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domingo, julho 20, 2014

Educação: Brasil tem até 2015 para completar a lição de casa

Entre as metas da ONU para a educação a serem cumpridas até 2015, estão a expansão do atendimento escolar na primeira infância, universalização do ensino primário, ampliação das oportunidades de estudo da população adulta, redução do analfabetismo em 50%, alcançar a igualdade de gênero e melhorar a qualidade da educação.

Segundo a Unesco, o Brasil se saiu bem na ampliação do atendimento em creches e pré-escolas e matricula de todas as crianças no ensino fundamental, em principal as meninas e as pertencentes a minorias étnicas. Mas destaca que as condições de acesso não são igualitárias e que a universalização da educação primária não significa a universalização do acesso aos conhecimentos básicos.

O relatório destaca que o Brasil quase universalizou o ensino fundamental, com 94,4% da população de 7 a 14 anos matriculados na escola e que conseguiu reduzir as distorções série-idade, uma vez que a proporção de jovens na idade ideal para o ensino médio é mais do que o dobro da de 1995.

Contudo o Brasil ainda precise de avanços na área, em países de alta renda, as crianças mais pobres estão distantes da educação de melhor qualidade. Na Nova Zelândia, por exemplo, quase todos os estudantes de renda elevada atingem padrões mínimos de aproveitamento nas 4ª e 8ª séries, contra dois terços dos estudantes pobres. Na França, apenas 60% dos imigrantes atingem os patamares mínimos de leitura.

O estudo detalhado e confiável da ONU indica que até agora o Brasil se esforçou e priorizou medidas para melhoras na educação.

domingo, maio 18, 2014

Síndrome coletiva de pessimismo pré-copa

Nelson Rodrigues criou a expressão Complexo de Vira-latas para traduzir o sentimento de inferioridade que assolou o brasileiro após a derrota do Brasil no mundial de futebol em 1950.

À véspera da Copa 2014 tendo o Brasil como sede, o sentimento vira-lata é visível, não apenas no âmbito do futebol - até porque os jogos nem começaram – mas no leque de serviços que o Brasil deve oferecer aos visitantes.

Em roda de amigos, esquinas, por toda parte, sempre tem alguém a dizer: “No Brasil nada funciona. Os aeroportos estão aos pedaços, o trânsito, a segurança estão à beira do caos. Essa copa vai ser uma vergonha!”

Sem arrogância, digo que conheço muitos países nesse mundão afora. Por onde passo, procuro observar costumes, mobilidade e funcionalidade das instituições.

Posso afirmar que o oásis almejado não existe em nenhum lugar do mundo. Todas as cidades, principalmente as de grande porte, apresentam problemas de urbanidade.

Será a favela de Munique menos desigual que a Rocinha? Será o engarrafamento das ruas parisienses convergentes ao Arco do Triunfo menos caótico que a Marginal Tietê? Mais uma pergunta. Se escolhidos a sediar uma Copa Mundial de Futebol, esses países recusariam?

Na verdade o povo tem é medo de acreditar em si mesmo. A atitude negativa nada mais é que o disfarce do otimismo envergonhado. É a proteção necessária para – se o Brasil falhar - estufar o peito e dizer: ”Viu, eu não disse!?

Se vivo, Nelson Rodrigues, substituiria o Complexo de Vira-Latas por Síndrome Coletiva de Pessimismo Pré-copa.

domingo, dezembro 02, 2012

Palestina livre: Abrace esta causa


Há exatos 190 anos o Brasil se livrava do domínio português. Fato histórico de tamanha relevância implica em parada obrigatória de reflexão de liberdade e cidadania no dia 7 de setembro.
Salve o Brasil! Benditas sejam as nações livres e oxalá todas conquistem sua soberania.
Assim como o Brasil, que a Palestina, nação espremida sob o jugo do domínio israelense, experimente também o gosto da liberdade, ainda que tardia!
Que as terras marcadas de sangue do território palestino sejam substituídas por um vasto campo de flores vermelhas;
Que as mulheres vítimas de abusos, perseguições e direitos negados reencontrem na paz a razão de viver;
Que as crianças obrigadas a andar horas a fio para estudar, encontrem um educador por perto a lhes estender a mão;
Que as terras produtivas ocupadas pelos israelenses voltem a dar frutos para saciar a fome das famílias palestinas;
Que a impunidade aos crimes cometidos seja banida do território como erva daninha das plantações;
Que derrotadas sejam as nações que não respeitam a soberania dos povos!
Que boicotados sejam os países promotores do sofrimento do povo palestino;
Que o eco das súplicas de solidariedade e compreensão entre os povos ecoe nos quatro cantos do mundo!

O Brasil - que tanto valoriza sua independência e soberania -  deve repensar sua condição de parceiro militar de Israel. Acordos semelhantes fortalecem e alimentam o lucro do opressor.
Em solidariedade ao povo palestino, é de bom alvitre romper com acordos comerciais e colaborar nas denúncias dos crimes praticados por Israel.
   
Participei do Fórum Social Mundial Palestina Livre realizado em Porto Alegre entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro de 2012.