sábado, novembro 02, 2019
Constituição Federal na privada e a ditadura anunciada
Caso o Congresso decida colocar panos quentes nessas barbaridades, as ameaças à democracia continuarão, e cada vez mais ousadas, até a concretização do intento.
Os pedidos de desculpas a posteriori são apenas estratégias bem planejadas para confundir opiniões e ganhar tempo para os próximos ataques.
É bom não esquecer.
A presidenta Dilma foi impitimada, ante testemunho presencial da Suprema Corte, sem acometimento de crime que tanto lhe custasse a perda do cargo.
Inacreditavel que isso possa ter acontecido. Mas aconteceu.
O presidente Lula foi preso sem dó nem piedade, com aval do alto Judiciário, sem haver cometido crime, provas que lhe justificasse a prisão.
Inacreditavel que isso possa ter acontecido. Mas aconteceu.
O ex juiz Sergio Moro, cantado em verso e prosa como o heroi dos justiceiros, tão logo as urnas se fecharam, foi nomeado ministro de um governo da extrema-direita.
Inacreditavel que isso possa ter acontecido. Mas aconteceu.
O atual presidente da República e seus filhos pródigos atolados até o pescoco no terreno das milicias, criam mágicas para se livrar do envolvimento na morte de Marielle França.
Inacreditavel que isso aconteça. Mas acontece.
Portanto... Ainda está em tempo de colocar freio na moçada saudosa do AI-5.
Se contrário, o estrago poderá ser de difícil reversão.
Sirlei Fernandes
sexta-feira, setembro 20, 2019
Valeu, mas não deu
Ontem, quinta, foi um dia de muitas visitas a Lula. Sem medo de errar, visita de pessoas chegadas, respeitadas e amadas pelo presidente. Passaram por lá, o filho Fábio, o petista Fernando Haddad, o cantor, compositor, escritor, roteirista Chico Buarque, a jurista Carol Proner e o ex sempre chanceler Celso Amorim.
A Vigília encontrava-se em acolhimento precário devido a tempestade da quarta.
Restou à militância teimosa se espremer embaixo de guarda-chuvas coletivos em frente a sede da Policia Federal. Claro, na tentativa de ver Chico e Cia tete-a-tetê.
E, porque não, conseguir uma foto estupidamente histórica com Chico e seu sorriso fofo.
Mas não deu.
Próximo ao término da visita, houve a iniciativa de organizar uma foto coletiva, ali mesmo em frente o portão da PF.
Dezenas de militantes se aglomeravam para acompanhar o desfecho do encontro com Lula.
Mas não deu.
A chuva caia forte e a moçada cantava alto músicas do repertório do Chico enquanto ele não vinha. Até parecia um disfarce para negar o incômodo da água a encharcar a roupa pouco a pouco.
Todos apostos. Foi formado um paredão humano, pronto para o Chico se posicionar no centro e a galera receber os cliques esperados.
Mas não deu.
Tudo foi muito rápido. Chico saiu do carro, desceu ali no meio da muvuca e o combinado foi por água abaixo. O comportado paredão se desfez em segundos. Imprensa, curiosos e militância costumeira literalmente voaram p'ra cima do ilustre visitante. A segurança teve um trabalho danado.
Closes rápidos e lá se foram Chico e Carol.
Foi bonita a festa pá, ficamos contentes.
sexta-feira, agosto 23, 2019
NEM SÓ DE REALIDADES VIVEM OS SONHOS
Esta noite sonhei que Lula havia sido libertado e que a inesperada notícia provocou o maior rebuliço na Vigília.
A coordenação, atônita, começou a tomar as medidas necessárias para viabilizar a soltura.
Uma delas, a decisão de que duas pessoas acompanhariam o presidente no carro que o levaria até o aeroporto. Uma delas, não sei porque motivo, seria euzinha. A outra acompanhante também seria uma mulher, mas o sonho não evidenciou a pessoa.
Naquele momento, para demonstrar maturidade e mérito antecipado à tarefa dada, fingi naturalidade à escolha.
Todavia meu coração dava pulos, eu controlava meus gestos e o tom da minha voz. Minha vontade era chorar de alegria e de sair aos quatro ventos a gritar Lula Livre.
Mas me contive. Afinal, a incumbência de estar ao lado do Presidente como uma espécie de guarda-costas não me permitiria ímpetos emocionais.
Pera aí... um agrado poderia cair bem. Que mal tem.
Pensei em dar uma lembrança ao Lula. Mas tinha que ser rápido.
Achei ali pelos cantos da Vigilia um pedaço de couro de mais ou menos 10 cm de comprimento com entalhe de folha de uma planta qualquer. Na ponta tinha uma argola, o que significava que poderia ser usado como chaveiro.
Problemas
Na folha, havia uma série de escritos nada a ver com as circunstâncias.
Solução
Corri até o banheiro, raspei, lavei, assoprei e depois escrevi com caneta preta na folha-chaveiro:
Lula, aceite com muito amor.
ACORDEI.
A coordenação, atônita, começou a tomar as medidas necessárias para viabilizar a soltura.
Uma delas, a decisão de que duas pessoas acompanhariam o presidente no carro que o levaria até o aeroporto. Uma delas, não sei porque motivo, seria euzinha. A outra acompanhante também seria uma mulher, mas o sonho não evidenciou a pessoa.
Naquele momento, para demonstrar maturidade e mérito antecipado à tarefa dada, fingi naturalidade à escolha.
Todavia meu coração dava pulos, eu controlava meus gestos e o tom da minha voz. Minha vontade era chorar de alegria e de sair aos quatro ventos a gritar Lula Livre.
Mas me contive. Afinal, a incumbência de estar ao lado do Presidente como uma espécie de guarda-costas não me permitiria ímpetos emocionais.
Pera aí... um agrado poderia cair bem. Que mal tem.
Pensei em dar uma lembrança ao Lula. Mas tinha que ser rápido.
Achei ali pelos cantos da Vigilia um pedaço de couro de mais ou menos 10 cm de comprimento com entalhe de folha de uma planta qualquer. Na ponta tinha uma argola, o que significava que poderia ser usado como chaveiro.
Problemas
Na folha, havia uma série de escritos nada a ver com as circunstâncias.
Solução
Corri até o banheiro, raspei, lavei, assoprei e depois escrevi com caneta preta na folha-chaveiro:
Lula, aceite com muito amor.
ACORDEI.
MORO E DALAGRANOL DOAM GANHO DE PALESTRAS À ONGs
Sempre questionei a dependência de certas Ong's de recursos oriundos de polpudas doações, não raro feitas por abastados,
Equipara-se à milicia, só que de bacana.
Os milicianos do grosso calibre "protegem" os cidadãos dos morros; os assistencialistas chics protegem velhinhos abandonados e crianças deficientes.
Mas que mal tem?.Tem sérios problemas, sim.
Tais procedimentos estabelecem relação dependente e perniciosa junto sos doadores, o que impossibilita ongueiros pensarem de onde vem o dinheiro, se lícito ou não.
É papel do Estado dar proteção a incapazes.
Ou é expiação de pecados?
Equipara-se à milicia, só que de bacana.
Os milicianos do grosso calibre "protegem" os cidadãos dos morros; os assistencialistas chics protegem velhinhos abandonados e crianças deficientes.
Mas que mal tem?.Tem sérios problemas, sim.
Tais procedimentos estabelecem relação dependente e perniciosa junto sos doadores, o que impossibilita ongueiros pensarem de onde vem o dinheiro, se lícito ou não.
É papel do Estado dar proteção a incapazes.
Ou é expiação de pecados?
terça-feira, maio 28, 2019
Meninos, eu vi.
Faixa dos 70 anos em peso nas ruas do domingo 26. Mulheres faceiras, maquiadas até o pescoço, de cabelo impecável, de mãos dadas com seus maridos de barriga proeminente. O Batel sai da toca.
Orgulho e empáfia no andar livre pelas ruas dos mal cheirosos mendigos do ontem.
Na boca, o Hino Nacional entoado como mantra, privilégio restrito ao verde amarelo nas vestes.
Em resposta ao pacote nefasto da reforma da previdência, a célebre indiferença do egoísmo coletivo: "Pouco me importa. Já me aposentei".
De um caminhão de som enorme, gritos repetidos: "Aqui ninguém é pago pra se manifestar. As pessoas vem de graça."
Enquanto isso, perto dali, pessoas em fila recebem gratuitamente camisetas.
Comunismo demonizado, fora Dilma, fora PT, Lula na cadeia, nossa bandeira jamais será vermelha.
Vez ou outra menção não honrosa ao STF e ao Congresso.
A advogada do microfone centra o repúdio dos poderes nas figuras de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Rodrigo Maia. "Eles não deixam o presidente governar. Vamos tirar eles de lá".
O senhor de aparência saudável em traje amarelo desbotado xinga, ofende, exala revolta: "Eu não tenho partido. To aqui porque foi a vaca da Dilma que impediu minha aposentadoria por invalidez."
A Boca Maldita das Diretas corre risco.
Orgulho e empáfia no andar livre pelas ruas dos mal cheirosos mendigos do ontem.
Na boca, o Hino Nacional entoado como mantra, privilégio restrito ao verde amarelo nas vestes.
Em resposta ao pacote nefasto da reforma da previdência, a célebre indiferença do egoísmo coletivo: "Pouco me importa. Já me aposentei".
De um caminhão de som enorme, gritos repetidos: "Aqui ninguém é pago pra se manifestar. As pessoas vem de graça."
Enquanto isso, perto dali, pessoas em fila recebem gratuitamente camisetas.
Comunismo demonizado, fora Dilma, fora PT, Lula na cadeia, nossa bandeira jamais será vermelha.
Vez ou outra menção não honrosa ao STF e ao Congresso.
A advogada do microfone centra o repúdio dos poderes nas figuras de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Rodrigo Maia. "Eles não deixam o presidente governar. Vamos tirar eles de lá".
O senhor de aparência saudável em traje amarelo desbotado xinga, ofende, exala revolta: "Eu não tenho partido. To aqui porque foi a vaca da Dilma que impediu minha aposentadoria por invalidez."
A Boca Maldita das Diretas corre risco.
terça-feira, abril 16, 2019
SUPREMO SÓ NO NOME
0 STF manteve atuação linear desde o fim da ditadura. Sem grandes solavancos, arbitrou conflitos normais em regimes onde o diálogo tem alguma valia.
A tranquilidade juridica foi tanta, que a toga encarou com naturalidade kaftiana a queda de uma presidenta eleita por um suposto crime apelidado de pedalada fiscal.
Eles sabiam que a Dilma não havia feito nada de errado.
Mas, digamos assim, não quiseram se incomodar. Tudo sob o singelo manto da não interferência entre poderes.
Prenderam o mais popular e querido presidente que o Brasil ja teve para que ele não pudesse concorrer nas eleições em 2018. Eles sabiam da fragilidade das acusações impostas ao ex presidente. Mesmo assim, Lula continua sequestrado e sem perspectivas de provar sua inocência.
Mais uma vez o STF se faz de morto para comer o c* do coveiro.
Omissões e covardias de um poder com prerrogativas para - senão evitar - marcar presença histórica altiva nos rumos de um país em franca decadência democrática.
Hoje o STF está acuado, desmoralizado por excelência.
Paga o preço da pusilaminidade exposta nos momentos em que mais o Brasil precisa de honestidade moral, ética e justiça.
A tranquilidade juridica foi tanta, que a toga encarou com naturalidade kaftiana a queda de uma presidenta eleita por um suposto crime apelidado de pedalada fiscal.
Eles sabiam que a Dilma não havia feito nada de errado.
Mas, digamos assim, não quiseram se incomodar. Tudo sob o singelo manto da não interferência entre poderes.
Prenderam o mais popular e querido presidente que o Brasil ja teve para que ele não pudesse concorrer nas eleições em 2018. Eles sabiam da fragilidade das acusações impostas ao ex presidente. Mesmo assim, Lula continua sequestrado e sem perspectivas de provar sua inocência.
Mais uma vez o STF se faz de morto para comer o c* do coveiro.
Omissões e covardias de um poder com prerrogativas para - senão evitar - marcar presença histórica altiva nos rumos de um país em franca decadência democrática.
Hoje o STF está acuado, desmoralizado por excelência.
Paga o preço da pusilaminidade exposta nos momentos em que mais o Brasil precisa de honestidade moral, ética e justiça.
quinta-feira, janeiro 17, 2019
Oh! Pátria amada, idolatrada. Salve! Salve!
Cá pensando nos brasileiros fãs do Sérgio Moro pela sua tenaz atuação na Lava Jato, operação famosa pelo combate à corrupção na política.
Gente com adesivos nos carros "Eu apoio Moro", gente orgulhosa até em vizinhar com tão célebre criatura.
Hoje o magistrado é ministro da Justiça do governo extrema-direita.
Lá nos corredores, cercado de homens de conduta duvidosa por todos os lados. O próprio presidente - cujo mandato se sustenta nas macaquices tuiteiras dos filhos bombados - acoberta falcatruas e zomba de quem as aponta. Vide o caso Queiroz.
E o Moro? No Planalto podre onde hoje ele é engrenagem a fazer discurso raso e odioso contra o Lula.
E os fãs da Lava Jato?
Continuam na cantilena do "político é tudo igual" para daqui a
quatro anos repetir a cagada.
Hoje o magistrado é ministro da Justiça do governo extrema-direita.
Lá nos corredores, cercado de homens de conduta duvidosa por todos os lados. O próprio presidente - cujo mandato se sustenta nas macaquices tuiteiras dos filhos bombados - acoberta falcatruas e zomba de quem as aponta. Vide o caso Queiroz.
E o Moro? No Planalto podre onde hoje ele é engrenagem a fazer discurso raso e odioso contra o Lula.
E os fãs da Lava Jato?
Continuam na cantilena do "político é tudo igual" para daqui a
quatro anos repetir a cagada.
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