Analistas de plantão andam dizendo por aí que a economia brasileira não ofereceu bons resultados em 2013. Apontam também parcimônia nos investimentos em infraestrutura e que isso compromete o crescimento.
Ora, se a situação está assim tão caótica como eles pintam, então porque a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 4,6%, o menor resultado desde 2002?
Se a economia brasileira vai mal, então como o governo conseguiu reduzir de 15% para 6,9% o percentual da população que passa fome?
Como explicar as relevantes evoluções no que diz respeito a saúde? Segundo o IBGE, as áreas que obtiveram melhoria, foram a redução da mortalidade infantil e materna, o tratamento da AIDS e do câncer e capilaridade da atenção básica.
Claro. O Brasil ainda tem desafios e enfrentamentos para melhorar a vida do povo. Mas alarmismos parecem não combinar com o foco do governo Dilma, que é o do equilíbrio econômico combinado com a atenção à população que realmente depende dos serviços públicos para se sentir mais cidadã.
quinta-feira, dezembro 26, 2013
A visita ao Asilo São Vicente na véspera do Natal
Cheguei, por coincidência, na hora da missa celebrada em comemoração ao Natal. Aproveitei para rezar e pensar um pouco na vida naquele ambiente sacro. Cadeirantes de olhos perdidos estendiam as mãos trêmulas aos familiares durante a oração do Pai Nosso. Muitas velhinhas sem ninguém por si.
Procurei Dona Mariazinha e Marina na capela e não as encontrei. Soube mais tarde que elas não gostam muito de ir à missa.
Como sempre, nos encontramos na sala de visita do asilo. As duas em cadeira de rodas, uma ao lado da outra. A mãe quase não se mexe, não fala e parece não ouvir o que a gente fala. Entreguei-lhe um pequeno presente e, durante todo o tempo da nossa conversa, ela tentava desamarrar o laço. Era como se, até que enfim, alguém dera-lhe uma tarefa para fazer.
Marina surpreendeu-me. Da última vez que a vi, percebi uma sensível melhora nos movimentos, na fala e na articulação das ideias. Mas continua a chamar todos de Conceição ou de mãe.
Em rápidos lampejos de memória, falou do jurídico – local de trabalho no banco - e reclamou da mão esquerda imobilizada. O derrame afetou a motricidade.
Embora se esforce para falar, consegue articular poucas palavras, muitas esparsas. Mesmo assim, Marina reclama da solidão, às vezes chora e pergunta até quando deve ficar no asilo. O calor também a incomodava, mas ao mesmo tempo dizia que seu pé estava frio.
Na saída, perguntei na portaria se as duas recebem visitas. “Raramente”, respondeu a atendente.
quarta-feira, dezembro 25, 2013
O que bombou no Face em 2013
Dia das Mães
Curti pouco minha mãe. Quis o destino que ela fosse morar no ceu bem cedo com meu pai. No trajeto, várias mães cruzaram minha vida. Uma delas, minha vó que me criou desde pequinininha. Hoje tenho o amor dois meus dois filhos, nora, neto agregado... Domingo a gente estará junto. Enquanto o mais novo assa a carne, faço a maionese- aquela de uma gema crua e duas cozidas, óleo e mexida circular no prato fundo. Lição da velha Mirandolina.
Pré-sal
Perguntaram-me com ares de provocação, o porquê de não haver comentado o leilão do Pré-sal. Respondo. Somente hoje aprofundei melhor a leitura sobre o tema. Evito comentar assuntos sem ter o devido conhecimento. Mas, mesmo assim argumentos convenceram-me de que seria ilusório pensar que o Brasil sozinho seria capaz de dar conta da exploração da camada. De nada adianta alardear as riquezas que a descoberta representa, se não tomar medidas para materializá-las.
No mais, agora é acreditar que a presidenta Dilma, Gleisi, Lobão tiveram juízo suficiente no estabelecimento das regras do consórcio. Quanto a grita do "Petróleo e nosso", faz parte!
Curti pouco minha mãe. Quis o destino que ela fosse morar no ceu bem cedo com meu pai. No trajeto, várias mães cruzaram minha vida. Uma delas, minha vó que me criou desde pequinininha. Hoje tenho o amor dois meus dois filhos, nora, neto agregado... Domingo a gente estará junto. Enquanto o mais novo assa a carne, faço a maionese- aquela de uma gema crua e duas cozidas, óleo e mexida circular no prato fundo. Lição da velha Mirandolina.
Pré-sal
Perguntaram-me com ares de provocação, o porquê de não haver comentado o leilão do Pré-sal. Respondo. Somente hoje aprofundei melhor a leitura sobre o tema. Evito comentar assuntos sem ter o devido conhecimento. Mas, mesmo assim argumentos convenceram-me de que seria ilusório pensar que o Brasil sozinho seria capaz de dar conta da exploração da camada. De nada adianta alardear as riquezas que a descoberta representa, se não tomar medidas para materializá-las.
No mais, agora é acreditar que a presidenta Dilma, Gleisi, Lobão tiveram juízo suficiente no estabelecimento das regras do consórcio. Quanto a grita do "Petróleo e nosso", faz parte!
Imagens
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| João Emanuel, meu sobrinho neto, nasceu no dia 20 de agosto |
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| Em Camerino, região de Marche na Itália. Durante todo o mês de julho, Curso de Italiano na Scuola Dante Alighieri. |
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| Dez anos do PT no poder. O Brasil mudou prá melhor. |
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| Em dezembro na Paraíba. Curso de Formação Política para as mulheres. |
terça-feira, dezembro 24, 2013
E a vida, o que é, o que é meu irmão
Conheci Dona Mariazinha e a filha Marina nos anos 80. Marina era filha única e ambas moravam num apartamento alugado no centro de Curitiba. Dos parentes, restava apenas uma prima de idade avançada que raramente as visitava.
Marina trabalhava no Banestado. Ao sair para trabalhar, Dona Mariazinha ficava acenando na janela do apartamento no 8º andar, até a filha virar a quadra para pegar o ônibus. Era tanto apego, que a mãe ligava umas dez vezes por dia ao banco para saber da filha. E vice versa. O tratamento entre elas era de “meu amorzinho”. E ai de quem falasse mal da Marina. Dona Mariazinha ficava uma fera.
As duas eram muito faceiras e boas anfitriãs. Se orgulhavam de boa parte da vida haverem freqüentado a alta roda da sociedade paulistana.
Sempre bem vestidas, de cabelos pintados e maquiagem impecável, serviam um café delicioso aos amigos banestadenses que as visitavam. Recebê-los era um ato prazeroso .
Marina se aposentou. O afastamento da rotina bancária fez com que gradativamente os amigos deixassem de freqüentar a casa das duas. De vez em quando alguém dava alguma notícia, o que ficou cada vez mais raro com o passar do tempo.
Uns quinze anos depois
Ao folhear a Gazeta do Povo, chamou-me a atenção uma reportagem sobre as velhinhas internadas no Asilo São Vicente. Olhei a foto ilustrativa da matéria - duas mulheres de cabelos totalmente brancos numa cadeira de rodas – sem jamais imaginar que pudesse se tratar de gente conhecida. Mas, ao avançar a leitura, liguei os fatos. Sem dúvida, mãe e filha estavam lá.
A Assistente Social do Fundo de Pensão relatou a saga. Dona Mariazinha, com seus mais de 80 anos, dia-a-dia tornava-se cada vez mais fraca. Sem contar o Mal de Alzheimer cada vez mais avançado.
Sem estrutura física e emocional para cuidar da mãe, a quem tinha como esteio, Marina sofreu um derrame e ficou dois meses na UTI. Ela conseguiu sobreviver, mas ficou totalmente desmemoriada. O fato interessante dessa história, é que Marina não reconhece a mãe – a chama de Conceição – mas no delírio a quer sempre por perto, a ponto de ficar desesperada se perde a cadeira da mãe de vista.
Amanhã – véspera de Natal - irei visitá-las. Levarei um pequeno presente e direi que sou uma amiga dos tempos do Banestado, referência sem nenhuma importância no contexto.
A conversa será meio desconexa, mas o abraço, o olhar e o toque terão sintonia.
Feliz Natal às minhas amigas.
Marina trabalhava no Banestado. Ao sair para trabalhar, Dona Mariazinha ficava acenando na janela do apartamento no 8º andar, até a filha virar a quadra para pegar o ônibus. Era tanto apego, que a mãe ligava umas dez vezes por dia ao banco para saber da filha. E vice versa. O tratamento entre elas era de “meu amorzinho”. E ai de quem falasse mal da Marina. Dona Mariazinha ficava uma fera.
As duas eram muito faceiras e boas anfitriãs. Se orgulhavam de boa parte da vida haverem freqüentado a alta roda da sociedade paulistana.
Sempre bem vestidas, de cabelos pintados e maquiagem impecável, serviam um café delicioso aos amigos banestadenses que as visitavam. Recebê-los era um ato prazeroso .
Marina se aposentou. O afastamento da rotina bancária fez com que gradativamente os amigos deixassem de freqüentar a casa das duas. De vez em quando alguém dava alguma notícia, o que ficou cada vez mais raro com o passar do tempo.
Uns quinze anos depois
Ao folhear a Gazeta do Povo, chamou-me a atenção uma reportagem sobre as velhinhas internadas no Asilo São Vicente. Olhei a foto ilustrativa da matéria - duas mulheres de cabelos totalmente brancos numa cadeira de rodas – sem jamais imaginar que pudesse se tratar de gente conhecida. Mas, ao avançar a leitura, liguei os fatos. Sem dúvida, mãe e filha estavam lá.
A Assistente Social do Fundo de Pensão relatou a saga. Dona Mariazinha, com seus mais de 80 anos, dia-a-dia tornava-se cada vez mais fraca. Sem contar o Mal de Alzheimer cada vez mais avançado.
Sem estrutura física e emocional para cuidar da mãe, a quem tinha como esteio, Marina sofreu um derrame e ficou dois meses na UTI. Ela conseguiu sobreviver, mas ficou totalmente desmemoriada. O fato interessante dessa história, é que Marina não reconhece a mãe – a chama de Conceição – mas no delírio a quer sempre por perto, a ponto de ficar desesperada se perde a cadeira da mãe de vista.
Amanhã – véspera de Natal - irei visitá-las. Levarei um pequeno presente e direi que sou uma amiga dos tempos do Banestado, referência sem nenhuma importância no contexto.
A conversa será meio desconexa, mas o abraço, o olhar e o toque terão sintonia.
Feliz Natal às minhas amigas.
quarta-feira, dezembro 11, 2013
Dois pesos, duas medidas
Na campanha para prefeito de Cascavel em 2012, Edgar Bueno-PDT induziu os eleitores ao erro, ao caluniar, mentir e difamar o principal adversário, o professor Lemos-PT. Além, claro, do abuso do poder econômico.
Há 14 anos, na campanha para prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi induziu os eleitores ao erro, ao caluniar, mentir e difamar o principal adversário, o petista e hoje deputado federal Ângelo Vanhoni. Além, claro, do abuso do poder econômico.
Bueno é cassado e o TRE manda Lemos assumir a prefeitura.
Taniguchi cumpriu o mandato até o final e os crimes foram prescritos.
Cumplicidade
Depois de deixar o cargo de secretário no Distrito Federal, após o escândalo do "mensalão do DEM", que derrubou o então governador José Roberto Arruda, Taniguchi retorna ao Paraná com a moral dos que sabem onde encontrar abrigo. Sentindo-se em casa, é nomeado Secretário de Planejamento no governo do tucano Beto Richa.
Há 14 anos, na campanha para prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi induziu os eleitores ao erro, ao caluniar, mentir e difamar o principal adversário, o petista e hoje deputado federal Ângelo Vanhoni. Além, claro, do abuso do poder econômico.
Bueno é cassado e o TRE manda Lemos assumir a prefeitura.
Taniguchi cumpriu o mandato até o final e os crimes foram prescritos.
Cumplicidade
Depois de deixar o cargo de secretário no Distrito Federal, após o escândalo do "mensalão do DEM", que derrubou o então governador José Roberto Arruda, Taniguchi retorna ao Paraná com a moral dos que sabem onde encontrar abrigo. Sentindo-se em casa, é nomeado Secretário de Planejamento no governo do tucano Beto Richa.
segunda-feira, dezembro 09, 2013
As três mosqueteiras: Edna, Sirlei e Toninha
Esta foto foi tirada no IV Encontro Nacional das Catadoras de Materiais Recicláveis realizado entre 3 e 5 de dezembro na Associação Banestado em Praia de Leste. Os chapéus faziam parte da decoração do evento.
Estou viva!
Olho-me no espelho. Que mulher é esta que vejo refletida? Um olhar que brilha por novas conquistas? Um sorriso de satisfação pelos abraços recebidos? Uma mulher, dona do seu destino, mas que às vezes brinca de ser criança?
Represento várias mulheres, ao mesmo tempo sendo única. Sou atriz principal e muitas vezes coadjuvante de minha própria existência. Enfrento com coragem os percalços impostos pela minha geração. Faço das marcas evidentes do tempo na face um pacto de felicidade com a vida. Estou viva!
Represento várias mulheres, ao mesmo tempo sendo única. Sou atriz principal e muitas vezes coadjuvante de minha própria existência. Enfrento com coragem os percalços impostos pela minha geração. Faço das marcas evidentes do tempo na face um pacto de felicidade com a vida. Estou viva!
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