segunda-feira, fevereiro 15, 2021

No mato sem cachorro.

Penso que paralelo à inevitável luta pela punição do Moro et Caterva e restituição dos direitos politicos do presidente Lula, é preciso unir esforços para evitar a volta da ditadura.

As ameaças são frequentes e, no meu ponto de vista, a situação é pior que 64. 

Hoje, a tentativa de golpe é escancarada, planejada e implementada sob o manto da democracia. 

O brasileiro ainda pode votar. 

Mas de que adianta ir às  urnas,, se de antemão já  se contesta resultados, segurança do voto eletrônico?

Insisto. O panorama que se avizinha é de tirar o sono. 

E o que deve ser feito, ainda mais em tempos de pandemia onde medo e angustia se misturam? 

Não sei.

Só sei que estamos no mato sem cachorro.

terça-feira, fevereiro 02, 2021

PT – 41 anos em defesa do Brasil e do brasileiro

 "Partido é dos trabalhadores e das trabalhadoras!”

            Neste 10 de fevereiro celebramos em isolamento social, virtualmente e orgulhosamente, os 41 anos de muitas e muitas histórias de lutas e conquistas. Vivemos um tempo anticivilizatório sem precedentes há quase uma década de desgovernos, sem nenhum compromisso com a classe trabalhadora, com os oprimidos e com o povo brasileiro. O que estamos vivendo são desdobramentos do golpe de Estado orquestrado de 2016, com os desgovernos da extrema direita e suas reformas escravistas, e o desmonte dos direitos, dos serviços e dos patrimônios públicos. Nossa democracia e nossa soberania foram assaltadas. Assim, com o nosso país destruído e devastado, lamentamos, juntamente com a Mãe Terra. E com tamanha destruição e tantas maldades liberadas, a pandemia escancarou a desigualdade social, a violência de todos os tipos, o racismo, a misoginia, a LGBTQIA+fobia, o desemprego, a miséria e a fome. Escancaradas também as mentiras, a guerra de comunicação, ideológica, biológica, da vacina e outras guerras importadas do imperialismo estadunidense, causando uma nova forma de autoritarismo, ditadura e Holocausto. Portanto, o Brasil “nunca antes” precisou tanto do PT, por um Brasil livre, soberano, democrático e popular.

            Nestes 41 anos de existência e resistência, o partido nunca se omitiu em seus compromissos, não só com a classe trabalhadora, mas com todo o povo brasileiro, e está presente em todos os municípios do nosso país. “O PT é que defende você”. Assim, “nossa esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem”. “A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las” (Santo Agostinho). Neste 10 de fevereiro é dia também de homenagear aqueles e aquelas que partiram e ajudaram muito a construir o PT, deixando um bom exemplo de militância, como Mário Pedrosa, de ficha nº 1 na fundação do partido, e também da companheira paraibana, jornalista do Brasil de Fato, Paula Adissi, autora da poesia sobre as companheiras(os) que nos tornam mais presentes e unidas(os) na luta sempre:


Ter companheiros

é como ter vida longa

vida eterna.

É saber que mesmo depois da morte

poderemos permanecer vivos

como os guerrilheiros cubanos,

os bolcheviques, e os integrantes de Palmares.

 

Ter companheiros

é a única e melhor coisa

que mesmo nesse mundo cão

que expropria tudo

e todas as felicidades,

podemos ter como maior tesouro

 

 

 

 

Ter companheiros

é deixar de ser um só.

É passar a fazer parte

das fileiras históricas

de seres humanos

que passaram a vida

na batalha

 

Ter companheiros

é estar mais perto da revolução

É sentir na voz deles,

em suas mãos, pés e pensamentos

na vida que eles dedicam,

o dia que viraremos esse mundo

e remontaremos nas melhores formas,

nas mais lindas cores e ao som das mais belas músicas,

e a poesia deixará de existir

pois estará em toda parte.


 

            Neste 10 de fevereiro vamos dar um viva à companheirada. Viva o PT – Partido dos trabalhadores e das trabalhadoras. Viva o Brasil e o povo brasileiro!

Toledo, 10 de fevereiro de 2021.

Prof.ª Joana Darc Faria de Souza e Silva.

Vice-presidenta do PT de Toledo/PR.

Professora de História, especialista em Ensino de História, Arte e

Cultura Africana, Afro-Brasileira e Indígena (UNIOESTE - Cascavel/PR).

  

domingo, janeiro 17, 2021

A primeira agulhada a gente nunca esquece

Diante de tanta demora e sufoco, sem dúvida, os brasileiros respiram aliviados ao testemunhar ao vivo e a cores a aplicação da primeira vacina anti Covid na enfermeira paulistana.

Mais realismo que pessimismo, o alívio sentido na poltrona de domingo pode durar pouco.

A cizania criada entre os postulantes ao cargo de presidente em 2022 - Dória x Jair - prenuncia mudanças no discurso do Planalto.

Nada surpreenderia se o Jair, amanhã, segunda, no cercado em frente o Alvorada, Jair volte a defender cloroquina, negue a importância da vacina, entre outros- impropérios afins.

E pior. Tem um bocado de gente que acredita piamente em tais falácias. 

PS:.  Pazuello acaba de convocar governadores para acompanhar a distribuição-embarque das vacinas em Guarulhos na segunda-18, às  7hs. Trata-se de reação ao faturamento político obtido por Dória ao sediar a primeira vacina.

Vê-se, sobra pirotecnia no processo.

17 de janeiro de 2021. A vacina chegou.

A primeira agulhada mostra ao país uma melancólica e vergonhosa guerrilha de poder. 

Do governo federal, o ineditismo de coletiva à  imprensa. 

Pasme. De forma educada e ordeira. Jair mandou e o Pazzuello assumiu na íntegra o papel de parceiraço da vacinação. Pasme mais um pouco. Pazzuello defendeu até o idolamento social como complemento protetivo à vacina.

Já Sao Paulo, estado protagonista na produção de vacinas, em coletiva faz uma catarse das dificuldades no relacionamento com o Governo Federal para viabilizar a vacinação. 

Doria se impõe numa narrativa segura, porém sempre ressentida em relação aos tropeços e boicotes oriundos do Planalto.

Em suma - Coronavac e AstraZeneca à parte - o cenário na disputa 2022 está posto: 

Saúde na pauta, direita ensandecida e chá de camomila para aguentar tudo isso. 

sábado, dezembro 19, 2020

Covid, Jair e mortes

 Não fosse a firmeza do ministro Alexandre de Moraes em frear atos anti democráticos, baderneiros da pior espécie estariam até hoje aterrorizando instituições em Brasília.

Pior. Ações violentas planejadas sob testemunho e conivência do governo JairB. 

Situações de gravidade semelhante continuam a ocorrer no país hoje,  porém sem a atenção devida das autoridades.

A Covid é uma delas. Alheiamento à realidade falta de pulso, pusilanimidade talvez,  permitiu o avanço incontrolavel das mortes. 

Legislativo e Supremo se curvaram às inépcias, banalizaram às fanfarronices do Governo ao invés de tomar as rédeas da situação.

Enquanto isso, uma horda moldada a imagem e semelhança do líder linguarudo mentiroso se fortalece e cria embaraços para frear a contaminação da doença. 

Que JairB é presidente eleito e tem prerrogativas inerentes ao cargo, todo mundo sabe. Contudo, a procuração passada nas urnas não lhe permite omitir do cidadão o valor da vida e os meios para preservá-la. 

Ainda há tempo. É só querer.

quarta-feira, novembro 18, 2020

O ser e o voto. Nuances.

Me imagino numa nave a observar o movimento humano na terra. Das alturas, me sinto instigada a ler e entender o pensamento do povo brasileiro.

No burburinho, ouço jornalistas empenhados a falar no amontoado de siglas partidárias. Escuto intelectuais a falar em direita, esquerda, centro etc e tal. Também vejo uma fila de homens e mulheres mascarados a votar em suas cidades. Sem alarde, votam e voltam para suas casas com a sensação do dever cumprido.

O homem que votou numa negra porque negra é, se preocupou em saber a qual partido ela pertence?

A mulher que deu o voto a uma transsexual se orientou por sigla partidária na hora do voto?

O cidadão que votou no índio levou em conta o nome do partido dele?

Um horizonte distinto se configura na razão das escolhas.

A valorização do outro pertencente a história renegada e a aceitação do outro como semelhante capaz de fazer diferenças. Eis a questão.

Será indicio de conscientização coletiva diferenciada se desenhando do espaço?

Sirlei Fernandes

terça-feira, novembro 17, 2020

Robustez político-partidária em pauta

Cedo ou não, pipocam análises a respeito de resultado das eleições municipais 2020. A unanimidade, parece, está na constatação do declínio da extrema-direita representada por seu líder maior, o presidente da República.

Sem partido, Jair apoiou seus preferidos de forma ilegal. Usou a estrutura pública para pedir votos. Apenas mais um ato a constar no rol de barbaridades praticadas pelo presidente. A estratégia foi frustrante.
E por falar em quem perdeu quem ganhou, a conversa da hora diz respeito a formação de uma Frente Ampla das Esquerdas rumo a 2022. Com a devida vênia, cumpre-me alertar que a ideia já nasce torta.
A Frente Ampla já existe. Basta ver a espontaneidade e ligeireza dos partidos progressistas em apoiar os candidatos de esquerda que foram para o segundo turno das eleições. Aplausos.
Outra questão. É difícil, quase uma utopia, imaginar que através do entendimento sereno se consiga escolher um nome que represente todas siglas num primeiro turno. Perder-se-ão horas em reuniões, debates, não raro afunilado em desgastes e aberturas de feridas às vezes de difícil cicatrização.
Mas... vem aí uma ideia interessante.

Que tal trazer de volta os Foruns?
Pode ser a realização do Fórum Brasileiro das Esquerdas Progressistas organizado por movimentos sociais, lideranças identificadas com o ideário socialista, partidos de esquerda, presença de lideranças da América Latina... Seria um sonho?
Arrisco afirmar que o Fórum Social dantes realizado teve edições gigantescas e profícuas. Se perdeu no caminho devido a obamização que impressionava o mundo com um negro presidente dos EUA. Se perdeu por não se achar num planeta assim tão extremado como hoje é o Brasil sob o governo Jair Bolsonaro, cópia do louco Donald Trump.
O mundo mudou. O Brasil mudou. 2013 foi o marco. Sete anos de absurdos. Mas dá para correr atrás do prejuízo.