domingo, junho 11, 2017

Salvemos o Brasil

Michel Temer é capaz de tudo para salvar a pele. O jogo está empatado.

O país assiste passivo o ir e vir de um presidente sujo, golpista e rejeitado pela maioria do povo, a armar  sórdidas tramoias contra o STF;
a usar  estruturas do governo e prerrogativas do cargo para nomear e controlar as ações da Polícia Federal com o claro intento de bloqueio às investigações;
a perseguir e prejudicar empresas e pessoas que ousam incluir seu nome no rol dos corruptos;
a transformar o Planalto num bunker mafioso em próprio benefício.
As  cartas estão na mesa.
Meio congresso, contra. Meio congresso a favor.
Meio judiciário contra, Meio judiciário a favor.
Só resta ao povo o desempate.

domingo, maio 14, 2017

Diferenças e significados


Conheci dona Jandira no ônibus após o ato pró Lula na Praça Santos Andrade.
Há tempos não se via tanta gente vermelha, alegre, com adesivos na roupa e bandeira na mão no transporte coletivo curitibano.
Na voz dos seus 70 anos ou mais, escuto dona Jandira comentar com o vizinho de banco que estava na praça desde a hora do almoço; que não iria arredar o pé  de lá  até que o ex presidente chegasse.
Disse ainda emocionada, que seu maior sonho era tirar uma foto bem pertinho do Lula.
Pensei.
No palco, militantes e políticos às dezenas acostumados a poses e closes, acotovelando-se para aparecer bem na foto.
Eles, a alimentar o ego proporcional ao número de curtidas nas redes sociais.
Ela, dona Jandira, na esperança vã
de mostrar uma foto com o Lula à família, às comadres, às vizinhas da vila.

Não me contive. Perguntei o nome daquela senhora e disse: Não desanime.

sábado, maio 13, 2017

Toda unanimidade é burra

Combater a corrupção e punir quem a pratica é unanimidade universal.  Justamente por isso, como dizia Nelson Rodrigue, encarar a Lava Jato  como braço da  moral da Pátria  é burrice das grandes.
A mega operação criada para resgatar a moralidade dos homens, encontra-se em plena decadência moral.
No esforço inútil de dar cabo às esquerdas, Sérgio Moro  se perde na posição ora magistrado, ora destruidor de ideologias que não as dele. Moro trocou os pés pelas mãos.
Como dar crédito  à Lava Jato, quando dezenas de praticantes de atos ilícitos provados e comprovados há tempos  passeiam livres e desenvoltos pelos corredores palacianos de Brasília? Em São Paulo também.
Como avalizar os atos do Moro,  juiz  que interroga  Lula alicerçado em  documentos sem assinatura? Ou então que envolve a falecida dona Marisa, em citações  constrangedoras ao ex presidente?  
 Como levar em frente o processo, quando um juiz determina o encerramento do Instituto Lula baseado num parecer inexistente  do Ministério Público?
Como  levar a sério o judiciário, quando um juiz  que - pela aparência a vida nada lhe ensinou –  vai na TV e se diz convicto dos “crimes” do Lula? Crimes desenhados em bolinhas de power point?
Tenho pena do brasileiro que ainda acredita na Lava Jato. O sonhado fim da corrupção cantado em verso em prosa pelos  verde-amarelo que foram as ruas ruiu. Desvaneceu.

Resta ao juiz Sérgio Moro por a cabeça no travesseiro e se perguntar:  “Aonde foi que eu errei?”

sexta-feira, maio 05, 2017

Mindo cão

Polícia Militar joga bomba em  moradores  de rua que estavam dormindo no ponto do ônibus em frente o Jardim Botânico.

Na canaleta do expresso em frente o Walmart do Cabral, um guardador de carros estendido no asfalto com a metade do corpo na pista. Parecia dormir.

Um comboio de viaturas da Polícia Federal passa, sirenes ligadas, e pessoas atentas a observar a cinematográfica ação policialesca.

Maldito sistema, onde o menosprezo da vida de humanos desgarrados chama menos atenção que o barulho de carro de polícia.

PS. Implorei, gritei, discursei até que um outro guardador arrastou  o pobre cidadão para a calçada.

segunda-feira, abril 24, 2017

Moro recua. Depoimento do Lula é adiado

A Folha diz que o depoimento da Lava Jato que iria acontecer no dia 3 foi remarcado para 10 de maio. Ainda, segundo o jornalão, Moro precisa de mais tempo para organizar a segurança; que o feriado de 1º de maio dificultaria ainda mais os preparativos do cadafalso.
Desculpa esfarrapada. Segurança não é problema na República de Curitiba. A Lava jato dispõe do Exército, das policias, do escambau para dar-lhe guarida a qualquer momento, em qualquer circunstância.
O recuo estratégico do Moro diz respeito a outra questão. 

 Até o dia 3 teria a operação provas, consistência jurídica e ambiente político para prender o Lula? Haveria tempo hábil para organizar, compilar o conteúdo das delações vomitado pelos empreiteiros? Estaria Moro “convicto” dos crimes do ex presidente?
Que ninguém se engane. Os preparativos aos quais Moro se refere é dar um final apoteótico à operação simbolizada no Lula atrás das grades.
Só as ruas salvam.

sexta-feira, abril 21, 2017

Saúde à beira do caos

Especial Curitiba
 
Atendimento precário, tempo de espera bate recordes, falta de remédios nos postos.

Este é o suplício dos curitibanos usuários dos servicos da saúde na capital paranaense.

Recursos mal geridos e prioridades invertidas, em tese, deveriam merecer atenção do prefeito Greca, o homem que disse vomitar com cheiro de pobre na campanha.
Mas não é bem assim.

Pergunta-se: quanto a prefeitura gasta com comissionados e afins? Quanto a prefeitura gasta em frota pra levar bacana pra baixo e pra cima? Quantos sinecuras teve que abrigar na prefeitura em troca do apoio do Beto Richa?

O preco da passagem do ônibus Greca já elevou às  alturas - de R$ 3,70 para R$ 4,25.
Agora sinaliza  com aumento de impostos e retirada de direitos do funcionalismo pra aumentar o caixa.

Bem ou mal, o prefeito anterior dava conta da demanda.

E o povo?  Bem, este é apenas um detalhe.

quinta-feira, abril 13, 2017

O povo é tão hipócrita quanto aos políticos

A recente divulgação da lista suja do ministro Facchin suscitou desejos incontidos de apedrejamento na classe politica.

Os 83 nomes listados no esquema  deslegitimou  partidos e jogou os políticos indistintamente na vala comum.

O pensar foi substituído pelo julgamento seletivo raivoso imediatista.
Toda essa turbulência deveria servir às pessoas, principalmente aos críticos de plantão, estímulo à reflexão sobre costumes da praxis política.

É uma farra surreal. Dinheiro limpo dado ao presidente da Associação de Moradores, à “liderança do bairro", a generosidade do ônibus pra levar gente em velório, o acerto da conta de luz atrasada... alguns  exemplos  do cotidiano das campanhas eleitorais.
Ainda tem a gráfica que produz panfletos superfaturados pra lavagem de dinheiro. Papéis inúteis, cujo destino é a imundície feita nas ruas próximas aos locais de votação.

O povo é cumplice da origem obscura do dinheirão gasto em campanhas eleitorais.  Não pergunta de onde vem a grana. Mas se aproxima como ave de rapina junto ao político para usufruir da mamata. Promessa de grana, voto garantido.   
Outro equívoco costumeiro é o do Data Povo.

Os eleitores avaliam a densidade eleitoral do candidato pela magnitude da campanha. Campanhas ricas, com material farto e estruturas de pompa, merecem maior credibilidade. Significa chance maior de vitória nas urnas.
Então, a corrupção na classe política é uma via de mão dupla.