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quinta-feira, abril 14, 2016

O afastamento da Dilma

A corrupção desaparecerá das páginas dos jornais. Os probos Temer e Cunha trarão de volta a governabilidade e os brasileiros poderão ir sossegados ao templo. 
A missão da Lava Jato terá ponto final e as detenções em curso serão revistas. Com ressalvas aos políticos do PT, que continuarão presos a pautar jornalões. 
Como num passe de mágica, o arrocho salarial proposto, o congelamento dos salários dos aposentados, a terceirização da mão-de-obra e as privatizações farão do Brasil a economia mais estável do mundo.
O porte de arma será liberado e a criminalidade reduzirá drasticamente. O bandido bom é bandido morto. Exalta-se a redução de julgamentos nas prateleiras do judiciário, porque o meliante será morto antes de julgado.
O Mercosul perderá relevância. O Brasil somará pontos junto aos EUA com a intensificação do comércio de armas e enfraquecimento comercial gradativo dos países do cone sul.
Um jogo perfeito, mas não combinado com o adversário.
O povo vermelho nas ruas.

terça-feira, agosto 25, 2015

Corrupção e cinismo Nada leva a lugar nenuhm

Aumentei de R$ 100 para R$ 120 a diária da Mírian, a diarista. Ela me perguntou de onde tirei o dinheiro para pagá-la. Certo? Errado.
Depositei R$ 1 mil em minha conta corrente. O gerente pediu comprovação da origem do dinheiro. Certo? Errado.
Mas lá na frente, a declaração do IR dirá de onde e de quem veio o dinheiro.
O candidato xix recebeu doação de R$ 50 mil na campanha eleitoral. O candidato perguntou ao doador de onde veio o dinheiro. Certo? Errado.
Aí a situação é bem mais complicada.
O dinheiro não é declarado aos TREs; se declarado, não raro em valores incorretos. A origem do dinheiro? Apenas um detalhe.
Até que um juiz afoito e muito bem remunerado decide vasculhar o passado tumular dos políticos e seus comparsas.
E não se salva ninguém. Certo? Errado.
Salvam-se os mais espertos, os que conseguiram formar teias auto protetivas em décadas de dominação e poder.
Por ironia, sofre os rigores da lei justamente a frente política facilitadora das investigações.
Enquanto isso, novos alunos ingressam à luz do dia na escola da corrupção.
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sexta-feira, outubro 24, 2014

Amigos e Amigas do Banestado

Nos últimos meses nos vimos mais assiduamente por aqui. E o motivo, como não poderia deixar de ser, veio da efervescência política.
Nas postagens e comentários, cada um com seu ponto de vista. Uns com argumentos serenos. Outros, nem tanto. Uns enfáticos, outros mais moderados. Cada um do seu jeito e maneira, procurou dar o recado sobre o que pensa e o que quer para este Brasil bonito por natureza.
Houve até quem dissesse “quero ter o direito em não discutir política”. Ninguém se zangou.
Democracia é liberdade de se calar, de falar e pensar, sem amarras. Nós vivemos uma democracia.
Dia 26 encerra o debate da disputa eleitoral e um novo ciclo começa já partir de domingo.
É o day after que vai dizer se o resultado das urnas apontam para um País seguro. Disso não tenho dúvida.
Uma saraivada de denúncias de corrupção pautou a propaganda política durante toda campanha. A Petrobrás foi a bola da vez.
É difícil convencer o eleitor e fazê-lo aceitar passivamente que não existem santos na política. Mas não existe.
Calma, não fique perplexo ante o pragmatismo. Explico.
Então devo votar “no rouba mas faz?” Não, de jeito nenhum.
Então devo votar naquele que ergue o punho, estala o olho e esbraveja: “Eu vou acabar com a corrupção neste país. Porque no meu governo não vai ter corrupção!” Não, de jeito nenhum.
Esse é o pior dos lacaios.
Uma boa maneira para escolher o próximo governante é saber quais medidas que ele defende para evitar roubalheira. Transparência administrativa, fortalecimento das instituições, mecanismos facilitadores de investigação pode ser o caminho.
Fazer de conta que a corrupção não existe, escondê-la, se fazer de santo e atirar pedra no adversário é, no mínimo, fazer o eleitor de otário. O eleitor não é otário.
O PT comete erros. O PSDB também.
Uma diferença clara porém existe entre ambos. O PT assume os erros cometidos. Quem erra, paga. Está sujeito aos rigores da lei.
Desnecessário dizer em quem voto no próximo domingo.
Enfim, eleição, por mais importante que seja, é apenas uma eleição. Como já dizia o grande Oscar Niemeyer, importante é a vida.
Vida que segue.

sábado, outubro 11, 2014

RESIGNAÇÃO OU COMBATE?

Debater corrupção no campo político com o objetivo de apontar culpados e atribuir pesos é tarefa inócua. Serve tão somente de alimento à mentes menores.
A situação fica ainda mais absurda quando - ao tomar partido deste ou daquele candidato - o eleitor passa a endeusar um e demonizar o outro. Lógica e bom senso são jogados no lixo em nome das preferências, não raro circunstanciais.
Na política, como em qualquer outra atividade, não existem santos. O único que se revestiu da aura morreu crucificado há dois mil anos.
Mas falemos da política. Não é necessário muita leitura, para constatar que o mau uso do dinheiro público é recorrente em todas as esferas: executivo, legislativo e judiciário. Acrescentem-se autarquias, bancos públicos, oscips, estruturas estaduais e municipais.
Em cada escândalo, em cada desvio de dinheiro público, uma decepção e uma reação.
Aflora uma raiva dos diabos no cidadão que se surpreende com a notícia de que alguém está passando a mão no dinheiro que deveria ser aplicado em obras e políticas públicas.
Infelizmente, desvios do erário e extravagâncias acontecem diariamente. Uns vêm à tona, outros nem mago descobre.
Resignação ou combate?
Peço licença ao Miguel P. Colhado Gino para reescrever um comentário feito por ele aqui no face: “A corrupção é um câncer instalado no seio da sociedade, que de forma alguma pode ser tolerada mas precisa e deve ser combatida”.
O bom combate pressupõe o fortalecimento dos órgãos de fiscalização, investimentos em novas tecnologias e criação de mecanismos que permitam acompanhamento e transparência em todos os órgãos.
Ao se decidir pelo voto, é de bom alvitre verificar a vida pregressa do candidato e o que de concreto ele apresenta ao eleitor para combater a corrupção.
Negligência, negação e santidade não leva a nada.


"Muitos são orgulhosos por causa daquilo que sabem; face ao que não sabem, são arrogantes."
Johann Goethe

segunda-feira, setembro 16, 2013

Mudem as regras, pelo amor de Deus!

Tem muita gente por aí que pensa que se os envolvidos no mensalão forem punidos, seria retomada a normalidade ética e moral no país. Assim, como um passe de mágica, a classe política se tornaria a inimiga número um dos atos lesivos ao erário e voltaria a ter o respeito dos cidadãos. Ledo engano.

Enquanto persistir o modelo de fonte de recursos privados para campanhas, os Caixa 2, as prestações de contas maquiadas vão existir. E quem paga a conta “além da conta” é o cidadão.

Se a empresa X faz uma doação para um determinado candidato, não a faz por amor à pátria. A recompensa vem em dobro nos superfaturamentos, licitações dirigidas e tráfico de influências. É óbvio. É um modelo de privilégios ao grande capital. Basta observar a configuração do Congresso: as bancadas de megapastor, mega latifundiário, mega empresário se perpetuam no poder.

A corrupção político-eleitoral é a mais nociva.

quarta-feira, setembro 12, 2012

Dicas para escolher um vereador


O que mais se houve na propaganda dos vereadores, tanto no rádio como na TV, é:

Pela ética na política, vote em fulano de tal...
Contra a corrupção, vote...
Não se deixe enganar, vote...
Mais saúde, mais educação, mais isso, mais aquilo, vote..
Pela renovação, vote.... (estreante ou jovem filho de político conhecido na praça)
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Jesus, quanta besteira ouvida e digerida em época de eleição. Caro leitor: Qual a contribuição destas mensagens na escolha do voto? Nada. Absolutamente nada.

Primeiro é preciso que estes candidatos saibam o sentido destes slogans  e como eles poderiam se  transformar em ações no dia-a-dia parlamentar.

O que é ser honesto? O que é “não ser corrupto”? O que é renovação? Renovar significa avanço nas relações democráticas?

Vamos lá. Vereador eleito que se junta ao bloco dos que dizem “amém” para os projetos encaminhados pelo  prefeito à câmara é um desonesto de carteirinha. E eu vou dizer o porquê.

Uma das funções do nobre edil é  fiscalizar o erário, é saber onde as verbas serão aplicadas e como serão geridas. É pensar coletivo os problemas da cidade e priorizar projetos de interesse  real da comunidade. Só que não é isso que acontece. Para não se indispor, muitos vereadores validam o orçamento do jeito que o executivo manda. Isso gera desperdício para o município. E se o vereador é conivente com o prejuízo, ele então é desonesto.

Vereador não é despachante. Ouço pessoas dizerem que vão votar neste ou naquele candidato porque ele colocou luz no poste, tirou mato da praça ou asfaltou a rua.
Desde quando vereador faz alguma coisa, cara pálida? O máximo que ele faz, é pedir para que a assessoria encaminhe um ofício à prefeitura com a solicitação devida. Eles ganham muito para que o mandato se reduza a essas querelas. Faça você mesmo a reclamação à prefeitura. Ligue 156.

Candidato jovem é sinônimo de virtude? Nem sempre. Esse candidato costuma associar  a juventude à ausência de vícios no ofício da política. Mas não é bem assim. Um candidato tem que ser sensível aos problemas da população e entendê-los no melhor dos sentidos para propor soluções. Filhinhos de papai, jovens enveredados na política para eternizar sobrenome de velhas raposas é ruim prá democracia. É ruim prá todos.