quarta-feira, setembro 12, 2012

Fruet 12 e os sindicalistas: apoio total


Por Marisa Stedile

O Encontro de sindicalistas que apóiam Fruet e Mirian realizado nesta terça-feira no Bar Acadêmicos do Salgueiro empolgou a militância sindical de Curitiba. Foram 21 entidades entre federações e sindicatos ligados a Central Única dos Trabalhadores e dois sindicatos independentes. A direção da CUT prestigiou o evento prestando apoio à Coligação Curitiba quer mais!
Mirian Gonçalves se emocionou ao encontrar sindicalistas históricos, lembrando sua ,trajetória dentro do PT. Ela fez questão de ressaltar o orgulho que sente deste partido, cuja capacidade transformadora foi provada durante os dois mandatos do Presidente Lula e agora com a Presidenta Dilma.
O Prefeito Gustavo Fruet 12 recebeu calorosos aplausos ao afirmar que sua coligação não é com mensaleiros mas sim com Partidos sérios, comprometidos com a sociedade brasileira, e que em sua vida nunca aceitou cargos ou favores políticos. Ele também destacou que não se intimida com ataques rasteiros de seus opositores, principalmente do atual prefeito, que vem usando a imagem da presidenta Dilma em seus programas eleitorais ao mesmo tempo que acusa de incoerente a coligação feita entre o PDT e o PT. Para os sindicalistas presentes ao encontro ficou o compromisso com a candidatura e principalmente com as mudanças que nossa cidade precisa. O tom do encontro foi de mobilização rumo à vitoria.

domingo, setembro 09, 2012

Gente da cidade grande invariavelmente sofre com:


Ônibus atrasado e lotado, sempre.
Com a falta de estacionamento,
Com engarrafamentos,
Com demora no atendimento médico, principalmente de especialistas,
Com falta de vagas nas creches,
Com falta de lugar para encaminhamento e tratamento de drogaditos,
Com medo de roubos e assaltos...

Nestas eleições, o DUCCI  diz que apontar estas carências é falar mal de Curitiba.  É a tucanada empurrando a poeira prá debaixo do tapete na marra.

sexta-feira, setembro 07, 2012

Pedalando no feriadão



Olha só que legal! Seis jovens resolveram descer a serra de bicicleta neste feriado. A ideia é chegar em Guaraqueçaba amanhã à tarde (8 de setembro). Esta pacata cidade do litoral norte paranaense  está localizada a 180 km de Curitiba.
Antonina – metade  do percurso – será o ponto de parada para o pernoite.
Vamos lá, turma da Sandra!  A vizinhança da Carlos de Campos está torcendo por vocês. 

quinta-feira, setembro 06, 2012

Juventude no semblante, um canal de TV nas mãos e um partido nanico

Há pouco mais de vinte anos, o Brasil elegeu um presidente da República que deu o que falar. O bonitão, dono da TV Gazeta de Alagoas, afiliada da Rede Globo, Fernando Collor de Melo. O extinto PRN, partido criado para dar-lhe sustentação nas eleições, dilui-se no tempo sabe-se lá o porquê.

O curitibano gostou da novidade, tanto que Lula perdeu para Collor nos dois turnos em Curitiba.

O pai é um dos apresentadores mais conhecidos da TV e esbanja popularidade com seu jeitão simples e irreverente. Nos programas do horário político, orgulha-se dos seus 31 anos, como se esse predicado fosse imprescindível no currículo do candidato. O partido? O PSC, legenda com apenas sete deputados federais e um senador no Congresso Nacional.

Qualquer semelhança é mera coincidência (ou não) com os rumos das eleições para a prefeitura da capital paranaense.

Mas nem tudo são flores para o jovem candidato. Uma senhora bem apessoada pertencente à tradicional família curitibana - essas do gênero “Cansei” - lamentava: “Ele é tão bonitinho, capacitado, mas Curitiba não merece um prefeito com o nome de Ratinho.”

Calma minha senhora. Depois eles mudam de nome. O João do Suco não virou João Luiz Cordeiro? Ratinho vira Carlos Massa num piscar de olhos.

Agora É torcer para que curitiba NÃO SEJA VITIMA DO 1º  IMPeaCHMENT NA HISTORIA DA POLITICA PARANAENSE.
Aí seria coincidência demais

segunda-feira, setembro 03, 2012

De Arequipa para o Vale Del Colca


O ponto de partida para o Vale del Colca é Arequipa, segunda maior cidade do Peru, com quase um milhão de habitantes. A cidade é ladeada de vulcões e o principal é o El Misti.  Fica num deserto montanhoso no oeste dos Andes, a uma altitude de três mil metros acima do nível do mar. Espessas camadas de lava vulcânica cobrem grandes áreas de sua geografia.
Paisagem comum nos Andes. No fundo, um vulcão.
A cidade surpreende pelo comércio e o grande número de restaurantes e pubs de bom gosto. Sob o aspecto cultural, transformado em museu, o Convento de Santa Catelina reúne peças preciosas de costumes religiosos e arte sacra dos séculos XVIII e XIX.
Um charmoso bar no centro de Arequipa
   
Vale del Colca
O Vale del Colca está a poucas horas ao norte de Arequipa, onde se encontra o Rio Colca e o Canyon del Colca.
O percurso deste lugar se constitui de interessantes paisagens naturais e de animais andinos como os condores, lhamas, alpacas e vicunhas.
Alpacas nos Andes peruanos. Animais muito mansos.
Para chegar a este vale é necessário subir a aproximadamente 3400 m sobre o nível do mar. Mais acima, a quase 5 mil m de altura, estão os picos nevados. Uma paisagem deslumbrante se descortina entre gelo, pedras, lavas vulcânicas e uma vegetação rasteira de cor meio amarelada, marcando o período das secas nos Andes.
Chapeu e mangas compridas para se proteger do sol forte. Marca do visual das artesãs andinas
Três pedras - uma em cima da outra - segundo a crença andina, é uma forma de fazer oferenda aos deuses. Os turistas seguem à risca a tradição. Cada um que passa pelo topo da cordilheira faz questão de empilhar pedrinhas e a paisagem ao longe fica parecida com uma cratera lunar.
De Arequipa ao Vale do Colca, o primeiro povo que se encontra é o Chivay.  Neste local, de um mirante natural se pode ver o voo dos condores em seu ambiente natural e vulcões ao redor.
Durce e Eliana em ensaio fotográfico no Vale del Colca
Reconhecido como um dos maiores canyons naturais do planeta, o Vale del Colca oferece um dos mais bonitos cenários naturais em um aglomerado de montanhas nos andes peruanos.
No fundo do canyon a vegetação é verde. Um rio de águas límpidas sugere uma parada para relaxantes banhos nas piscinas térmicas, permitida a todos visitantes a um custo de U$ 10.
No coração dos Andes, piscina de águas termais


Puno: porta de entrada do Lago Titicaca


Puno é uma cidade localizada no extremo sul do Peru às margens do lago Titicaca e se situa a 3.827 acima do nível do mar. Puno tem um clima seco e a temperatura chega facilmente abaixo de zero nos meses de julho e agosto. Boa parte de sua população é descendente de dois grupos étnicos andinos: Quéchua e Aymara.
O Lago Titicaca é a grande atração de Puno, com uma área de 8.560 km2. É o maior e mais alto lago navegável do mundo e divide o Peru da Bolívia. A temperatura de suas águas varia de -3ºC à 13ºC. Ali nasce o Rio Amazonas.
O artesanato é uma importante fonte econômica na região

Como as demais cidades do Peru, as feiras livres e mercados de artesanato tomam conta das ruas. Tanto o movimento de pessoas como a extensão da feira são muito grandes. Chama atenção a grande variedade de batatas (papas) e de milho (maiz). Os artesanatos: bolsas, gorros, xales, mantas, ponchos, meias – todos com muitas cores – dão vida à árida paisagem andina no período das secas.  

Outro dia
Conhecer o Titicaca significa madrugar para concentrar o passeio em duas atrações: Ilhas Uros e Taquille, cada uma com sua beleza e particularidade.

Ilhas Uros: flutuante
As ilhas Uros, que ficam a 30m de barco de Puno, na verdade não são ilhas comuns e sim uma justaposição de várias camadas de totora sobreposta em cubos parecidos com xaxim.
Totora é um tipo de junco abundante do lago, o que faz com que as ilhas flutuem.  Para que não se movam lago adentro, são ancoradas no fundo com cordas. Sobre elas os Uros constroem suas casas e tudo o que precisam também com a própria totora, incluindo seus barcos que eles mesmos comparam com uma gôndola.
Casas e chão da ilha são feitos de totora
No arquipélago móvel vivem 32 famílias, aproximadamente 500 nativos. Tem escola até o 1º grau e posto de saúde. Vivem da pesca, venda do artesanato e do turismo. O passeio de 15m da gôndola – o barco de totora - custa 15 soles por pessoa.  De qualquer forma, impressiona e adaptação a essa estranha forma de viver. Eles falam os idiomas Quéchua e Aymara.
Os turistas são recepcionados pelo líder da ilha, que juntamente com o guia, explica como a ilha é construída e mantida, através da montagem de uma maquete. Após a orientação cada grupo é convidado à visitar a oca de uma família e conhecer seu artesanato.
Líder simula a construção da ilha através de maquete
Embora os uros tenham vivido sempre nas ilhas, percebe-se mudança na hábitos, a exemplo de um aparelho de televisão ligado na oca do líder da comunidade. “Graças ao Fujimori”, disse o líder, satisfeito por ter uma TV em duas cores de 14 polegadas pendurada no teto da pequena oca.

Ilhas Taquille
Na sequência do passeio, mais 2h lago adentro e lá está a ilha Taquille. Ao contrário de Uros, é uma ilha propriamente dita – uma porção de terra cercada de água por todos os lados-  mas o grande diferencial é sua população.
Pedras e muita subida em Taquille
A ilha foi habitada originalmente pela cultura Pukara que desenvolveu as primeiras terras para o plantio. Foi então dominada pela cultura Tihuanaco que falava Aymara e no século XIII foi então dominada pelos Incas que trouxeram o Quéchua. Em 1580 a ilha foi comprada pelo espanhol Pedro Gonzalez de Taquille que influenciou no costume e na vestimenta de seus habitantes.
O almoço servido aos visitantes tem visual do Lago Titicaca
Devido a topografia em aclive, em Taquille não tem carro, bicicleta ou qualquer outro facilitador do trabalho humano. Todos vivem em comunidade e se ajudam mutuamente nos trabalhos de plantio e colheita. As vestimentas são muito peculiares. As mulheres sempre usam saia e um tecido negro na cabeça, semelhante às muçulmanas. Os homens com camisas brancas de manga comprida e um colete preto. A cor do gorro na cabeça identifica se ele é casado ou solteiro e se usar um chapéu negro sobre o gorro indica que é uma autoridade na comunidade. Um costume somente entre os homens casados é usar uma pequena bolsa para o transporte de folhas de coca que é trocada entre eles em roda de amigos. Realmente é incrível ver como uma comunidade pode manter suas tradições por tanto tempo sem sofrer a influência do mundo moderno.

Como agrado aos visitantes, os nativos fazem a apresentação da Dança do Matrimônio, embalada em ritmo andino, com vestimentas típicas da ilha.
Dança do matrimônio: Eliana (blusa amarela) foi convidada a entrar na roda.