segunda-feira, maio 09, 2022

Lula está de volta. Que bom!


Lula Livre. Esta era a palavra de ordem todas as sexta-feiras em frente a Catedral no centro de Curitiba. Dezenas de militantes reuniam-se espontaneamente para dizer aos passantes que a poucos quilômetros dali um homem  chamado Luiz Inácio LULA da Silva estava preso. 

Motivo:  Eles prenderam

Lula porque ele foi o melhor presidente que o Brasil já teve. O crime cometido por Lula foi ter governado para pretos e pobres, para gente desesperançada, gente historicamente excluída de políticas de empoderamento e inclusão. Os ricos não perdoaram o Lula. Eles queriam o monopólio das atenções e de ações governamenatis exclusivas aos seus interesses. Lula os frustrou. Então é melhor Lula preso. Assim ele não seria presidente. E assim se fez. 
JBolsonaro se elegeu em decorrência de um malabarismo jurídico podre, mal versado. Todos sabiam que os motivos que levaram Lula à prisão eram mentirosos, frágeis, sem fundamento. Mas que importa? 

E o Brasil perdeu. Perdeu a alegria, empobreceu e se violentou.  

Mas Lula tá de volta. Que bom! Um homem de coração aberto, sem rancor e revigorado. Pronto para - junto com os que desejam um Brasil feliz - dar adeus a essa desgraça chamada...  

 Valeu a pena gritar Lula Livre! 

segunda-feira, maio 02, 2022

MOBILIZAR É PRECISO. PERDER NÃO É PRECISO


Tá difícil entender a  indiferença, a pouca importância dada a dois ultimos acontecimentos.

Senão vejamos.

O primeiro diz respeito à  decisão da ONU em contar para o mundo que Lula foi vítima de uma demoníaca safadeza jurídica. 

O segundo, aos ataques claros e constantes do governo à democracia. 

O que falta para o povo sair prá rua? A palavra mobilização saiu de moda?

O parecer da ONU tem significado ímpar e, com certeza, fugurará na história politica brasileira como um capítulo a ser lido do começo ao fim. 

Atos políticos deveriam se espalhar por esse Brasil inteiro pelas ruas e praças, para bradar aos quatro ventos que Moro, Dalagnol, os patetas do TRF4 e cia merecem severas punições. 

Ah! E a democracia?

Emicidas, Caetanos, Zecas Pagodinhos, Chicos, devem se reunir urgentemente para programar e realizar um baita festival: "SALVE A DEMOCRACIA."

Este seria o nome do evento.

Insisto. Só a luta destemida coletiva poderá romper o autoritarismo presente. Caso contrário...

TERRA DO BELÉM, A CASA DA CIDADANIA


Este é o nome de batismo de um projeto que tem tudo pra dar certo. Um casarão, gente disposta e ousadia popular; trinômio perfeito para tornar mais inclusiva a vida de gente desesperançada. 

No casarão, o espaço perfeito para reunir pessoas das vilas e favelas no exercício do convivio e na arte do fazer. Delas mesmas já surgiram ideias de aula de balé para as crianças da comunidade, feitura de vasos de cerâmica, arte culinária, costura e bordados... ou seja, a busca da cidadania através do trabalho criado e comercializado por quem o executa.

Ali, um grupo de militantes teimosos trocam ideias, pedem ajuda, usam da criatividade para sensibilizar mais gente rumo à concretização desses sonhos. Sim, é um sonho que tem tudo para tornar-se real se houver cooperação. 

Sacolas, camisetas com a marca da Casa, já estão disponíveis para venda. Adquirir estes produtos significa valorizar a iniciativa e viabilizar o funcionamento das atividades na casa. 

O ponta pé foi dado. Siga conosco.


Casa do Belem 

Rua Ernesto Araujo, 170

quinta-feira, abril 07, 2022

Era 7 de abril de 2018, quatro anos atrás

Começou assim. Na sala, a TV ligada e eu no sofá a assistir ao vivo o discurso do presidente Lula antes de selar seu destino. Na tela, um homem valente fazia um discurso inflamado. Era tudo muito intenso na voz e no significado das palavras ditas. Quanto mais ele falava, mais eu soluçava. Não conseguia me conter. As lágrimas rolavam no rosto  e uma  dor incontrolável, intensa me dominava. Era tudo muito bruto, desumano sobre  o que viria então a acontecer. 

Soava tons de  despedida. Foi a entrega a uma trajetória  marcada por 580 dias de uma prisão injusta.

Coloquei um tênis, tomei um copo de água, respirei fundo e me dirigi à sede da Policia Federal em Santa Cândida, bairro de classe média mais baixa que alta, em Curitiba-PR.

Nem combinado, nada planejado. De uma hora para  outra o entorno da PF lotou de gente. Uma multidão  queria testemunhar aquele triste  acontecimento. Lula desceu do helicóptero e um choro coletivo, vozes embargadas e um inconformismo revoltante tomou conta dos corações presentes. 

De lá para cá muita coisa mudou. Lula está livre, inocentíssimo e franco favorito a ser o próximo presidente do Brasil. 

O juiz algoz e depois ministro no governo neonazifacista chafurda na sua insignificância pessoal e política. Posa para fotos com políticos corruptos e tarados; se comporta como um aspirante de cargo público da pior espécie. O imberbe dinheirista procurador do powerpoint se agarra a chances remotas de se dar bem na política;  se contrariado nas suas ambições, age como um moleque birrento acostumado a mimos.

Como diz a música do Milton Nascimento, "a história é um carro alegre cheio de um povo contente, que atropela indiferente todo aquele que a negue."

Sigamos alegres sempre a acreditar e defender a justiça e os justos. Dá certo.

Sirlei Fernandes

sábado, março 19, 2022

: QUE PENA! LULA NÃO TE ABRAÇOU



Mais uma vez as trincheiras do autoritarismo rasteiro se abrem e, pasme, num ambiente que tinha tudo para ser o mais alegre e bonito após trégua da pandemia.

Refiro-me ao encontro do pessoal da Vigília com o presidente Lula ocorrido na sexta-18 em Curitiba, no Sintracon. 

Alguns militantes foram avisados para comparecer na sede do PT Estadual às 13hs para uma conversa. Muitos dos que lá foram e lá se encontraram, se identificaram de imediato pela longa convivência na VLL nos 580 dias de prisão de Lula. Muitos abraços,  lágrimas e cumplicidade nas lutas iguais.

Um pouco depois, o aviso: tod@s, cujos nomes constassem de uma lista, deveriam embarcar no ônibus estacionado em frente a sede do PT. O local para onde se iria até então não havia sido informado. Foi dito apenas que seria deslocamento para realização de uma filmagem.

Animação total. Um a um, as pessoas constantes de uma lista eram chamadas a entrar no onibus.

O stress veio mais rápido que se esperava. Alguns militantes, cuja perseverança no dia a dia  da Vigilia era inquestionável, foram impedidos de entrar no ônibus simplesmente porque não estavam na tal lista. 

Após bate-bocas e torcida pró inclusão, os companheiros conseguiram "autorização" para embarque. 

Claro. Todo aparato, preparo, todo vai-pra-la-vai-pra-ca indicavam um possivel encontro de Lula com o pessoal da VLL, 

Encontro com aquela gente perseverante que ele tanto valoriza. Gente que largou tudo para estar presente na luta permanente pela sua soltura.

Sim. Era Lula o motivo do agito. 

Ele chegou lá no sindicato alegre e bem disposto. Ao ver seu povo ali disciplinado sentado em círculo a sua espera, ele quebrou protocolos previamente estabelecidos e cumprimentou, abraçou individualmente olhos marejados. Foi lindo.

Alguns depoimentos. Nestes, Lula chorou. A Janja também não se conteve. Caiu em prantos. 

Como sempre, na sua capacidade eloquente e única, Lula agradeceu o empenho, a resignação, a luta de cada um, de cada uma, durante os 580 dias em que esteve preso na PF. Muitas vezes a voz de Lula embargava. Mas, ao falar do futuro, parece que uma força divina o recompõe e a esperança volta com tudo.  

No final, uma foto posada, aquelas para porta retrato, com cada um, com cada uma ali presente.

Deu tempo até  para uma conversa rápida de pé-de-orelha com Lula na hora da foto.

Mas, há de se registrar o sentimento de frustração e até de revolta  de alguns(as) companheir@s, sabidamente presentes  no dia-a-dia da Vigilia,  comprometidos inquestionavelmente na luta pela liberdade do presidente. 

Por que não foram avisados do encontro? Por que foram impedidos de participar?

A justificativa de eventual esquecimento de um ou de outro é totalmente descartada  haja vista a dinâmica da participação dos atos na VLL. 

Que a união e o amor falem mais alto nas hostes petistas, mas que tá difícil  tá.  

Sirlei Fernandes

sexta-feira, março 11, 2022

MAIS OU MENOS ASSIM

Se o custo de vida está nas alturas, o homem não tem nada a ver com isso porque o mercado é livre.

Porém, se o mercado se  equilibrasse, seria porque a politica econômica do governo está no rumo certo. 

...

Se o preço dos combustiveis está nas alturas, o homem diz não ter nada a ver com isso.

Porém, se o valor dos derivados de petróleo estivessem sob controle, o mérito seria do governo que sabe lidar com a economia em tempos de guerra.

...

Se doenças matam mais do que deveriam matar, o homem diz que a questão não é da saúde pública e sim de Deus que sabe a hora certa do moribundo dar adeus.

Porém, se o número de mortes se estabilizasse, seria porque o governo foi incansável na luta pela vacinação e medidas preventivas necessárias aos riscos de contaminação. 

...

Se homem imagina perder as eleições, é porque as urnas eletrônicas não asseguram lisura do pleito. 

Porém, se sondagens antecipam  eventual vitória, o homem fica calado, caladinho...

domingo, fevereiro 06, 2022

Moise: Justiça pede passagem na Igreja do Rosário.

 


A Igreja do Rosário, inaugurada em 1737, localizada no centro histórico de Curitiba foi construída por e para os escravos. Não por acaso, movimentos sociais e periféricos decidiram fazer a manifestação para cobrar justiça pela morte de Moise Kabagambe em frente a essa paróquia. 

Sábado, dia de sol ardente na capital paranaense. Centenas de pessoas, gente de todas as raças e cores, munidas de cartazes, fazedores de místicas e vozes indignadas expressaram a dor profunda pela morte trágica do jovem congolês na praia da Barra da Tituca, no Rio. O motivo torpe das agressões - R$ 200 - somada à covardia dos agressores e omissão dos presentes durante as trinta pauladas, deram o tom da revolta naquela tarde de avidez por justiça.

A xenofobia e racismo são males encrustados na sociedade brasileira. 

Uma das portas frontais da igreja se abre. De dentro saem algumas senhoras idosas, brancas, bem vestidas, de semblante assustado ao verem centenas de manifestantes naquele local que imaginaram ser proriedade delas.

Um bate-boca inusitado iniciou-se ali. O padre já incomodado com o entrevero, saiu em defesa de suas fieis, argumentando que o ato não deveria coincidir com a saída da missa. 

Qual a reação dos manifestantes?  Ocupar a igreja. Talvez frente a frente das imagens os santos fossem mais compassivos pelos pobres e oprimidos. 

 O padre fechou a porta por onde as beatas sairam, mas esqueceu de fechar a outra entrada.

Então, um a um, dezenas em fila entraram na igreja e tomaram os assentos com suas faixas e cartazes. No altar, lá onde há poucos minutos a homilia repetia frases convencionais, um jovem negro, no uso da sua emoção verdadeira, fez ecoar a revolta do preconceito, do fosso social imposto aos pobres e pretos. 

De punho em riste e brilho intenso nos olhos, os presentes entoavam palavras de ordem vindas da alma, repercutidas em cada canto da igreja. 

Um dia prá ficar na história. Um dia para desnudar a hipocrisia, aquela onde brancos se apropriam do patrimônio cultural herdado do povo africano escravizado sem ao menos pedir licença. A Igreja do Rosário é um exemplo vivo disso.

Moise, presente.