quarta-feira, junho 19, 2024

Sobre as eleições municipais de Curitiba

Uma verdadeira sinuca de bico. De um lado decisões ainda não deglutidas vindas do Diretório Nacional, o qual bate o martelo no apoio ao peessebista Luciano Ducci, com possível vice ocupada pelo pedetista Goura. 

De outro, defesa de candidatura própria protagonizada pelos petistas Zeca Dirceu e Carol Dartora.

E mais de outro lado, surge o pré candidato Roberto Requião do Mobiliza a se auto declarar alternativa indispensável na corrida eleitoral. 

Tudo embolado até  então.  

Domingo próximo, 23jun, haverá um encontro no Clube Literário organizado pelos requianistas para falar de conjuntura e, claro, do cenário politico-eleitoral curitibano.

Aí é que mora a questão.  Independente da orientação do partido, é perceptível a naturalidade com que militantes históricos do partido se mobilizam para participar da agenda do Requiao. Uns até já a declarar apoio etc e tal.

O cenário é preocupante. A tendência do partido cujos filiados banalizam decisões, desobedecem orientações de dirigentes, está fadado ao enfraquecimento e divisionismo às vezes de difícil reparação. 

Mas nem tudo está perdido.

Há de se pensar numa saída estratégica. 

Quem sabe o Diretório Nacional liberar a militância para seguir caminhos e escolhas que bem lhe aprouver, tendo em mente o ideário das esquerdas fincado na luta pela democracia e apoio ao governo Lula. 

E por falar em Lula, ou se tem a compreensão das dificuldades que ele está a enfrentar para levar adiante os projetos do governo, ou choraremos todos abraçados na Praça  Santos Andrade a pedir pelo amor de Deus que não o tirem de lá. 

Mas este é um assunto para outra hora.


Sirlei Fernandes

terça-feira, maio 28, 2024

Biblioteca Pública recebe autores de livro para doação

 


O diretor da Biblioteca Pública do Paraná Luiz Felipe Leprevost recebeu um grupo de representantes do Coletivo Geração 68: Clair Flora Martins,  Gerson Zafalon, Narciso Pires e Sirlei Fernandes. 

Trata-se de militantes políticos que tem em comum as lutas e resistências vivenciadas durante o regime militar. 

Eles estão entre os sessenta e seis autores do livro "Vozes da Resistência - Memórias da luta contra a ditadura militar no Paraná." 

O livro foi lançado dia 14 de maio e já na cerimônia de lançamento foi sugerida a doação de exemplares para a Biblioteca. 

A princípio foram doados dez exemplares com o intuito de serem encaminhados também para outras bibliotecas.

Ressalta-se a atenção dispensada pelo diretor Leprevost aos visitantes, numa demonstração clara  de interesse ao conteúdo e de respeito à história revisitada nos escritos.

sábado, maio 18, 2024

Geração 68 visita o ex governador Paulo Pimentel



Era uma tarde como outra qualquer. Lá estava ele numa vasta sala, sentado atrás de uma mesa grande tipo escritório, cercado de livros, retratos da família, amigos e de muitas outras fotos relacionadas a eventos histórico-políticos.

No entorno da grande sala, muito verde lá fora e calmaria a se observar através das janelas sem cortinas.

Foi nesse ambiente que um grupo de seis militantes políticos, de vidas identificadas com o ambiente político paranaense dos anos 60/70 foram recebidos pelo ex governador do Paraná Paulo Pimentel, 96 anos.

Difícil descrever a alegria do anfitrião ao se defrontar com a visita de pessoas de vivências semelhantes às dele, fincadas nos ideais da democracia. 

Pimentel impressiona pela lucidez ao lembrar dos fatos e detalhá-los às vezes com humor, outras com maestria.

Lembrou de experiências importantes, outras pitorescas nos tempos de sua ativa atuação política no Paraná. Uma delas, o corte da concessão das suas redes de TV decorrente de entreveros com os militares.

Na oportunidade, os visitantes presentearam Pimentel com um exemplar do livro “Vozes da Resistência: Memórias da luta contra a ditadura militar no Paraná.” Ele agradeceu emocionado e fez questão de posar para uma foto coletiva. 

quinta-feira, maio 16, 2024

Lançamento do livro VOZES DA RESISTÊNCIA

Dia 14mai24 aconteceu o lançamento do livro  VOZES DA RESISTÊNCIA: MEMÓRIAS DA LUTA CONTRA A DITADURA MILITAR NO PARANÁ.

Trata-se de uma coletânea de textos escritos por militantes políticos partícipes das lutas e resistências contra o regime militar no Paraná.

O lançamento foi feito em dois locais: às 10hs no saguão da Reitoria da UFPR e às  19hs no Salão Nobre do Curso de Direito também da UFPR na Praça Santos Andrade.

A escolha da reitoria simboliza a derrubada do busto de Flávio Suplicy de Lacerda, reitor da Universidade nos idos de 1968. Na época, os estudantes se revoltaram com o chamado Acordo MEC Usaid, cujo teor dizia respeito a implantação do ensino pago nas universidades. 

O ato foi lembrado em depoimentos por estudantes ligados aos Diretórios Acadêmicos de diversas áreas de ensino - hoje de cabelos brancos - que fizeram parte desse ato politico. 

Ao término, composições de Geraldo Vandré emocionaram os presentes na voz e violão do músico Daniel Faria.

Para surpresa não só do público como também dos organizadores, a Orquestra Filarmônica do Paraná brindou os presentes no evento com Sinfonia de Mozart no teatro da própria Reitoria.

O ato solene à noite foi composto de depoimentos e testemunhos de alguns militantes que vivenciaram as agruras dos anos de chumbo. 

De mãos dadas e lágrimas dos olhos, a plateia cantou "Pra não dizer que não falei das flores" ao som do violão do músico Guego Favetti.

Foi um dia de intensas emoções.  Gente vinda de outros estados, amigos que não se viam há  décadas se encontraram, se abraçaram e testemunharam em cada olhar o reencontro com a história narrada no livro ora lançado. 

A obra foi organizada pelo militante político Aluízio Palmar e outros companheiros do coletivo Geração 68.

Trata-se de uma coletânea de sessenta e seis textos escritos por homens e mulheres  cuja memória ainda guarda as lembranças nefastas do periodo militar no Paraná e no Brasil.

sábado, março 09, 2024

A imigração demonizada

É recorrente na linguagem da extrema-direita encarar a imigração como problema a ser combatido no mundo. Se unem no discurso fácil,  porque os imigrantes não  dispõem de organismos oficiais que os defendam. E a ONU? E a ACNUR? E a... A realidade infelizmente aponta pouca ou quase nulas as  intervenções no sentido de vislumbrar caminhos para minorar o sofrimento dos imigrantes. Agem como se normal fosse gente morrer afogada em travessias perigosas para fugir da fome. Agem como se essa gente não merecesse atendimento, porque em nada colaboram no crescimento dos seus PIBs.

E o discurso do separatismo se fortalece de tal forma, que o imigrante é visto como aquela pessoa que tira o emprego do nativo, que enfeia as cidades, que causa asco até no jeito de falar. 

Mal sabem os fascistas que o motivo da economia dos seus mandos ir mal é resultado de má gestão. É resultado da escolha ideológica desumana e enviesada.

sábado, janeiro 06, 2024

História ou Estória?

Um ano se passou e aquelas imagens horríveis do 8 de janeiro de 2023 em Brasília continuam vivas na memória. 

Cenas de depredação em série planejadas  e colocadas em prática por gente da pior espécie ocupantes do poder e da sociedade civil endinheirada.

Um ano foi pouco para desvendar os segredos da caserna por trás da trama. Foi insuficiente para esclarecer origem e nome dos mandantes da desgraça. 

Porém, do que até agora desvendado, não há dúvida: foi tentativa de golpe de Estado regida por gente inconformada com o resultado das urnas. Sim. Foi golpe.

Assim deve ser o registro na história. 

Porém,  há de se levar em conta que extremistas frustrados tentaram aplicar a tese absurda da falta de iniciativa do presidente Lula em não coibir o quebra-quebra. Também tentaram eximir responsabilidades sob a alegação de que a depredação foi obra de velhinhos e velhinhas inocentes abandonados à  própria sorte.

Pior. Tem gente que acredita nestas versões.

É mister passar a história a limpo e com competência para registrá-la em tempo hábil, sob pena de amanhã ou depois vermos escrito nos livros de que tudo não passou de obra de ficção.

sexta-feira, janeiro 05, 2024

Familia, pra que te quero

Postei no grupo da família noticias da perseguição insana e injustificada dirigidas ao Pe. Júlio Lancelotti nos últimos dias. 

Tomei a iniciativa porque as palavras Jesus, Deus, Salvador, Sagrado, bênçãos...é o que mais rola no zap deles e a questão diz respeito a um religioso.

Qual minha surpresa ao deparar-me com o seguinte comentário: "Este grupo foi criado para assuntos da familia. Por aqui é melhor não falar de política."

Pensei duas vezes e decidi estancar a conversa por ali.

Toda paciência tem lá seus limites e este contexto, com certeza, mexeu comigo.

Como conviver com pessoas que perderam a noção da bondade, da empatia, do amor ao próximo além do seu próprio umbigo?

Sim, eles evitam falar de política, mas não percebem que a negação os tornam vulneráveis à politicagem vil, mesquinha presente no ideário dos extremistas à solta. 

Sem se dar conta da futilidade que os envolvem, defendem a caridade da mão distante, porque presença de mendigo traz o fedor miserável das ruas. 

Empinam o nariz em defesa do micro mundo que frequentam, mas na hora de votar prejudicam o macro mundo ao redor. 

Tamo junto Pe. Júlio

Eu e milhões de pessoas politiqueiras de bom coração.