Sou do tempo que briga
Se resolvia no abraço
Hoje é porrada, parceiro...
E treisoitão no pedaço.
terça-feira, fevereiro 06, 2018
terça-feira, janeiro 30, 2018
Sobre opinião da ministra Carmen Lucia sobre decisão STF4
Apequenar o
STF ministra Carmen Lucia, é o testemunho presencial desse poder na farsa do
impeachment que culminou no afastamento da presidenta Dilma do cargo lhe conferido
pelas urnas. A não ser que a senhora acredite na fantasiosa história da
pedalada fiscal.
Apequenar o
STF ministra Carmen Lucia, é o silêncio sepulcral desse poder frente um helicóptero
carregado de 450 kilogramas de pasta base de cocaína aterrisado em terras de
notáveis políticos mineiros. A não ser que a senhora acredite na força do narcotráfico
na alavancagem da economia.
Apequenar o
STF ministra Carmen Lucia, é a omissão diante de um país comandado por receptores
de malas e depósitos de dinheiro armazenado em apartamentos de quinta. A não
ser que a senhora acredite na legalidade da origem do dinheiro.
segunda-feira, janeiro 29, 2018
Democracia estraçalhada
Quisera a
juventude, gente de tempo e energia, tivesse a dimensão das trapaças que
ocorrem hoje no Brasil.
Três poderes
unidos na podridão do sistema.
O judiciário,
a casta elegante e da moradia privilegiada, dá cada vez mais mostras de desinteresse
à parcialidade da justiça, requisito essencial ao sagrado exercício da magistratura.
O
legislativo, um caso à parte. Uma casa cujo funcionamento é proporcional à
quantia de dinheiro a molhar a mão dos deputados. Não há pudor, nem disfarce. Valores
são negociados à luz do dia para aprovar esta ou aquela matéria.
Paralelo às
chantagens, emana da casa das leis retrocessos absurdos nos costumes e pautas
culturais. Nada a estranhar se dia desses o estupro for legalizado em nome de Jesus.
As palavras social
e solidariedade foram substituídas pelo vai
e vem da Bolsa de Valores, pelo lucro dos gigantes, pela ganância dos donos da
soja, pela frieza dos banqueiros.
O executivo
se supera. Nunca d’antes na história deste país, vê-se um governo composto por
uma corja de ministros envolvidos em falcatruas, denúncias de recebimento de
milhões em propina, mostradas ao vivo e a cores em mala e apartamento recheados
de dinheiro.
Cenários inegavelmente
estarrecedores.
Mas, mais
estarrecedora que a prática maléfica em voga nos poderes, é o silêncio
sepulcral do cidadão brasileiro.
Há de se
perguntar o que falta para cair a ficha do povo e fazê-lo sair às ruas a
exemplo dos milhões de manifestantes em 2013.
A gasolina,
o gás e a luz dia sim dia não sobem de
preço. O emprego está escasso.
De um lado,
estão as esquerdas sempre prontas nas
ruas em denúncia aos desmandos. Porém, admite-se, sempre representada pelos
seus expoentes costumeiros. A massa continua distante, inerte.
Parcela da
população insiste na tese do “nenhum político presta,” o que soa quase como um mea culpa à panelada na janela.
E as
dificuldades de mobilização vão mais além. Os mais velhos que seguram o rojão,
um dia cansam.
Os mais
novos... na telinha a acompanhar as oscilações dos bitcoins.
domingo, janeiro 07, 2018
FHC diz que pobre não sabe votar
Em artigo dominical no PIG, mais uma vez FHC se supera.
No espectro da sua inequívoca sapiência sociológica, o tucano insiste na tese de que pobre não sabe votar; que o programa bolsa família é eleitoreiro...
Pois bem.
Além da observação eminentemente preconceituosa e elitista oriunda, talvez, de crises de amnésia intencional, FHC esquece da massa cheirosa no estádio a gritar "Dilma, VTNC". Eles sabem votar?
FHC esquece da classe média verde-amarela a saracotear em volta de um pato da mesma cor pedindo intervenção militar? Eles sabem votar?
FHC esquece do apoio maciço do rico empresariado da FIESP, da mídia clientelista ao "venha Temer". Eles sabem votar?
Pois bem mais uma vez.
É esta fatia de brasileiros que empurrou o Brasil nas mais sórdidas atitudes de hipocrisia na politica, de corrupção, de entreguismo, de despudor vistos no Planalto.
E o culpado é o pobre.
Volta pra França, FHC.
No espectro da sua inequívoca sapiência sociológica, o tucano insiste na tese de que pobre não sabe votar; que o programa bolsa família é eleitoreiro...
Pois bem.
Além da observação eminentemente preconceituosa e elitista oriunda, talvez, de crises de amnésia intencional, FHC esquece da massa cheirosa no estádio a gritar "Dilma, VTNC". Eles sabem votar?
FHC esquece da classe média verde-amarela a saracotear em volta de um pato da mesma cor pedindo intervenção militar? Eles sabem votar?
FHC esquece do apoio maciço do rico empresariado da FIESP, da mídia clientelista ao "venha Temer". Eles sabem votar?
Pois bem mais uma vez.
É esta fatia de brasileiros que empurrou o Brasil nas mais sórdidas atitudes de hipocrisia na politica, de corrupção, de entreguismo, de despudor vistos no Planalto.
E o culpado é o pobre.
Volta pra França, FHC.
quarta-feira, dezembro 06, 2017
Experiências e coincidências
Compartilho com vocês uma história simples e afetuosa, dessas que acontecem só uma vez na vida.
Os alpes austríacos que rodeiam a cidade de Innsbruck compõem um visual indescritível. A vista lá de cima é divinamente maravilhosa e, mesmo que você não curta esquiar, vale pena pegar o teleférico para curtir o panorama e tirar belas fotos.
Foi o que eu e mais três amigos fizemos naquela bonita cidade. Do topo daquela montanha coberta de gelo se descortinava um horizonte degradê ornado com o azul do céu, o branco da neve e o verde tímido das coníferas tipicas das regiões geladas.
Me distanciei dos meus amigos. Eles decidiram subir a montanha mais um pouco a pé, enquanto que eu preferi ficar na estação fornicular para apreciar a paisagem.
Olhei ao redor e vi um banco, daqueles de ripa e encosto para três pessoas. E pra lá fui, mesmo tendo um homem lá sentado. Os demais bancos estavam ocupados.
Pedi licença com o olhar e sentei-me ao lado daquele homem. Só ali bem perto percebi que era um velho - aparentava seus 80 anos ou mais - e, com ele a lhe fazer compamhia silenciosa, uma linda border collie.
Do nada, comecamos a conversar. Eu no meu inglês macarrônico, ele no jeito calmo de falar.
Contou-me que tinha sido professor nos EUA
e que depois de aposentado escolheu Innsbruck para morar. Disse que vivia só e que Lucy era sua única companhia.
Gostei dele.
Pouco mais de meia hora de conversa, meus amigos chegaram. Tive que me despedir do meu inesquecível amigo.
Segurei as mãos daquele velho solitário, beijei-lhe a testa e fui. Também dei tiao pra Lucy. Alguns passos, olhei para trás e vi que e os olhos do Ralf estavem cheios de lágrima.
De volta a Curitiba.
Sem nada saber do acontecido na Áustria, minha vizinha ganhou uma linda cachorrinha da raça border collie e a batizou de Lucy.
Atualmente a Lucy brasileira tem 8 anos e é minha melhor amiga canina.
Os alpes austríacos que rodeiam a cidade de Innsbruck compõem um visual indescritível. A vista lá de cima é divinamente maravilhosa e, mesmo que você não curta esquiar, vale pena pegar o teleférico para curtir o panorama e tirar belas fotos.
Foi o que eu e mais três amigos fizemos naquela bonita cidade. Do topo daquela montanha coberta de gelo se descortinava um horizonte degradê ornado com o azul do céu, o branco da neve e o verde tímido das coníferas tipicas das regiões geladas.
Me distanciei dos meus amigos. Eles decidiram subir a montanha mais um pouco a pé, enquanto que eu preferi ficar na estação fornicular para apreciar a paisagem.
Olhei ao redor e vi um banco, daqueles de ripa e encosto para três pessoas. E pra lá fui, mesmo tendo um homem lá sentado. Os demais bancos estavam ocupados.
Pedi licença com o olhar e sentei-me ao lado daquele homem. Só ali bem perto percebi que era um velho - aparentava seus 80 anos ou mais - e, com ele a lhe fazer compamhia silenciosa, uma linda border collie.
Do nada, comecamos a conversar. Eu no meu inglês macarrônico, ele no jeito calmo de falar.
Contou-me que tinha sido professor nos EUA
e que depois de aposentado escolheu Innsbruck para morar. Disse que vivia só e que Lucy era sua única companhia.
Gostei dele.
Pouco mais de meia hora de conversa, meus amigos chegaram. Tive que me despedir do meu inesquecível amigo.
Segurei as mãos daquele velho solitário, beijei-lhe a testa e fui. Também dei tiao pra Lucy. Alguns passos, olhei para trás e vi que e os olhos do Ralf estavem cheios de lágrima.
De volta a Curitiba.
Sem nada saber do acontecido na Áustria, minha vizinha ganhou uma linda cachorrinha da raça border collie e a batizou de Lucy.
Atualmente a Lucy brasileira tem 8 anos e é minha melhor amiga canina.
terça-feira, setembro 26, 2017
As mulheres precisam de formação
Este é o
entendimento recorrente nos encontros das mulheres petistas. E o que há por
detrás desta reivindicação?
A percepção
de que os avanços na luta pela
emancipação da mulher na sociedade sofrem recuos dado ao recrudescimento da
direita no poder e o consequente conservadorismo emanado dessas forças no
tecido social.
A pior
constatação deste cenário, é que os valores da direita retrógrada atingem diretamente
as mulheres.
Os debates
até então havidos sobre a legalização do aborto foram menoscabos no governo
golpista. Foram substituídos por crenças religiosas advindos da expressiva representação
evangélica no Congresso Nacional.
Um novo
padrão da mulher renasce das cinzas simbolizado
pela “bela, recatada e do lar”, mote criado pela Veja, a revista de grande circulação.
Secretarias
e ministérios criados nos governos Lula e Dilma em defesa dos direitos às mulheres,
orientadas à proteção das mulheres negras, LGBTs foram sumariamente excluídas da
estrutura do Governo Federal.
Ainda de
quebra, retrocesso na reforma das leis do trabalho prejudicial as mulheres,
principalmente as gestantes.
As mulheres
precisam conhecer e acompanhar a realidade, no sentido de se contrapor às investidas machistas
descompromissadas com o sentimento e aspirações da mulher na sociedade. É preciso ser incansável na luta contra o neoliberalismo
escravizante, donde o lucro tem mais valia que a vida.
O Curso de
Formação às mulheres é um instrumento importante para a reativação da coragem e da crença coletiva de que a mulheres podem.
Sim. As mulheres podem!
quinta-feira, setembro 21, 2017
Eu vi em Auschwitz
Em trens pequenos
e vagões sem janelas. Assim chegava gente de várias partes do mundo na Polônia.
Famílias vendiam o pouco que tinham, juntavam bens e joias, sem jamais imaginar
a armadilha que o destino lhes reservaria.
Seguiam pela
longa viagem na expectativa de trabalho. Iam naquele comboio, literalmente amontoados
e quase sem ar.
Na chegada, o
choque. A decepção. A guarda nazista apreendia todos os pertences, inclusive
alianças de casamento e ouro do dente.
É horrível. É
triste. É chocante.
De fora, uma
fileira de 28 enormes barracões. Um ao lado do outro. A visita começa por um deles. Já de cara num
dos compartimentos, montes e montes de calçados velhos. Do outro lado, milhares
de óculos amontoados. Aqueles óculos redondos de aro fino usados na época da guerra.
Mais a frente, um pavilhão com montes e mais montes de cabelos. O cabelo das
mulheres era cortado para fazer agasalho.
Assusta o volume
e quantidade dos objetos guardados expostos para visitação pública. Tem
explicação. Foram mais de 1 milhão de judeus vitimados pelo nazismo. Ainda na
lista persecutória, os negros, ciganos e homossexuais.
Nos demais barracões,
lá para quem quiser ver, os beliches de três, quatro andares. Em cada piso do
beliche, dormiam oito pessoas. Dava prá ver, super apertado. Muitos prisioneiros
não conseguiam dormir. Dores, saudades, frio, os faziam tremer e chorar. O
lamento coletivo.
Tifo e malária
deixava-os fracos, impossibilitados ao trabalho escravo. Então a guarda abreviava
vida. A fogueira funcionava a todo vapor. Crianças não aptas ao trabalho também
eram queimadas.
O quarto do
castigo era destinado a aqueles que não produziam a contento no eito. Um espaço
de um metro quadrado, sem ar. Ali morriam.
Tentativas
de fuga do campo eram severamente castigadas. Está lá o patíbulo, a forca, em local
estratégico para que os demais pudessem assistir o castigo dos rebeldes ousados.
O tempo de
refeição e das necessidades fisiológicas era controlado. Desobediências implicavam
em castigo severos.
O período de
permanência no campo não passava de seis meses. Os prisioneiros morriam cedo vítimas
da desnutrição, frio e doenças provocadas
pela imundície. Muitos pediam prá antecipar a morte dado o sofrimento
desalentador.
Alguns barracões
serviam de estábulo à cavalaria e ao mesmo tempo de dormitório.
A câmara de gás
foi a forma mais utilizada pelos nazistas para matar os judeus.
...
Eu vi. A
história está lá para quem quiser testemunhar.
De tudo, o
que mais assusta é saber que em pleno século 21 - 70 anos após o registro do maior
genocídio na humanidade - grupos autodenominados neonazistas surgem das trevas
no Brasil.
É de se
perguntar o que passa na cabeça de um jovem capaz de tatuar o símbolo nazista
no corpo e exibi-lo como troféu de bravura.
Eles estão
soltos por aí semeando ódio e discórdia, impunes.
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