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domingo, agosto 25, 2013

Estatuto do Nascituro em Fazenda Rio Grande? De jeito nenhum.

Antonia Passos de Araújo - Toninha, Secretaria Estadual de
 Mulheres do PT/PR pede a retirada imediata do Projeto do
Nascituro e a expulsão do vereador Leslie dos quadros do PT

Embora paradoxal, a participação do Coletivo Estadual de Mulheres na reunião dos dirigentes do PT de Fazenda Rio Grande, município da região metropolitana de Curitiba, foi muito proveitosa e rica no conteúdo dos debates.
Uma oportunidade rara, de união entre homens e mulheres, para dialogar sobre os direitos e saúde das mulheres já conquistados, avançar nas lutas e evitar qualquer forma de retrocesso.
O paradoxo reside no motivo da participação do coletivo na reunião: lutar contra idéias conservadoras e fundamentalistas contrárias às normas, resoluções e estatuto do partido. 

Fazenda Rio Grande aparece em terceiro lugar no mapa de violência no país. Neste ambiente de descaso com a mulher e de ignorância completa aos debates acumulados pelos movimentos organizados legitimados pelas instâncias partidárias, o professor-vereador Leslie colocou em tramitação um projeto arremedo do Estatuto do Nascituro.   
Presidente do PT de Fazenda Rio Grande,Marcos Padilha é solidário à luta das mulheres 


terça-feira, março 19, 2013

As três, por elas mesmas

Marilda Ribeiro, Rose Gomes e Antônia Passos de Araujo, a Toninha.
Adivinhar o que estas mulheres tanto conversam é tarefa complicada, mas dá para arriscar um palpite. Piada não é, senão estariam rindo. Conversa longa e complicada também não, caso contrário não aguentariam muito tempo sentadas numa escada dura e fria.

Então? Pelo semblante delas rolava um papo mais ou menos assim:

A Marilda, a mais jovem das três, comentava que se tivesse uma filha hoje, ela iria se chamar Rosa Luxemburgo. A menina seria uma revolucionária de esquerda. Uma crítica apaixonada e convincente de sistemas opressores e do capitalismo. Sem fazer concessões e com voz poderosa ela defenderia suas convicções e agiria sobre as pessoas como um trovão, sem, entretanto, recorrer a outros meios que não fosse seu talento. Ela seria capaz de conquistar todos que se aproximassem dela sem preconceitos de raça, cor e classe social.

Animada com a ideia de também poder parir, Rose disse que sua filha se chamaria Clara Zetkin. A menina seria jornalista e nos seus escritos diria que não se concebe um movimento de massas pela paz sem a participação das mulheres e que a paz estará assegurada somente quando uma esmagadora maioria das mulheres de todo o mundo aderirem à luta pela causa da paz, pela causa da liberdade e da felicidade da humanidade.

Clara trataria a questão da igualdade de direitos das mulheres, certa de que a mulher seria escrava do homem e ficaria nessa condição até que alcançasse sua independência econômica.

Toninha pensou duas vezes, coçou a cabeça, mordeu os lábios e ensaiou levantar-se. Mas as duas a colocaram contra a parede. “E você não vai dizer nada?” Perguntou Marilda. “Fugindo da raia Toninha? ” Cutucou Rose. “Se pudesse, você também não gostaria de ter uma filha hoje?”, complementou.

“Minha filha se chamaria Dilma, Dilma Rousseff. Ela teria as características das filhas de vocês, com o agravante de que seria ainda a primeira mulher e a melhor presidenta do Brasil.” Toninha matou a pau.