Nos últimos meses nos vimos mais assiduamente por aqui. E o motivo, como não poderia deixar de ser, veio da efervescência política.
Nas postagens e comentários, cada um com seu ponto de vista. Uns com argumentos serenos. Outros, nem tanto. Uns enfáticos, outros mais moderados. Cada um do seu jeito e maneira, procurou dar o recado sobre o que pensa e o que quer para este Brasil bonito por natureza.
Houve até quem dissesse “quero ter o direito em não discutir política”. Ninguém se zangou.
Democracia é liberdade de se calar, de falar e pensar, sem amarras. Nós vivemos uma democracia.
Dia 26 encerra o debate da disputa eleitoral e um novo ciclo começa já partir de domingo.
É o day after que vai dizer se o resultado das urnas apontam para um País seguro. Disso não tenho dúvida.
Uma saraivada de denúncias de corrupção pautou a propaganda política durante toda campanha. A Petrobrás foi a bola da vez.
É difícil convencer o eleitor e fazê-lo aceitar passivamente que não existem santos na política. Mas não existe.
Calma, não fique perplexo ante o pragmatismo. Explico.
Então devo votar “no rouba mas faz?” Não, de jeito nenhum.
Então devo votar naquele que ergue o punho, estala o olho e esbraveja: “Eu vou acabar com a corrupção neste país. Porque no meu governo não vai ter corrupção!” Não, de jeito nenhum.
Esse é o pior dos lacaios.
Uma boa maneira para escolher o próximo governante é saber quais medidas que ele defende para evitar roubalheira. Transparência administrativa, fortalecimento das instituições, mecanismos facilitadores de investigação pode ser o caminho.
Fazer de conta que a corrupção não existe, escondê-la, se fazer de santo e atirar pedra no adversário é, no mínimo, fazer o eleitor de otário. O eleitor não é otário.
O PT comete erros. O PSDB também.
Uma diferença clara porém existe entre ambos. O PT assume os erros cometidos. Quem erra, paga. Está sujeito aos rigores da lei.
Desnecessário dizer em quem voto no próximo domingo.
Enfim, eleição, por mais importante que seja, é apenas uma eleição. Como já dizia o grande Oscar Niemeyer, importante é a vida.
Vida que segue.
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sexta-feira, outubro 24, 2014
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Causos do Banestado Quem conheceu Darwin Broska?
Final do mês, dia de entrega dos contra-cheques. A
curiosidade natural de conferir o salário do mês agitava os corredores do Bloco
2 de Santa Cândida nesse dia. Os departamentos não raro nomeavam um funcionário,
normalmente o office-boy, para ficar na fila de espera no Departamento de
Pessoal (Derhu, Demor, Funci...)
No caso do Defme era diferente. Quem se escalava para pegar
o cobiçado documento era o Chefe de Seção Darwin Broska.
Aí ele aprontava.
Antes do horário previsto para a entrega do documento,
via-se Darwin a andar pelos corredores com um contra-cheque na mão com cara de
insatisfeito. Balançava a cabeça de um lado para o outro, parava por uns segundos
na entrada de um movimentado departamento, tirava os óculos, recolocava-o,
olhava fixo para o papel bem próximo aos olhos, falava uns palavrões e seguia
em frente.
Tal comportamento provocava altas curiosidades. Como Darwin
conseguiu o contra-cheque antes dos
outros? O que de tão estranho constava naquele pequeno papel para gerar tanto
descontentamento? Será que o salário diminuiu?
Poucos sabiam que aquele contra-cheque nas mãos do Darwin
era do mês anterior.
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Privataria Tucana: mais de 200 pessoas no lançamento do livro
No lançamento do livro do jornalista Amaury Junior "Privataria Tucana", o nome do falecido Banestado foi bastante citado. O banco foi vendido para o Itaú há quase doze anos. Na memória dos bancários continua viva a lembrança do desfalque, das falcatruas e da manobra do Governo Lerner para vender o banco a qualquer custo.
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