio Feliciano. As mulheres serão proibidas de ocupar cargos no governo.
Entre os acordos também se fortalece a proposta de investir em novas descobertas científicas para evitar a aparição do arco-iris, fenômeno natural cujas cores incitam transgressões sexuais.
O ato de filiação tem um objetivo definido: As eleiçõesde 2014.
De antemão, já estão em curso debates políticos que indicam a candidatura de Serra Presidente e Feliciano Vice. As negociações estão tão avançadas que até o slogan da campanha eles já escolheram: “Aborto? Nem morto.”
Ambos partilham a ideia em criar um ministério específico para recuperação de gays e lésbicas, em substituição ao atual ministério dos Direitos Humanos. O titular da pasta será o próprio Feliciano. As mulheres serão proibidas de ocupar cargos no governo.
Entre os acordos também se fortalece a proposta de investir em novas descobertas científicas para evitar a aparição do arco-iris, fenômeno natural cujas cores incitam transgressões sexuais.
segunda-feira, abril 15, 2013
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