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domingo, janeiro 12, 2014

Curitiba revive ato pró-redemocratização na Boca Maldita


Curitiba foi a primeira cidade a ser palco do comício da campanha Diretas Já há exatos 30 anos - 12 de janeiro de 1984. Naquele dia, mais de 40 mil pessoas reunidas na Boca Maldita clamavam pela volta da democracia depois de 20 anos de Ditadura Militar.

No mesmo local onde aconteceu o comício, nesta manhã de domingo foi realizado um ato para marcar a data. Estavam presentes o prefeito Gustavo Fruet e esposa Márcia Fruet, o presidente da CMC Paulo Salamuni, o líder do prefeito na câmara vereador Pedro Paulo (PT) e outras autoridades políticas. Mesmo em período de férias, dezenas de pessoas foram até a Boca e se emocionaram com as lembranças daquele dia que seria o início das manifestações gigantescas ocorridas em todo o país pelo fim da ditadura.

Um ônibus biarticulado está estacionado no local e dentro dele, tem imagens, textos e arquivos que contam a história dos anos de chumbo e a luta pela redemocratização no país.

A exposição fica aberta ao público até o dia 23.

sábado, junho 22, 2013

Porque não fui às ruas

Eu estava na rua nos anos setenta com estudantes da federal - solitários e solidários – à situação de centenas de estudantes do Rio e São Paulo presos e torturados pelo regime militar. Vi estudantes escondidas na CEUC – Casa da Estudante Universitária, dentro de guarda-roupas para se esconder da repressão policial. Vi estudantes levados para o DOPS – Delegacia de Ordem Política e Social prestar contas dos panfletos distribuídos nos prédios do centro da Capital. Uns voltavam, outros não.
Eu estava na rua nos anos oitenta - na Boca Maldita - somada às 50 mil pessoas clamando por liberdade democrática. Milhares e milhares de punhos levantados e em coro uníssono bradavam bem alto palavras de ordem pelo fim da ditadura. Curitiba foi pioneira no movimento “Diretas já” tendo como um dos principais articuladores o prefeito Maurício Fruet, pai do Gustavo.
Eu estava na rua nos anos oitenta numa tarde chuvosa – na Boca Maldita – diante de um enorme palco ouvindo Taiguara cantarolar “É Lula lá... é Lula lá.. É Lula lá ao ritmo da música “Que as Crianças Cantem Livres. Milhares e milhares de pessoas acotoveladas para ver “O Cara”. Nenhum comerciante precisou fechar as portas.
Eu estava na rua no final dos anos oitenta no enfrentamento contra a subserviência dos sindicatos ao regime militar. Os trabalhadores queriam a retomada dos sindicatos para fazê-los expressar a voz do trabalhador. Testemunhei prisões e espancamentos de companheiros. Neste embate, a companheira e amiga Mirian Gonçalves, vice prefeita de Curitiba, exerceu papel fundamental na defesa do movimento. Cenas difíceis de esquecer.
Eu estava na rua nos anos noventa em luta ferrenha contra as sucessivas gestões fraudulentas do Banestado que culminaram com a entrega do patrimônio público à iniciativa privada a preço irrisório. Amigos bancários sofrem até hoje o trauma da perda do emprego, da insegurança e da violência moral imposta pelos banqueiros. A onda neoliberal foi imperativo máximo no governo FHC.
Eu estava na rua nos anos noventa com centenas de trabalhadores abraçando o prédio da Copel na Coronel Dulcídio, num gesto simbólico de defesa da empresa em mira da privatização. Por pouco a Copel não foi vendida.
Eu estava na rua e estarei sempre, para lutar pela liberdade, pela paz, pelo amor e respeito entre homens e mulheres.
Taiguara disse e eu assino embaixo:
“E que as crianças cantem livres sobre os muros
E ensinem sonho ao que não pode amar sem dor
E que o passado abra os presentes pro futuro
Que não dormiu e preparou o amanhecer...”

sábado, maio 07, 2011

CPI dos Radares: Prof.Galdino quis enrolar e levou vaia na Boca Maldita

Vestido a caráter com o indefectível guarda pó branco, o vereador prof Galdino (PSDB) ousou desafiar os manifestantes que participavam de um Ato Político em apoio à CPI dos Radares, neste sábado no centro de Curitiba.
A promessa de aderir à CPI no momento em que faltar apenas uma assinatura foi extremamente inoportuna. Tamanho cinismo provocou uma bem merecida vaia.
Cabe lembrar que o vereador já havia feito a adesão e voltou atrás no apagar das luzes.
Conforme placar na Boca Maldita, até hoje foram conseguidas oito das treze assinaturas necessárias para a instalação da CPI.
Durante a manifestação circulou um abaixo assinado pedindo apoio da população às investigações.