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sexta-feira, março 06, 2015

O Brasil tem jeito. É só querer

Vivemos um momento impar na história. Pela primeira vez um governo teve a coragem de investigar a roubalheira da Petrobrás. Chantagens, mordomias, caixa-dois, faturamento exagerado, fizeram rotina na estatal desde sua criação. No entanto, só agora a sujeirada veio à tona.

Corrupção não se faz sozinha nem tampouco por animais. É a cabeça humana a grande responsável dos atos mal feitos.

Só que esse humano prejudicado com o andamento do processo se revoltou. Decidiu guilhotinar a presidenta da República.

O Congresso Nacional do Eduardo Cunha (PMDB)l atolado nas próprias mazelas, não se dá conta da real situação política e econômica do País. Ao invés do bom debate e busca de consenso, age na prepotência ; se apoia na bancada BBB (bíblia-boi-bala)* para difundir bravatas; inverte prioridades; boicota o sonho de milhões de brasileiros ávidos de equilíbrio e paz no País.

A câmara alta na batuta de Renan Calheiros (PMDB) tenta sem êxito se equilibrar no bom senso exigido dos pares. Esbravejam, patinam; não evoluem em medidas para tirar o Brasil da insegurança política e econômica que se avizinha.

Inúmeras reuniões temáticas já foram feitas para discutir a Reforma Política. Nas contribuições, cada senador impondo sua própria maneira de ver e pensar o mundo político. É difícil, muito difícil prosperar mudanças numa casa de tantos egos inflados e interesses pessoais sobrepostos.

Mas o Brasil tem jeito.

Dilma ganhou as eleições e ponto final. Democracia não se discute.

Mesmo contrariando interesses de gente da pesada, o governo federal desnudou a Petrobrás e hoje os brasileiros podem cobrar transparência e eficiência na gestão da empresa. Se antes assim não procediam, era porque não sabiam da existência de corrupção na estatal.

Os brasileiros podem e devem cobrar mudanças na política.

Exige-se uma reforma decente que democratize o acesso do pobre, da mulher ao poder; uma reforma que priorize ideias ao invés da maquiagem da TV e dos altos custos das campanhas; uma reforma que limpe o Brasil da vergonha de ver engravatado passando a mão no jarro.

O povo na rua dia 13 de março saberá dar o recado. Com certeza.

*Não lembro quem criou a sigla.

sábado, dezembro 20, 2014

Como um partido execrado, uma presidenta valente e um povo esperançoso saem dessa prá melhor


A expectativa da revelação dos nomes de políticos envolvidos na Operação Lava Jato pautou a curiosidade de mídia esta semana.

De uma hora para outra, o político e partido citados nas investigações são vistos como personas non gratas ao sacro santo mundo da política.

Engana-se quem pensa que vai tirar proveito da situação.

Essa é uma guerra sem vencidos nem vencedores.

Em cada nome de político citado, um enfoque maior aos do PT.

O partido carrega o ônus de ser governo há 12 anos. É óbvio – não natural – que em meio a avalanche de denúncias apareçam nomes de petistas.

Afinal, se elegeram ou ocuparam cargos sob a égide de um sistema vulnerável a desvios de toda ordem.

É o sistema da morosidade da justiça, das campanhas eleitorais caras e da indiferença histórica dos órgãos de fiscalização à falta de lisura na administração pública.

No ideário, o PT viria para romper com esse sistema. Na prática, teve que se adaptar a ele sob o argumento do poder e governabilidade.

As revelações servem para encolher o PT, partido que corre o risco de passar para a história com o epíteto de corrupto.

As pessoas passam, o partido fica. Assim, cabe aos militantes proteger a sigla.

Se petista, hoje Sheakspeare mudaria o “ser ou não ser, eis a questão” para “poder ou não poder, eis a questão”. Prevaleceu a primeira hipótese.

Lula 8, Dilma 4 e mais 4 anos de mandato de pura adrenalina.

O tempo judia, mas também ensina a ver o lado bom da política.

O mesmo sistema que elegeu os dois presidentes vermelhos e mais senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores da mesma cor espalhados pelo Brasil afora recuperou a autoestima de milhões de brasileiros historicamente colocados à deriva da cidadania.

A pobreza caiu, o poder de compra aumentou. Mais crianças na escola, mais jovens com dedicação à pesquisa, mais vagas nas universidades e mais investimentos em programas de inclusão social. Mais profissionais para cuidar da saúde, principalmente nos rincões.

Esse é o Brasil de hoje. Os bons resultados das políticas sociais e a seriedade na condução dos rumos da economia ajudaram a imprimir um novo olhar sobre a nação. O Brasil é respeitado lá fora.

Há quem diga que o otimismo é mania de petista ufano. Mas não é. O reconhecimento das melhorias do país nos últimos anos é fundamentada em bases sólidas. Os números atestam as mudanças positivas. Sem contar os prêmios recebidos e a inspiração a outros países para que também cuidem do seu povo tal como fez o governo brasileiro.

Pena que o ônus insista em ofuscar o bônus.

Em 2015

O PT vai se recompor. Vai para a história como o partido que chegou ao poder para passar o Brasil a limpo.

Levantamento recente dá conta da recuperação, mesmo que a conta gotas, da popularidade da presidenta Dilma e aprovação da sua gestão.

Sábio, o povo também revelou em pesquisa que o PSDB é o partido que menos se importa com a corrupção.

O governo Dilma terá que estar em constante vigilância ao que acontece no mundo e zelar a cada segundo pela soberania do país. A Petrobrás está na mira.

Outra questão com pauta obrigatória, é a retomada dos debates da reforma política e democratização da mídia.

Urge uma reforma para por fim às montanhas de dinheiro gasto nas campanhas eleitorais. Urge mudar as regras do troca-troca de partido ao bel-prazer do político sem ideal.

Urge acabar com o monopólio midiático. É nocivo à democracia que meia dúzia de senhorios sejam donos de conteúdos balizadores de costumes, consumo e preferências.

Pois é.

Não basta apenas investigar e punir corruptos para passar o Brasil a limpo.

Sem uma mudança madura nas leis, novas denúncias surgirão, novas investigações terão recomeço e o nome de outros políticos virão a ocupar as manchetes do dia.

terça-feira, novembro 11, 2014

Reunião ampliada do PT-Curitiba

Reunião realizada do Centro Cultural dos Bancários. No microfone, Elias Hennemann, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba.  

Verificar acertos e erros da caminhada. O que está certo, orientação aos passos futuros. O que está errado, correção do percurso.

Assim é a militância petista: sempre disposta ao diálogo e unida quando a causa convence.

Num futuro bem próximo, duas bandeiras prioritárias: Reforma Política e democratização da mídia.

Orgulho da estrela no peito, sem medo ou pudor.

Deputados  Estaduais Professor Lemos e Tadeu Veneri; Deputado Federal e presidente do PT Estadual Enio Verri

domingo, novembro 02, 2014

Mídia golpista a serviço da despolitização

A revista Época estampa na capa uma série de aspirações do povo  pós eleições: escola para o filho, vaga na creche, colocação no mercado de trabalho... complementa  afirmando que o que o povo quer nada tem a ver com reforma política.
A revista está correta.
A reforma política deles  se resume em acabar com a reeleição e implantar o voto distrital misto. Realmente, é complicado ao povo entender estas propostas como benefício social.
Mas isso não é reforma. É remendo oportunista das normas em vigor.  
A direita se propõe mexer nas leis da política apenas para atender interesses circunstanciais.
Prova disso, eles próprios aprovaram o instituto da reeleição para propiciar mais um mandato ao FHC. Expectativa de eternização no poder.  O plano besta  saiu pela culatra e agora na maior desfaçatez querem voltar ao sistema anterior.  
Voto distrital, distrital misto ou do jeito que está é importante debater, mas não é o cerne da questão.
Para dar conta do que o povo espera da Dilma e dos próximos governos, é preciso uma reforma política e eleitoral decente, completa e atemporal.
Para sobrar mais recursos  às políticas públicas é preciso acabar com a farra de dinheiro gasto em campanhas eleitorais.   É necessário dar fim ao troca-troca de partidos levado por interesses escusos. É preciso romper com a  cultura do  “quanto mais rica a campanha mais forte é o candidato”.  

Aos bravos escrevedores da Época, um brinde  ao golpismo midiático mais uma vez manifestado nas capas de revista.  

quinta-feira, agosto 22, 2013

Reforma política fora da agenda do PMDB

Sob o ponto de vista do marketing, a propaganda política do PMDB exibido na TV foi impecável. Coadjuvantes convincentes, iluminação combinada aos movimentos e um tributo verdadeiro à democracia. Bons elementos para agradar qualquer telespectador.

Mas, propositalmente talvez, os peemedebistas esqueceram de pisar na real. Reportaram-se às recentes manifestações, como se a multidão que saiu às ruas bradasse pelo fim da ditadura. E todos sabem - pelo pouco que se sabe - que os motivos eram outros.
O PMDB, maior partido do país, bem que poderia atender a voz das ruas e envidar esforços no sentido de levar em frente a reforma política e eleitoral.
Enquanto o Supremo conclui o julgamento do mensalão, em concomitância, muitos mensalões continuam sendo negociados na calada da noite.
E o povo? Este promete um ruidoso protesto no dia 7 de setembro. Para que e para quem? Só Deus sabe.

domingo, junho 02, 2013

Um cínico à sombra de uma lei capenga

O monólogo das inserções da propaganda política do PSDB na TV protagonizado pelo ator Aécio Neves, presidente do partido e pretenso ocupante ao cargo da Dilma em 2014, é campanha eleitoral descarada.

De acordo com a lei, fazer campanha antecipada é ilegal, mas os tucanos a desrespeitam.

A situação é ridícula. Mediante reclamação - geralmente feita pelos partidos opositores – a justiça se manifesta e aplica multa.

Num próximo programa supostamente destinado à propaganda da oposição, também haverá pedido de multa por prática de campanha antecipada. Ou seja, um partido usa a multa do outro para pagar sua própria multa.

Um verdadeiro samba de crioulo doido, onde os juízes – que tem a aura de lidar com questões sérias – deveriam ser os primeiros a bater o martelo contra essa palhaçada.

As aparições dos políticos na mídia e disposição ao enfrentamento seriam perfeitamente normais se na Reforma Política eleitoral fossem revistos esses prazos que ninguém cumpre. Então porque mantê-los?

O trio de vestais, os senadores do PSDB Aloysio Nunes Ferreira e Alvaro Dias e Agripino Maia do DEM, já estão de tocaia, prontos para pedir a aplicação de multa ao PT. É só a Dilma ou o Lula aparecerem na TV.

quinta-feira, abril 11, 2013

Reforma política: financiamento público de campanhas

Você sabe por que muitos deputados não querem nem ouvir falar em financiamento público nas campanhas eleitorais? Simplesmente porque os “sem grana” teriam as mesmas condições dos endinheirados para fazer campanha. E os latifundiários, pastores, mega empresários... esses não querem perder o posto.

Outra questão. Esqueça essa balela de que quem paga campanha com financiamento público é o povo e no modelo como está hoje não.

É ingenuidade imaginar que o dinheiro gasto em campanhas, por meio de doações e recursos próprios, não voltaria para o bolso deles centavo por centavo depois das eleições. E quem paga? Você.

Eis a diferença:

Campanha com financiamento público: mais econômica e justa, uma vez que favorece a todos por igual.

Campanha com financiamento privado: Mais desperdício (campanhas milionárias) e discriminatória.

domingo, março 11, 2012

Jornada de formação: Feminismo e Organização das Mulheres Petistas



Neste sábado-10, mulheres filiadas de Curitiba e de diversas cidades do Estado se reuniram na Sede Estadual do PT/PR para trocar informações sobre participação política e aspectos de organização partidária, de forma a ampliar a presença das mulheres nos espaços de poder e decisão.
Nos debates da reforma política, atenção especial ao financiamento público de campanha e lista fechada com alternância de gênero. "Precisamos nos unir para garantir justiça, representação e paridade. Não há possibilidade de fazer transformações sem que a mulher seja representada,” enfatizou Layse Morière, Secretária Nacional de Mulheres do PT.
Às participantes do encontro, houve a recomendação de levar a outras mulheres mensagem de coragem e otimismo no enfrentamento das dificuldades.
“Nem todas as mulheres puderam estar aqui conosco. Por isso, é importante que cada uma de nós se responsabilize em multiplicar idéias que nos fortaleçam, com conhecimento e firmeza do que é a política, do que é o PT e, principalmente, do significado da mulher na militância política.” Este recado foi dado pela Toninha, do Coletivo de Mulheres do PT/PR, defensora número da presença de mais mulheres nos parlamentos.
O encontro foi organizado pela Escola Nacional de Formação, Secretaria Nacional de Mulheres do PT e Secretaria Estadual de Mulheres do PT do Paraná.