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domingo, março 08, 2015

Povo hipócrita semeia hipocrisia

Um recado a você que não se conforma, joga praga, xinga a mãe dos políticos julgados pela Globo na operação Lava Jato.

Aquele deputado simpático que aparece na tua casa a pedir votos se apresentando como primo da sogra da tua sobrinha neta, no maior orgulho de pertencer à família, gasta uma grana sem tamanho em santinhos, viagens, propaganda na TV e cabos eleitorais. De onde vem o dinheiro?

O candidato a governador cheio de boas intenções, com jeitão de sabido e competente, finge que presta conta do dinheiro gasto nas campanhas e os órgãos de controle fingem que fiscalizam na maior desfaçatez. Passa ano, entra ano e tudo é a mesma coisa.

Aquele vereador conhecido teu com cara de amigão de longa data, distribui um monte de dinheiro que ninguém sabe de onde veio às ditas lideranças comunitárias do bairro.

Todos os políticos - eu disse todos – gastam dinheiro nas campanhas, eleitos ou não. Uns até lucram.

Agora pense comigo. De onde vem os recursos? Quem financia? Quem doa? Por que da ajuda?

Faço toda esta ladainha para dizer o seguinte.

Da forma como o sistema político hoje é configurado não existe político inocente nem inocência nas intenções.

Então tudo deve continuar como está?

Não. Alguma coisa deve ser feita, a começar por mudanças na legislação e nos costumes. Enquanto existir brechas na lei, gente a querer ganhar dinheiro fácil em campanhas eleitorais e 54 políticos entre aos milhares do mesmo naipe a dar audiência à Globo, a farra vai continuar.

quinta-feira, agosto 14, 2014

Campanhas caras. Politização em baixa.

Mal foi liberada a campanha eleitoral e a selvageria toma conta das ruas. Vide o mau exemplo vindo da destruição de material de propaganda do outro.
Este fato é verificado diariamente nos cavaletes apostos em locais movimentados na cidade.
O esforço do candidato para se tornar conhecido do eleitor é monumental. Mas este jeito de se comunicar custa caro e rende pouco em termos de politização.
Mesmo que a propalada reforma política e eleitoral não tenha prosperado, para fazer valer a conquista suada da democracia, o velho corpo-a-corpo, pequenas reuniões, sola de sapato, diálogo direto com a população ainda é a receita mais eficaz.
Investimentos gigantescos em visual de campanha servem somente para tornar as campanhas desiguais e privilegiar os endinheirados. Não politiza ninguém.