Desde 21 de fevereiro, acompanho com muita expectativa o desfecho da história do sumiço dos três cachorrinhos durante um assalto no bairro Boa Vista. Desejo de coração que os bichinhos voltem para casa o quanto antes, tão bonitos e bem tratados quando foram.
As circunstâncias de violência e o afastamento traumático dos cachorrinhos levou a dona a procurar ajuda da vizinhança, a fazer apelo constante nas redes sociais e também junto ao poder público.
Este último com uma certa frustração. Diga-se, injusta.
Ao se exigir da prefeitura exceções e medidas específicas para o caso, contraria-se uma das máximas da política que é o de agir em prol do bem coletivo e não do individual. Isto se chama clientelismo, palavrão nocivo na prática do bom governante.
Tem gente que em casos de perda, canaliza a energia para ajudar outras pessoas. Em situação análoga, criam associações de apoio e proteção, sugerem propostas e procuram o legislativo para realização de Audiência Pública.
Conheço inclusive pessoas que decidiram cuidar dos animais de rua após sofrer com a morte dos seus bichinhos de estimação. Cuidam, dão amor e depois colocam para adoção.
Isso é amor. Isso é altruísmo.
quinta-feira, março 06, 2014
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
Mais Médicos e a Revolução Cubana
A operação organizada pela oligarquia do DEM corrompendo a doutora cubana Ramona Rodriguez, que desertou do Mais Médicos para servir a corporação médica empresarial e a direita brasileira, é um fato completamente previsível dentro da luta de classes. Apenas comprova o acerto do governo Dilma em promover o “Mais Médicos”. Também permite que as forças populares difundam junto à sociedade brasileira uma maior informação sobre o significado da Revolução Cubana e de sua imensa solidariedade internacionalista.
As primeiras brigadas médicas cubanas foram enviadas à África e lá estiveram sob comando de Che Guevara. Lutavam contra o colonialismo europeu. Há episódios em que africanos eram operados numa maca de bambu, ao ar livre, com o Che segurando uma lanterna para que cirurgiões cubanos pudessem salvar vidas. Muitos ficavam meses, anos, sem uma notícia de casa. A comida era escassa, chupavam ossos de animais, compartilhando-os com os africanos. O Apartheid e o colonialismo sofreram grande derrota onde estiveram os médicos e as tropas cubanas. Aqui, os defensores do estado mínimo estão sofrendo importante derrota com a parceria Brasil e Cuba. É urgente que esta cooperação bilateral se estenda aos campos da educação.
É indispensável divulgar o heroísmo destes médicos. Recentemente, estiveram junto aos afetados pelas enchentes no Espírito Santo e Minas, ombro a ombro. É essencial, politicamente, que as forças populares divulguem as conquistas da Revolução Cubana e também defendam as parcerias entre Brasil e Cuba, como na construção do Porto de Mariel. Esse porto dinamiza as forças produtivas da Revolução Cubana, e, junto com o Mais Médicos, injeta recursos na agredida economia ilhéu, permitindo que as ações de cooperação de Cuba com outros povos, nas áreas de saúde, educação ou esportes, sejam ampliadas, consolidando uma integração que está em construção. Esse é o desespero do DEM, que defende a bandeira de Menos Médicos para o povo!
E vê que o Che já não mais precisa segurar uma lanterna para iluminar uma cirurgia.
*Beto Almeida
Membro do Diretório da Telesur
As primeiras brigadas médicas cubanas foram enviadas à África e lá estiveram sob comando de Che Guevara. Lutavam contra o colonialismo europeu. Há episódios em que africanos eram operados numa maca de bambu, ao ar livre, com o Che segurando uma lanterna para que cirurgiões cubanos pudessem salvar vidas. Muitos ficavam meses, anos, sem uma notícia de casa. A comida era escassa, chupavam ossos de animais, compartilhando-os com os africanos. O Apartheid e o colonialismo sofreram grande derrota onde estiveram os médicos e as tropas cubanas. Aqui, os defensores do estado mínimo estão sofrendo importante derrota com a parceria Brasil e Cuba. É urgente que esta cooperação bilateral se estenda aos campos da educação.
É indispensável divulgar o heroísmo destes médicos. Recentemente, estiveram junto aos afetados pelas enchentes no Espírito Santo e Minas, ombro a ombro. É essencial, politicamente, que as forças populares divulguem as conquistas da Revolução Cubana e também defendam as parcerias entre Brasil e Cuba, como na construção do Porto de Mariel. Esse porto dinamiza as forças produtivas da Revolução Cubana, e, junto com o Mais Médicos, injeta recursos na agredida economia ilhéu, permitindo que as ações de cooperação de Cuba com outros povos, nas áreas de saúde, educação ou esportes, sejam ampliadas, consolidando uma integração que está em construção. Esse é o desespero do DEM, que defende a bandeira de Menos Médicos para o povo!
E vê que o Che já não mais precisa segurar uma lanterna para iluminar uma cirurgia.
*Beto Almeida
Membro do Diretório da Telesur
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
Relações perigosas: Sindimoc, empresários do transporte coletivo e prefeitura
O Sindimoc – como a própria sigla indica - é o sindicato dos motoristas e cobradores do transporte público, criado para defender os trabalhadores. Como capital e trabalho nem sempre andam juntos, pressupõe-se a independência do patrão nas reivindicações e negociações coletivas.
Simples. Mas não é bem assim que acontece no Sindimoc.
É difícil entender a relação existente entre o sindicato, empresários do transporte coletivo e a prefeitura de Curitiba.
Os trabalhadores do setor tem plano de saúde. Frise-se, nada contra ao benefício. Mas porque é a prefeitura a responsável pelas despesas do plano? A lógica diz que quem paga plano de saúde para os seus funcionários é o empregador e, na ausência, o próprio trabalhador. Ou ambos em rateio.
As greves deflagradas pela categoria passam pelo aval do patrão.
O Sindimoc pressiona a prefeitura por melhores salários ao invés de pressionar o patrão.
Se a prefeitura aumentar o preço da passagem o empregador aplaude.
Para os donos da frota é altamente vantajoso botar a peãozada na linha de combate para depois colher os polpudos lucros à custa do suor de quem pega ônibus todos os dias para ir ao trabalho.
Tá tudo errado.
Simples. Mas não é bem assim que acontece no Sindimoc.
É difícil entender a relação existente entre o sindicato, empresários do transporte coletivo e a prefeitura de Curitiba.
Os trabalhadores do setor tem plano de saúde. Frise-se, nada contra ao benefício. Mas porque é a prefeitura a responsável pelas despesas do plano? A lógica diz que quem paga plano de saúde para os seus funcionários é o empregador e, na ausência, o próprio trabalhador. Ou ambos em rateio.
As greves deflagradas pela categoria passam pelo aval do patrão.
O Sindimoc pressiona a prefeitura por melhores salários ao invés de pressionar o patrão.
Se a prefeitura aumentar o preço da passagem o empregador aplaude.
Para os donos da frota é altamente vantajoso botar a peãozada na linha de combate para depois colher os polpudos lucros à custa do suor de quem pega ônibus todos os dias para ir ao trabalho.
Tá tudo errado.
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Uma prévia da campanha eleitoral no Paraná
Se as pesquisas forem desfavoráveis ao Beto Richa, a justiça proibirá a divulgação. Motivo: A metodologia não atende as normas da legislação em vigor. Quais normas? A resposta será esclarecida depois do pleito.
Se o principal adversário do governador falar as palavras - Estado quebrado, má gestão, nepotismo, desfalque – de imediato será enquadrado nos crimes de injúria, calúnia, difamação, sob pena de cassação da candidatura caso insista na mesma prática vocabular.
Caso o principal adversário do governador apresente propostas nas áreas da saúde, educação, cultura, segurança, infra estrutura, será ridicularizado: Motivo: plágio dos excelentes serviços públicos prestados ao Paraná.
O principal adversário do governador que viajar, conversar com o povo paranaense, será processado. Motivo: campanha antecipada.
Em cada cidade, em cada esquina, haverá um cabo eleitoral do governador - comissionado tratado a pão-de- ló desde já - para manter a fidelidade e a boquinha futura .
Em cada sala de ar condicionado, em cada computador, haverá um cabo eleitoral do governador a semear baixarias e contra informação - comissionado tratado a pão-de- ló desde já - para manter a fidelidade e a boquinha futura .
A justiça será ágil. Os processos serão elaborados na calada da noite e na manhã seguinte já terão parecer. Favorável ao Beto Richa, claro!
Se o principal adversário do governador falar as palavras - Estado quebrado, má gestão, nepotismo, desfalque – de imediato será enquadrado nos crimes de injúria, calúnia, difamação, sob pena de cassação da candidatura caso insista na mesma prática vocabular.
Caso o principal adversário do governador apresente propostas nas áreas da saúde, educação, cultura, segurança, infra estrutura, será ridicularizado: Motivo: plágio dos excelentes serviços públicos prestados ao Paraná.
O principal adversário do governador que viajar, conversar com o povo paranaense, será processado. Motivo: campanha antecipada.
Em cada cidade, em cada esquina, haverá um cabo eleitoral do governador - comissionado tratado a pão-de- ló desde já - para manter a fidelidade e a boquinha futura .
Em cada sala de ar condicionado, em cada computador, haverá um cabo eleitoral do governador a semear baixarias e contra informação - comissionado tratado a pão-de- ló desde já - para manter a fidelidade e a boquinha futura .
A justiça será ágil. Os processos serão elaborados na calada da noite e na manhã seguinte já terão parecer. Favorável ao Beto Richa, claro!
terça-feira, janeiro 21, 2014
Jesus Maria José. Acredite quem quiser.
Marcos Feliciano diz que vai processar a galera da Porta dos Fundos, canal satírico do youtube assistido por milhões de pessoas. Curiosidade atiçada, assisti uns vídeos produzidos pela moçada, entre eles o que foi objeto da ira do deputado. O vídeo ironiza a história do nascimento de Jesus, a virgindade da mãe Maria e o papel de José nesse imbróglio.
A igreja doutrinou os fieis a acreditarem no nascimento do Homem de um jeito puro, ingênuo. Como um conto de fadas. Ninguém pára para pensar de onde vem, a quem interessa e se é verdade ou não o tal milagre contado. Uma cegueira sagrada toma conta das pessoas, a ponto de muita gente considerar ofensivo o questionamento de tais dogmas.
Existem fatos históricos inquestionáveis. Estão ali para quem quiser ver. Um exemplo vivo da devassidão humana, pode ser testemunhado num passeio pelas ruínas de Pompeia, na Itália, cidade engolida pelo Vesúvio em 79 d.C . e escavada após 1600 anos. Desenhos do órgão sexual masculino cunhados em pedra no chão indicam o caminho do prostíbulo. Também da Roma Antiga, esculturas preservadas até hoje – verdadeiras obras de arte – expõe o nu sem pudor. Pinturas retratam pessoas nuas misturando-se umas as outras. Há também o registro da ganância, loucuras e orgias dos imperadores romanos, com a cumplicidade inequívoca da Igreja Católica. Um poder não sobrevivia sem o outro.
A questão não está na crença ou negação da história religiosa. Cada um que acredite no que quiser. A questão está na tentativa de cercear a liberdade dos céticos e questionadores.
Feliciano não pode, sob nenhuma hipótese, se achar no direito de impor sua crença, nem tampouco amordaçar os que acham essas lavagens cerebrais uma grande palhaçada.
A igreja doutrinou os fieis a acreditarem no nascimento do Homem de um jeito puro, ingênuo. Como um conto de fadas. Ninguém pára para pensar de onde vem, a quem interessa e se é verdade ou não o tal milagre contado. Uma cegueira sagrada toma conta das pessoas, a ponto de muita gente considerar ofensivo o questionamento de tais dogmas.
Existem fatos históricos inquestionáveis. Estão ali para quem quiser ver. Um exemplo vivo da devassidão humana, pode ser testemunhado num passeio pelas ruínas de Pompeia, na Itália, cidade engolida pelo Vesúvio em 79 d.C . e escavada após 1600 anos. Desenhos do órgão sexual masculino cunhados em pedra no chão indicam o caminho do prostíbulo. Também da Roma Antiga, esculturas preservadas até hoje – verdadeiras obras de arte – expõe o nu sem pudor. Pinturas retratam pessoas nuas misturando-se umas as outras. Há também o registro da ganância, loucuras e orgias dos imperadores romanos, com a cumplicidade inequívoca da Igreja Católica. Um poder não sobrevivia sem o outro.
A questão não está na crença ou negação da história religiosa. Cada um que acredite no que quiser. A questão está na tentativa de cercear a liberdade dos céticos e questionadores.
Feliciano não pode, sob nenhuma hipótese, se achar no direito de impor sua crença, nem tampouco amordaçar os que acham essas lavagens cerebrais uma grande palhaçada.
domingo, janeiro 12, 2014
Curitiba revive ato pró-redemocratização na Boca Maldita
Curitiba foi a primeira cidade a ser palco do comício da campanha Diretas Já há exatos 30 anos - 12 de janeiro de 1984. Naquele dia, mais de 40 mil pessoas reunidas na Boca Maldita clamavam pela volta da democracia depois de 20 anos de Ditadura Militar.
No mesmo local onde aconteceu o comício, nesta manhã de domingo foi realizado um ato para marcar a data. Estavam presentes o prefeito Gustavo Fruet e esposa Márcia Fruet, o presidente da CMC Paulo Salamuni, o líder do prefeito na câmara vereador Pedro Paulo (PT) e outras autoridades políticas. Mesmo em período de férias, dezenas de pessoas foram até a Boca e se emocionaram com as lembranças daquele dia que seria o início das manifestações gigantescas ocorridas em todo o país pelo fim da ditadura.
Um ônibus biarticulado está estacionado no local e dentro dele, tem imagens, textos e arquivos que contam a história dos anos de chumbo e a luta pela redemocratização no país.
A exposição fica aberta ao público até o dia 23.
quinta-feira, janeiro 02, 2014
Vai que a bola é tua Fruet!
- Nossa! A rodoviária está virada de ponta cabeça. Será que eles vão terminar a reforma até a copa? - Pergunta Guiomar, minha irmã, durante um papo de família.
- Isso não é nada. Duro mesmo são essas estações-tubo desativadas há mais de um ano. A gente tem que andar um montão prá pegar o ônibus. – Diz Elza, a outra irmã, meio desanimada.
- Além de ter que andar um montão, a gente ainda sai agoniada de preocupação. É tanto roubo, tanta malvadeza que dá até medo de deixar a casa sozinha. – Complementa Guiomar.
A conversa muda de rumo. Ou melhor, dá umas dicas interessantes para o prefeito Gustavo Fruet. Novo ano, novos ares e novos desafios.
A gestão anterior deixou Curitiba a beira do caos. Uma cidade feia, esburacada, obras inacabadas e caixa minguado.
Um ano se passou. E muita coisa ainda falta prá arrumar para Curitiba. A conversa descompromissada das irmãs aponta para problemas de mobilidade e segurança, questões fundamentais para a harmonia da urbe. E se Curitiba quer facilitar a vida de quem viaja e quer fazer bonito na copa, tem que terminar logo a mexida na rodoviária.
Que tal dar uma acelerada nas obras, prefeito?
- Isso não é nada. Duro mesmo são essas estações-tubo desativadas há mais de um ano. A gente tem que andar um montão prá pegar o ônibus. – Diz Elza, a outra irmã, meio desanimada.
- Além de ter que andar um montão, a gente ainda sai agoniada de preocupação. É tanto roubo, tanta malvadeza que dá até medo de deixar a casa sozinha. – Complementa Guiomar.
A conversa muda de rumo. Ou melhor, dá umas dicas interessantes para o prefeito Gustavo Fruet. Novo ano, novos ares e novos desafios.
A gestão anterior deixou Curitiba a beira do caos. Uma cidade feia, esburacada, obras inacabadas e caixa minguado.
Um ano se passou. E muita coisa ainda falta prá arrumar para Curitiba. A conversa descompromissada das irmãs aponta para problemas de mobilidade e segurança, questões fundamentais para a harmonia da urbe. E se Curitiba quer facilitar a vida de quem viaja e quer fazer bonito na copa, tem que terminar logo a mexida na rodoviária.
Que tal dar uma acelerada nas obras, prefeito?
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