Com senador Roberto Requião
Com Eduardo Guimarães do Blog da cidadania
segunda-feira, abril 15, 2013
quinta-feira, abril 11, 2013
Reforma política: financiamento público de campanhas
Você sabe por que muitos deputados não querem nem ouvir falar em financiamento público nas campanhas eleitorais? Simplesmente porque os “sem grana” teriam as mesmas condições dos endinheirados para fazer campanha. E os latifundiários, pastores, mega empresários... esses não querem perder o posto.
Outra questão. Esqueça essa balela de que quem paga campanha com financiamento público é o povo e no modelo como está hoje não.
É ingenuidade imaginar que o dinheiro gasto em campanhas, por meio de doações e recursos próprios, não voltaria para o bolso deles centavo por centavo depois das eleições. E quem paga? Você.
Eis a diferença:
Campanha com financiamento público: mais econômica e justa, uma vez que favorece a todos por igual.
Campanha com financiamento privado: Mais desperdício (campanhas milionárias) e discriminatória.
Outra questão. Esqueça essa balela de que quem paga campanha com financiamento público é o povo e no modelo como está hoje não.
É ingenuidade imaginar que o dinheiro gasto em campanhas, por meio de doações e recursos próprios, não voltaria para o bolso deles centavo por centavo depois das eleições. E quem paga? Você.
Eis a diferença:
Campanha com financiamento público: mais econômica e justa, uma vez que favorece a todos por igual.
Campanha com financiamento privado: Mais desperdício (campanhas milionárias) e discriminatória.
domingo, abril 07, 2013
Contradições sociais estão em toda parte
A Gazeta do Povo deste domingo noticia que quatro mil pessoas perambulam pelas ruas de Curitiba, dado preocupante para uma cidade considerada não tão sujeita a esse tipo de vulnerabilidade.
Essa realidade aponta uma tendência, quase que natural, em comparar a cidade, o estado, o mesmo o Brasil com as condições sócio-econômicas de outros países. É senso comum achar que o Brasil é sempre o pior, e que em outros países da Europa – mesmo em crise – ou nos Estados Unidos, não existe população de rua.
Mero engano.
Nova York é divina. Degustar um bom vinho durante um show de jazz no Carlyle Hotel, com nada mais nada menos que umas cinquenta pessoas curtindo Woody Allen e seu sax é the best. Na mesa ao fundo, está Soon Yi, filha adotiva da atriz Mia Farrow, com quem Woody mantem um relacionamento eivado de polêmicas.
Ou então, jantar no Soho vendo gente alternativa, estranhamente linda, em companhia de Gerald Thomas, homem do teatro profundo conhecedor da arte nova-yorkina.
Visitar o Moma, The Cloisters, Guggenheim, museus ricos em cultura e raridades. Como ninguém é de ferro, comprar umas coisinhas na Bloomingdales.
Essa é a cidade dos viajantes curiosos. Mas existe outra Nova York escondida. A NY de gente como a gente.
Andar de metrô em Manhattan é uma maravilha. Estações limpas, espaçosas e arejadas. Mas são poucas. Basta sair um pouco da rota endinheirada e o cenário muda da água para o vinho.
O cheiro de xixi é insuportável. Muita gente sem teto faz das estações sua moradia. São dezenas, centenas de pessoas amontoadas pelos cantos subterrâneos das estações. É dessa forma que eles fogem do frio nos longos períodos de inverno, peculiar naquelas bandas.
Criativos, vão à luta para saciar a fome. Com voz bonita e sorriso nos lábios, cantarolam Yesterday Once More dos Carpenters nos corredores do metrô durante as viagens. Para lá e para cá. Muita gente dá uns trocados, uns até generosos.
No Harlem, bairro de população predominantemente negra, os problemas sociais são acentuados. Mães com filhos no colo, sob uma temperatura abaixo de zero, esmolam enquanto as crianças maiores correm entre os carros num trânsito intenso a pedir dinheiro. Lá tem o Silvia’s, restaurante famoso e tradicional de NY.
Contraste e mais contraste, como aqui no Brasil. Portanto, cuidemos das nossas mazelas, mas sem autodesprezo pátrio.
Essa realidade aponta uma tendência, quase que natural, em comparar a cidade, o estado, o mesmo o Brasil com as condições sócio-econômicas de outros países. É senso comum achar que o Brasil é sempre o pior, e que em outros países da Europa – mesmo em crise – ou nos Estados Unidos, não existe população de rua.
Mero engano.
Nova York é divina. Degustar um bom vinho durante um show de jazz no Carlyle Hotel, com nada mais nada menos que umas cinquenta pessoas curtindo Woody Allen e seu sax é the best. Na mesa ao fundo, está Soon Yi, filha adotiva da atriz Mia Farrow, com quem Woody mantem um relacionamento eivado de polêmicas.
Ou então, jantar no Soho vendo gente alternativa, estranhamente linda, em companhia de Gerald Thomas, homem do teatro profundo conhecedor da arte nova-yorkina.
Visitar o Moma, The Cloisters, Guggenheim, museus ricos em cultura e raridades. Como ninguém é de ferro, comprar umas coisinhas na Bloomingdales.
Essa é a cidade dos viajantes curiosos. Mas existe outra Nova York escondida. A NY de gente como a gente.
Andar de metrô em Manhattan é uma maravilha. Estações limpas, espaçosas e arejadas. Mas são poucas. Basta sair um pouco da rota endinheirada e o cenário muda da água para o vinho.
O cheiro de xixi é insuportável. Muita gente sem teto faz das estações sua moradia. São dezenas, centenas de pessoas amontoadas pelos cantos subterrâneos das estações. É dessa forma que eles fogem do frio nos longos períodos de inverno, peculiar naquelas bandas.
Criativos, vão à luta para saciar a fome. Com voz bonita e sorriso nos lábios, cantarolam Yesterday Once More dos Carpenters nos corredores do metrô durante as viagens. Para lá e para cá. Muita gente dá uns trocados, uns até generosos.
No Harlem, bairro de população predominantemente negra, os problemas sociais são acentuados. Mães com filhos no colo, sob uma temperatura abaixo de zero, esmolam enquanto as crianças maiores correm entre os carros num trânsito intenso a pedir dinheiro. Lá tem o Silvia’s, restaurante famoso e tradicional de NY.
Contraste e mais contraste, como aqui no Brasil. Portanto, cuidemos das nossas mazelas, mas sem autodesprezo pátrio.
Mesmo stand by, Tudo Aqui requer cuidados
Dizem que a memória do povo é curta, mas nem tanto assim. Quem não lembra da péssima gestão do ex prefeito Cassio Taniguchi na prefeitura de Curitiba na virada do século? Ele terminou o mandato com inúmeras ações na justiça e só escapou de punição por crimes de corrupção devido a morosidade da justiça. As ações prescreveram.
Depois disso, Cassio foi prá Brasília e lá se juntou a José Roberto Arruda, o homem dos mil e um escândalos de corrupção no planalto.
E ele voltou para o Paraná. Sem grandes dificuldades para continuar no bem-bom, foi nomeado ao cargo de secretário do planejamento no governo Beto Richa.
Agora Cassio acaba de ensaiar um golpe terrível para o povo paranaense. Sem a mínima transparência ou debate com a sociedade, Cassio quis empurrar goela a abaixo um pacotão chamado Tudo Aqui, que previa a terceirização de serviços de atendimento a um custo de quase R$ 3 bilhões num contrato de 25 anos de vigência.
Esse trauma a população já experimenta com a contratação dos pedágios nas rodovias paranaenses. São contratos longínquos com cláusulas pétreas, firmados a preços abusivos e, claro, com desfalque direto do bolso do cidadão.
Graças a ação firme da oposição na Assembleia Legislativa, liderada pelo deputado Tadeu Veneri(PT), o Tudo Aqui ficou stand by.
Mas o assunto não está encerrado. A qualquer momento eles poderão retomá-lo, de repente com novos argumentos. Se isso ocorrer, a gente conta TUDO AQUI.
Depois disso, Cassio foi prá Brasília e lá se juntou a José Roberto Arruda, o homem dos mil e um escândalos de corrupção no planalto.
E ele voltou para o Paraná. Sem grandes dificuldades para continuar no bem-bom, foi nomeado ao cargo de secretário do planejamento no governo Beto Richa.
Agora Cassio acaba de ensaiar um golpe terrível para o povo paranaense. Sem a mínima transparência ou debate com a sociedade, Cassio quis empurrar goela a abaixo um pacotão chamado Tudo Aqui, que previa a terceirização de serviços de atendimento a um custo de quase R$ 3 bilhões num contrato de 25 anos de vigência.
Esse trauma a população já experimenta com a contratação dos pedágios nas rodovias paranaenses. São contratos longínquos com cláusulas pétreas, firmados a preços abusivos e, claro, com desfalque direto do bolso do cidadão.
Graças a ação firme da oposição na Assembleia Legislativa, liderada pelo deputado Tadeu Veneri(PT), o Tudo Aqui ficou stand by.
Mas o assunto não está encerrado. A qualquer momento eles poderão retomá-lo, de repente com novos argumentos. Se isso ocorrer, a gente conta TUDO AQUI.
segunda-feira, abril 01, 2013
Vavá no The Voice Brasil. Nós queremos!
Vavá Ribeiro é um artista de vanguarda. Músico por vocação. Conheci-o em Teresina em uma noite tropicalesca, cantando MPB numa casa de shows lotadésima. É uma mistura de Djavan, Lenine, Fagner, Chico César que deu certo no talento de Vavá. Além do mais, ele é brother do meu compadre e amigo Abel Ribeiro dos Santos.
terça-feira, março 19, 2013
Homofobia e cesta básica. Coisas do PT
A jornalista Danuza Leão faz crítica feroz ao PT numa matéria intitulada “Os preconceitos” em sua coluna on line do Estadão.
Em seus argumentos, Danuza questiona o fato de o PT defender os homossexuais, mas não acolher gays ou lésbicas assumidos no governo, nem tampouco na estrutura do partido. Segundo a jornalista, a questão se torna mais intrigante com o discurso da ministra da cultura Marta Suplicy, conhecida pela defesa do público arco-iris e frequentadora assídua das paradas da diversidade.
É elogiável a preocupação da colunista a respeito da inclusão das chamadas minorias na política (nem tão minoria assim), mas quem conhece o PT, sabe que a questão não é bem assim como ela descreve.
Vale lembrar que aqui em Curitiba, travestis, lésbicas e gays já foram candidatos. Inclusive em suas plataformas eleitorais, ficou evidente a defesa de políticas inclusivas para esse público. Nada, absolutamente nada a esconder ou dissimular. Transitam livremente nos fóruns internos do partido e são respeitados no direito de voz e voto.
Caráter e inteligência independe de orientação sexual. Nos governos, privilegia-se o mérito.
O texto de Danuza encerra com mais uma provocação. “d. Dilma escolheu para desovar mais uma de suas bondades: a desoneração da cesta básica. Cesta básica é coisa de cozinha, e quem fala em cozinha pensa em mulher; ato mais do que falho da presidente.”
A colunista tem razão. A presidenta Dilma pensa em mulher. Pensa na mulher mãe, mulher arrimo, mulher dona do seu destino, mulher trabalhadora, mulher da batalha.
É na cozinha que ela sacia a fome da filharada. Enquanto mexe as panelas, pensa no amanhã. Vai precisar de mais comida na prateleira. E, se comprar por um preço mais barato, melhor.
Ato mais que bonito da Presidenta.
É elogiável a preocupação da colunista a respeito da inclusão das chamadas minorias na política (nem tão minoria assim), mas quem conhece o PT, sabe que a questão não é bem assim como ela descreve.
Vale lembrar que aqui em Curitiba, travestis, lésbicas e gays já foram candidatos. Inclusive em suas plataformas eleitorais, ficou evidente a defesa de políticas inclusivas para esse público. Nada, absolutamente nada a esconder ou dissimular. Transitam livremente nos fóruns internos do partido e são respeitados no direito de voz e voto.
Caráter e inteligência independe de orientação sexual. Nos governos, privilegia-se o mérito.
O texto de Danuza encerra com mais uma provocação. “d. Dilma escolheu para desovar mais uma de suas bondades: a desoneração da cesta básica. Cesta básica é coisa de cozinha, e quem fala em cozinha pensa em mulher; ato mais do que falho da presidente.”
A colunista tem razão. A presidenta Dilma pensa em mulher. Pensa na mulher mãe, mulher arrimo, mulher dona do seu destino, mulher trabalhadora, mulher da batalha.
É na cozinha que ela sacia a fome da filharada. Enquanto mexe as panelas, pensa no amanhã. Vai precisar de mais comida na prateleira. E, se comprar por um preço mais barato, melhor.
Ato mais que bonito da Presidenta.
As três, por elas mesmas
Marilda Ribeiro, Rose Gomes e Antônia Passos de Araujo, a
Toninha.
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Então? Pelo semblante delas rolava um papo mais ou menos assim:
A Marilda, a mais jovem das três, comentava que se tivesse uma filha hoje, ela iria se chamar Rosa Luxemburgo. A menina seria uma revolucionária de esquerda. Uma crítica apaixonada e convincente de sistemas opressores e do capitalismo. Sem fazer concessões e com voz poderosa ela defenderia suas convicções e agiria sobre as pessoas como um trovão, sem, entretanto, recorrer a outros meios que não fosse seu talento. Ela seria capaz de conquistar todos que se aproximassem dela sem preconceitos de raça, cor e classe social.
Animada com a ideia de também poder parir, Rose disse que sua filha se chamaria Clara Zetkin. A menina seria jornalista e nos seus escritos diria que não se concebe um movimento de massas pela paz sem a participação das mulheres e que a paz estará assegurada somente quando uma esmagadora maioria das mulheres de todo o mundo aderirem à luta pela causa da paz, pela causa da liberdade e da felicidade da humanidade.
Clara trataria a questão da igualdade de direitos das mulheres, certa de que a mulher seria escrava do homem e ficaria nessa condição até que alcançasse sua independência econômica.
Toninha pensou duas vezes, coçou a cabeça, mordeu os lábios e ensaiou levantar-se. Mas as duas a colocaram contra a parede. “E você não vai dizer nada?” Perguntou Marilda. “Fugindo da raia Toninha? ” Cutucou Rose. “Se pudesse, você também não gostaria de ter uma filha hoje?”, complementou.
“Minha filha se chamaria Dilma, Dilma Rousseff. Ela teria as características das filhas de vocês, com o agravante de que seria ainda a primeira mulher e a melhor presidenta do Brasil.” Toninha matou a pau.
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