Esta noite sonhei que Lula havia sido libertado e que a inesperada notícia provocou o maior rebuliço na Vigília.
A coordenação, atônita, começou a tomar as medidas necessárias para viabilizar a soltura.
Uma delas, a decisão de que duas pessoas acompanhariam o presidente no carro que o levaria até o aeroporto. Uma delas, não sei porque motivo, seria euzinha. A outra acompanhante também seria uma mulher, mas o sonho não evidenciou a pessoa.
Naquele momento, para demonstrar maturidade e mérito antecipado à tarefa dada, fingi naturalidade à escolha.
Todavia meu coração dava pulos, eu controlava meus gestos e o tom da minha voz. Minha vontade era chorar de alegria e de sair aos quatro ventos a gritar Lula Livre.
Mas me contive. Afinal, a incumbência de estar ao lado do Presidente como uma espécie de guarda-costas não me permitiria ímpetos emocionais.
Pera aí... um agrado poderia cair bem. Que mal tem.
Pensei em dar uma lembrança ao Lula. Mas tinha que ser rápido.
Achei ali pelos cantos da Vigilia um pedaço de couro de mais ou menos 10 cm de comprimento com entalhe de folha de uma planta qualquer. Na ponta tinha uma argola, o que significava que poderia ser usado como chaveiro.
Problemas
Na folha, havia uma série de escritos nada a ver com as circunstâncias.
Solução
Corri até o banheiro, raspei, lavei, assoprei e depois escrevi com caneta preta na folha-chaveiro:
Lula, aceite com muito amor.
ACORDEI.
sexta-feira, agosto 23, 2019
MORO E DALAGRANOL DOAM GANHO DE PALESTRAS À ONGs
Sempre questionei a dependência de certas Ong's de recursos oriundos de polpudas doações, não raro feitas por abastados,
Equipara-se à milicia, só que de bacana.
Os milicianos do grosso calibre "protegem" os cidadãos dos morros; os assistencialistas chics protegem velhinhos abandonados e crianças deficientes.
Mas que mal tem?.Tem sérios problemas, sim.
Tais procedimentos estabelecem relação dependente e perniciosa junto sos doadores, o que impossibilita ongueiros pensarem de onde vem o dinheiro, se lícito ou não.
É papel do Estado dar proteção a incapazes.
Ou é expiação de pecados?
Equipara-se à milicia, só que de bacana.
Os milicianos do grosso calibre "protegem" os cidadãos dos morros; os assistencialistas chics protegem velhinhos abandonados e crianças deficientes.
Mas que mal tem?.Tem sérios problemas, sim.
Tais procedimentos estabelecem relação dependente e perniciosa junto sos doadores, o que impossibilita ongueiros pensarem de onde vem o dinheiro, se lícito ou não.
É papel do Estado dar proteção a incapazes.
Ou é expiação de pecados?
terça-feira, maio 28, 2019
Meninos, eu vi.
Faixa dos 70 anos em peso nas ruas do domingo 26. Mulheres faceiras, maquiadas até o pescoço, de cabelo impecável, de mãos dadas com seus maridos de barriga proeminente. O Batel sai da toca.
Orgulho e empáfia no andar livre pelas ruas dos mal cheirosos mendigos do ontem.
Na boca, o Hino Nacional entoado como mantra, privilégio restrito ao verde amarelo nas vestes.
Em resposta ao pacote nefasto da reforma da previdência, a célebre indiferença do egoísmo coletivo: "Pouco me importa. Já me aposentei".
De um caminhão de som enorme, gritos repetidos: "Aqui ninguém é pago pra se manifestar. As pessoas vem de graça."
Enquanto isso, perto dali, pessoas em fila recebem gratuitamente camisetas.
Comunismo demonizado, fora Dilma, fora PT, Lula na cadeia, nossa bandeira jamais será vermelha.
Vez ou outra menção não honrosa ao STF e ao Congresso.
A advogada do microfone centra o repúdio dos poderes nas figuras de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Rodrigo Maia. "Eles não deixam o presidente governar. Vamos tirar eles de lá".
O senhor de aparência saudável em traje amarelo desbotado xinga, ofende, exala revolta: "Eu não tenho partido. To aqui porque foi a vaca da Dilma que impediu minha aposentadoria por invalidez."
A Boca Maldita das Diretas corre risco.
Orgulho e empáfia no andar livre pelas ruas dos mal cheirosos mendigos do ontem.
Na boca, o Hino Nacional entoado como mantra, privilégio restrito ao verde amarelo nas vestes.
Em resposta ao pacote nefasto da reforma da previdência, a célebre indiferença do egoísmo coletivo: "Pouco me importa. Já me aposentei".
De um caminhão de som enorme, gritos repetidos: "Aqui ninguém é pago pra se manifestar. As pessoas vem de graça."
Enquanto isso, perto dali, pessoas em fila recebem gratuitamente camisetas.
Comunismo demonizado, fora Dilma, fora PT, Lula na cadeia, nossa bandeira jamais será vermelha.
Vez ou outra menção não honrosa ao STF e ao Congresso.
A advogada do microfone centra o repúdio dos poderes nas figuras de Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Rodrigo Maia. "Eles não deixam o presidente governar. Vamos tirar eles de lá".
O senhor de aparência saudável em traje amarelo desbotado xinga, ofende, exala revolta: "Eu não tenho partido. To aqui porque foi a vaca da Dilma que impediu minha aposentadoria por invalidez."
A Boca Maldita das Diretas corre risco.
terça-feira, abril 16, 2019
SUPREMO SÓ NO NOME
0 STF manteve atuação linear desde o fim da ditadura. Sem grandes solavancos, arbitrou conflitos normais em regimes onde o diálogo tem alguma valia.
A tranquilidade juridica foi tanta, que a toga encarou com naturalidade kaftiana a queda de uma presidenta eleita por um suposto crime apelidado de pedalada fiscal.
Eles sabiam que a Dilma não havia feito nada de errado.
Mas, digamos assim, não quiseram se incomodar. Tudo sob o singelo manto da não interferência entre poderes.
Prenderam o mais popular e querido presidente que o Brasil ja teve para que ele não pudesse concorrer nas eleições em 2018. Eles sabiam da fragilidade das acusações impostas ao ex presidente. Mesmo assim, Lula continua sequestrado e sem perspectivas de provar sua inocência.
Mais uma vez o STF se faz de morto para comer o c* do coveiro.
Omissões e covardias de um poder com prerrogativas para - senão evitar - marcar presença histórica altiva nos rumos de um país em franca decadência democrática.
Hoje o STF está acuado, desmoralizado por excelência.
Paga o preço da pusilaminidade exposta nos momentos em que mais o Brasil precisa de honestidade moral, ética e justiça.
A tranquilidade juridica foi tanta, que a toga encarou com naturalidade kaftiana a queda de uma presidenta eleita por um suposto crime apelidado de pedalada fiscal.
Eles sabiam que a Dilma não havia feito nada de errado.
Mas, digamos assim, não quiseram se incomodar. Tudo sob o singelo manto da não interferência entre poderes.
Prenderam o mais popular e querido presidente que o Brasil ja teve para que ele não pudesse concorrer nas eleições em 2018. Eles sabiam da fragilidade das acusações impostas ao ex presidente. Mesmo assim, Lula continua sequestrado e sem perspectivas de provar sua inocência.
Mais uma vez o STF se faz de morto para comer o c* do coveiro.
Omissões e covardias de um poder com prerrogativas para - senão evitar - marcar presença histórica altiva nos rumos de um país em franca decadência democrática.
Hoje o STF está acuado, desmoralizado por excelência.
Paga o preço da pusilaminidade exposta nos momentos em que mais o Brasil precisa de honestidade moral, ética e justiça.
quinta-feira, janeiro 17, 2019
Oh! Pátria amada, idolatrada. Salve! Salve!
Cá pensando nos brasileiros fãs do Sérgio Moro pela sua tenaz atuação na Lava Jato, operação famosa pelo combate à corrupção na política.
Gente com adesivos nos carros "Eu apoio Moro", gente orgulhosa até em vizinhar com tão célebre criatura.
Hoje o magistrado é ministro da Justiça do governo extrema-direita.
Lá nos corredores, cercado de homens de conduta duvidosa por todos os lados. O próprio presidente - cujo mandato se sustenta nas macaquices tuiteiras dos filhos bombados - acoberta falcatruas e zomba de quem as aponta. Vide o caso Queiroz.
E o Moro? No Planalto podre onde hoje ele é engrenagem a fazer discurso raso e odioso contra o Lula.
E os fãs da Lava Jato?
Continuam na cantilena do "político é tudo igual" para daqui a
quatro anos repetir a cagada.
Hoje o magistrado é ministro da Justiça do governo extrema-direita.
Lá nos corredores, cercado de homens de conduta duvidosa por todos os lados. O próprio presidente - cujo mandato se sustenta nas macaquices tuiteiras dos filhos bombados - acoberta falcatruas e zomba de quem as aponta. Vide o caso Queiroz.
E o Moro? No Planalto podre onde hoje ele é engrenagem a fazer discurso raso e odioso contra o Lula.
E os fãs da Lava Jato?
Continuam na cantilena do "político é tudo igual" para daqui a
quatro anos repetir a cagada.
quinta-feira, outubro 25, 2018
Aos amigos, amigas, familiares que votam no outro candidato
Carta aberta
Aos amigos, amigas, familiares que votam no outro candidato
Vocês são muitos, tal como os muitos anos de convívio nas escolas, no trabalho, nas viagens e lares.
Aprendi na caminhada a sorrir, brincar e chorar com vocês, sem medo de se jogar. Sem receio de ser feliz.
Hoje vejo que não é bem assim. Está difícil encontrar conforto na companhia de vocês.
Pode ser que o assunto pareça chato, mas peço: se esforcem e continuem a ler.
Vou falar da eleição
no próximo domingo.
Política para mim é coisa séria. E mais. Não é só na época das eleições que lembro dela.
E é essa seriedade e a compreensão da importância da política na vida das pessoas que me faz estar aqui a escrever.
Bisbilhotando o perfil de vocês, vi várias vezes escrito Luladrão, corrupto, cachaceiro, e por aí vai. Claro, em referência às justificativas da ojeriza ao PT e à razão do voto no outro candidato.
Política para mim é coisa séria. E mais. Não é só na época das eleições que lembro dela.
E é essa seriedade e a compreensão da importância da política na vida das pessoas que me faz estar aqui a escrever.
Bisbilhotando o perfil de vocês, vi várias vezes escrito Luladrão, corrupto, cachaceiro, e por aí vai. Claro, em referência às justificativas da ojeriza ao PT e à razão do voto no outro candidato.
Vi também
compartilhamento de noticias mentirosas, as fake news, mesmo a não veracidade já
haver sido atestada.
Vamos ao Lula corrupto
e ladrão.
Foi esse criminoso menosprezado que me levou a conhecer Noam Chomski, intelectual estadunidense ímpar da contemporaneidade; tive também o privilégio de apertar a mão de Silvio Tendler, o cineasta colecionador de prêmios pela brilhante carreira na produção de filmes e documentários; conheci Afonso Perez Esquivel, o atual Nobel da Paz; ouvi música de primeira intepretada por Chico César ao redor da PF; vi de perto, ouvi, políticos e lideranças sindicais da Itália, Espanha, Marrocos França, México...mulheres de sari e de burca a dizer Boa Noite presidente Lula no seu idioma de origem. Vi religiosos falar de resiliência e juristas falar de injustiça.
Foi esse criminoso menosprezado que me levou a conhecer Noam Chomski, intelectual estadunidense ímpar da contemporaneidade; tive também o privilégio de apertar a mão de Silvio Tendler, o cineasta colecionador de prêmios pela brilhante carreira na produção de filmes e documentários; conheci Afonso Perez Esquivel, o atual Nobel da Paz; ouvi música de primeira intepretada por Chico César ao redor da PF; vi de perto, ouvi, políticos e lideranças sindicais da Itália, Espanha, Marrocos França, México...mulheres de sari e de burca a dizer Boa Noite presidente Lula no seu idioma de origem. Vi religiosos falar de resiliência e juristas falar de injustiça.
Meu Deus. É muita
lembrança gratificante.
Agora pasmem.
Todos eles vieram visitar o Luladrão na cadeia. E todos no entendimento de que o homem que
está lá dentro preso há
quarta-feira, setembro 05, 2018
O Grito do Ipiranga
“Muitas vezes, o silêncio é um
crime”.
(Dr.
Martin Luther King Jr.)
Passados 196 anos do grito de
Independência ou morte por Dom Pedro I, às margens do Riacho Ipiranga, em São
Paulo, mais do que nunca é preciso mergulhar profundamente na História do
Brasil para compreender a nossa difícil e frágil democracia, nossa
Independência e quais são os interesses que estão em jogo no Brasil de hoje. “A
memória histórica existe para a libertação e não para a servidão” (Jacques Le
Goff).
É preciso lembrar que o Brasil
nasceu para ser branco e capitalista, sendo mercantilista, escravista,
machista, racista, preconceituoso e excludente com a chegada dos portugueses se
apropriando da Terra de Pindorama em 1500, habitado por cinco milhões de
indígenas. De cara tais posseiros não respeitaram a cultura dos povos
originários, como também não respeitaram e continuam não respeitando a cultura
africana e afro-brasileira.
É preciso lembrar também dos
chamados “homens bons” do período colonial, que ainda estão “soltos” por aqui,
que exploravam o trabalho alheio e que decidiam tudo num pacto das elites da
aristocracia agrária (Independência de 1822, Proclamação da República em 1889,
Abolição da Escravidão em 1888, etc.).
O Grito do Ipiranga não se deu de
forma conflituosa como em outros países, o que não quer dizer que foi de forma
pacífica. O sentido de nação independente seria necessário derrubar a monarquia
absolutista de D. Pedro I e as rebeliões populares (1837-1840) (Cabanagem,
Sabinada, Balaiada e a Farroupilha) já previam um Golpe de Estado com apoio da
imprensa que já “bestializava” o povo. Eis alguns exemplos para compreender
como os tempos se parecem... Companheiras e companheiros.
Marx já previa a luta de classes do
século XXI, mas a farsa está sendo pior do que a tragédia, e a História do
Brasil é uma história de resistências, lutas e conquistas, até com greve de
fome, um gesto simbólico pela nossa democracia demolida. No ano 2000 todo o
território nacional foi comemorado “Brasil 500 anos de resistência negra,
indígena e popular”.
Chegamos neste 7 de setembro com
vários tipos de golpes, porque a ofensiva das forças conservadoras oligárquicas
nacionais e o imperialismo estadunidense não é novidade na América Latina. É
tudo que interessa as petroleiras, aos EUA, aos banqueiros, empresários, Rede
Golpe e do Deus dinheiro.
Por isso que o mercado dos golpes e
da Casa Grande está de pé, com o latifúndio, trabalho escravo, repressão,
extermínio da população negra e indígena, os palácios, as cortes, mídia colonizada,
tribunal da Inquisição e muitas outras barbáries medievais.
Estamos vivendo os desdobramentos do
golpe de 17 de abril de 2016 (dia da infâmia), dois mil e “dezesselva”, na
democracia e povo brasileiro, orquestrado, espetacularizado, desta vez pelos
três poderes da República sem nenhum pudor e financiado pelas elites avarentas
irracionais e de um judiciário do “esqueça o que estudei, falei e escrevi”,
como fez FHC, o pai deste golpe pseudolegal, vergonhoso.
Neste 7 de setembro, que não somos
mais nação independente, há de se perguntar quais as forças poderosas que
impedem o STF de assumir suas atribuições de cumprir e fazer cumprir a
Constituição Federal de 1988? Por que Barroso, a serviço do golpe refundou a
República submissa aos EUA. Sabemos que foi mais um pacto das elites
entreguistas e traidoras da pátria, criminosos de lesa pátria, serão julgados
pelo povo e pela História.
Vivemos o pior momento de nossa
História e muitas coisas para dizer sobre este novo filme de terror nas trevas
com vampiros monstros detonando aceleradamente as árduas conquistas do povo
brasileiro, assim como nossas riquezas. Um Brasil fora da lei, ditatorial, à
deriva, isolado do mundo, cujo último vexame foi negar a afirmação histórica
dos Direitos Humanos da ONU de igual natureza para todas as pessoas.
Isso porque as elites do atraso não
conseguem esconder mais seus danos morais, sociais, ecológicos e do veneno, do
ódio fascista e do cinismo. Não gostam do Brasil e do povo brasileiro, mas de
Miami.
Por isso incomodaram com os 13 anos
dos governos democráticos e populares do PT com Lula e Dilma, porque nunca
antes viram o pobre participando de conferências, trabalhar, comprar, comer,
morar, consultar, estudar e viajar de avião. O mundo civilizado sabe que Lula é
um preso político, é um símbolo internacional, candidato preferido do povo
brasileiro e que Lula e o PT são os únicos capazes de tirar o Brasil deste
atoleiro. Por isso também é que “a maior virtude da alma brasileira é a
esperança” e “haverá um dia em que veremos nesta terra reinar a liberdade”
(Leonardo Boff), e Beto Guedes completa: “Quando entrar setembro e a boa nova
andar nos campos trazendo o sol da primavera”. Assim este 7 de setembro será
mais um dia de luta de toda militância socialista, que se liga na TV 247 e na
TVT, resistindo sempre com a solidariedade nacional e internacional. Lutar e
vencer com muita arte e cultura ao som do professor trompetista. Em tempo quero
dizer que a melhor resistência é na Escola sem Mordaça, para sermos cronistas
da História com um pensamento épico. Somos todas e todos e nosso grito é
internacional, por democracia, independência e soberania, e por Lula Livre, Brasil Livre, Lula inocente,
Lula/Haddad Presidente 13, por um “Brasil Feliz de Novo”.
Viva
Lula, Viva o PT, o Brasil e o povo brasileiro!
Joana Darc Faria de Souza Lula da
Silva
Prof.ª
de História, especialista em Ensino de Cultura, Artes e História Africana,
Afro-Brasileira e Indígena (Unioeste – Cascavel/PR). Diretório Municipal do PT
de Toledo/PR.
Toledo,
setembro de 2018.
Assinar:
Postagens (Atom)